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Ganda nóia II

por Pedro Marques Lopes, em 22.02.07

Há uma pergunta que, penso, ninguém fez ainda ao Dr Marques Mendes: pensa o Sr Dr, que o modelo de desenvolvimento da Madeira é o correcto e deverá ser replicado no continente?

Todos sabemos que o propalado, e evidente, desenvolvimento da Madeira, nos últimos trinta anos, se baseou num fortíssimo investimento público (à custa do OGE e dos fundos comunitários). Factualmente, o que esta política originou foi a uma dependência quase absoluta da população madeirense do Governo Regional. Chegou-se ao extremo, de cerca de 70% da população madeirense dependa (em termos económicos) directa ou indirectamente do Governo Regional, ou seja, a estratégia foi, e, pelos vistos ainda é, basear o desenvolvimento e a criação de riqueza no sector público.

Infelizmente este tipo de modelos tem dado resultados conhecidos: quanto mais o Estado se “mete” na Economia, menos riqueza se cria. Estes investimentos públicos (alguns, como é evidente, necessários e da efectiva responsabilidade das entidades públicas) não geraram riqueza e o Alberto João precisa, em absoluto, da continuação do envio das “remessas” para que as coisas continuem a funcionar.

Volta-se à pergunta: é este o modelo que o Dr Marques Mendes quer para o país? Que 70% da população dependa do Estado para sobreviver? Que seja o Estado o motor da Economia? Quer um país, eternamente, dependente das esmolas da Comunidade?

É que a resposta a estas perguntas poderiam, finalmente, dar-nos uma luz sobre quais as ideias de Marques Mendes para o país.

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comentários

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De Francisco BT a 22.02.2007 às 13:27

Há uma coisa que me tem preocupado.

O PR andou a meter a colherada na OPA do BCP sobre o BPI com aquela estafadissima ideia dos centros de decisão passarem para Madrid.

Agora que o Ministério da Saúde anda a fechar tudo o que mexe nas fronteiras, e convidando a rapaziada a mudar-se para o lado de lá, não incomoda o PR?

Há aqui qualquer coisa que não bate certo!
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De Anónimo a 22.02.2007 às 18:38

PML sempre sempre ao lado do po(l)vo.
Depois do "sim" eis PML a fazer o jogo do PS. Devem ser ainda restos das companhias da campanha.
Só falta dizer mal da CMP e da CML...

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