Sábado, 10 de Outubro de 2009

 

 

Após o referendo irlandês ao Tratado de Lisboa, o Presidente da República checa resolveu chantagear os restantes Estados membros da União Europeia, exigindo que o referido tratado contenha uma cláusula que negue a cidadãos de países dessa mesma União o acesso ao Tribunal Europeu de Justiça.

Se o golpe for bem sucedido não valerá a pena fingir que existe Lei e Justiça na União Europeia e, o que é ainda mais grave, igualdade entre os cidadãos que a integram.

Continuará a perdurar o espírito do diktat de Versailhes e uma intolerável xenofobia entre os europeus. Ambos incompatíveis com o projecto de construção europeia.

A questão estará, por conseguinte, em saber se a Europa capitula perante um país de leste, recém-chegado e que não dá mostras de boa fé na sua relação com as restantes nações ou se explica ao Presidente checo que a porta da rua é a serventia da casa

Até porque não consta que os checos recusem a ajuda que a União Europeia lhes dá, a qual, todos o sabemos, contém uma importante componente de financiamento alemão.

PS.: em 2008 visitei a antiga Alemanha de leste e o território dos sudetas, actualmente integrado na República checa. Que diferença entre ambos…

Enquanto as cidades alemãs, depois de recuperadas nestes 20 anos, estavam impecavelmente limpas e arranjadas, as regiões checas junto à fronteira com a Alemanha encontravam-se em geral sujas e visivelmente degradadas (com excepção das zonas turísticas), penso que em resultado de falta de investimento (é o que dá 40 anos de regime comunista…), mas também de asseio e mesmo de civismo por parte dos seus actuais donos. Uma tristeza, mas ao menos não têm nojo da sua porcaria...


publicado por Rui Crull Tabosa às 18:30
link | Pedro Silva Pereira escreveu sobre faqueiros de prata
25 comentários:
De Lionheart a 10 de Outubro de 2009 às 19:42
Depois do ódio à Polónia, agora os eurófilos viram-se contra os checos?? Confesso que me faz impressão ver portugueses a assumir as dores dos grandes, quais vozes dos donos. A República Checa tem um passado de vítima de vários imperialismos europeus e não tem ilusões quanto à Rússia, nem quanto à Alemanha, ou França. Defende os seus interesses e faz muito bem. Vê a UE como uma organização onde lhe convém estar, mas não se sacrifica pela "Europa". E, claro, está respaldada pela Grã-Bretanha, que a apoia na sombra. Os conservadores britânicos esperam que os checos consigam adiar a entrada em vigor do Tratado até que dê tempo a que uma vitória de Cameron em Maio, possa "matar" o Tratado de Lisboa, já que um referendo no Reino Unido travava a ratificação do tratado naquele país.

De resto, deixemo-nos de hipocrisias, porque há mais países que estão a apoiar os checos por detrás. Apenas cabe a recém-chegados, como a Polónia e a República Checa, o odioso de tentar entravar este processo para que não haja um afrontamento directo entre os grandes. É a "guerra fria" na "Europa"... 


De Rui Crull Tabosa a 10 de Outubro de 2009 às 19:58
Deixemo-nos de hipocrisias, digo eu: se um Estado memro da União Europeia defende que os cidadãos de outro Estado nãp podem recorrer ao Tribunal de Justiça Europeu, está no seu direito desde que aceite que os cidadãos também não devem ter direito aos benefícios da UE. O contrário é querer ter sol na eira e chuva no nabal.
Ninguém obriga os checos (que também mataram e perseguiram muitos alemães entre 1919 e 1938 e depoisde 1945, diga-se a benefício da verdade) a estar na União.
Repare: aRep. checa pode até dizer que não ratifica o tratado e logo se vê: o que NÃO pode é fazê-lo apenas na condição de os cidadãos alemães terem menos direitos do que os cidadãos checos. É isto que õ Post se discute e não os direitos dos Estados pequenos contra os grandes, o que é, obviamente, legítimo e deve mesmo ser também preocupação do governo português. 


De Coronel Vicente Nicolau de Mesquita a 10 de Outubro de 2009 às 21:15
DIKATAT DA OFENSIVA EUROPEÍSTA-EUROCÊNTRICA

É um erro crasso julgar que qualquer país que seja decente, civilizado e desenvolvido abra mãos da defesa dos seus superiores interesses nacionais.

Os vectores dos superiores interesses nacionais variam de país para país, por vezes com alguns pontos comuns entre alguns, sem referir os casos dos interesses antagónicos e conflituosos, recordando sempre as Constantes e Linhas de Força da Política Externa de qualquer país, derivado da sua História, Cultura, Economia e Geografia - Geopolítica, e Geoestratégia no Realismo.

Faz sentido recordar Carlos Magno, Napoleão Bonaparte, Adolf Hitler e demais federastas europeus da actualidade no seu grande sonho da Europa Una em plena traição e contradição ao conceito da defesa dos superiores interesses nacionais e das regras básicas básicas nas RI do Direito à Nacionalidade, da Auto-Determinação dos Povos, da não ingerência nos assuntos internos de um Estado ou senão, falamos da submissão e rendição de alguns à tentativa ofensiva neo-colonial dos grandes na sua imposição dos seus superiores interesses nacionais sobre os outros, partilhando entre os grandes o poder segundo nova Conferência de Berlim, desta feita a ter lugar no continente europeu.

Princípios de Mercado Livre, Cooperação inter-governamental, Políticas de Boa Vizinhança e Amizade e respeito intransigente pela Soberania própria e dos outros, são as posições de países que têm ambição no grande xadrez das RI, pois "interessam-se pelo interesse nacional, porque se interessam... e não é vergonha de se ser fraco, mas o é não querendo ser forte" (de Rei Dom Pedro a Sá da Bandeira), in "As Crises e os Homens", Alberto Franco Nogueira, ed. Civilização.


De Rui Crull Tabosa a 10 de Outubro de 2009 às 21:40
Vamos lá ver se nos entendemos: é claro que qualquer Estado deve defender os seus superiores interesses nacionais. E não está em causa que a República Checa o faça, assim como Portugal e os restantes. Mas também é verdade que a Alemanha também deve e tem a obrigação de defender os seus interesses, tanto mais que, aseguir a 1945, se viu esbulhadade uma significativa partedo seu território. Nos sudetas viviam, desde há muitos séculos,  povos de origem alemã, que, com o Tratado de Versailles, deixaram de integrar o Império Austro-Hungaro para passar a fazer parte, como minoria - entre outras  da recém criada Checoslováquia. Os checos perseguiram sempre as suas minorias alemã, húngara e mesmo polaca, entre outras, atitude que facilitou o resultado da conferência de Munique.
A seguir a 45, os checos expulsaram mais de 3 milhões de alemães dos sudetas, território que, como já referi, nuncaantes tinha sido habitado por checos. Agora têm medo de a Justiça dar razão às pessoas que tiveram de fugir das suas casas sob penadeserem mortas. O meu comentador pode não gostar de alemães, mas não é por esse facto que eles deixam de ter direitos, como os checos ou os portugueses.
O meu comentador insiste em dar opiniões sobre o que eu não escrevi: não escrevi sobre federalismo europeu, do qual discordo, nem sobre o directório das potências dominantes, pelo qual também não tenho apreço.
Escrevi sobre o facto de, por exigência de um Estado, um cidadão não ter o direito de recorrer a tribunais europeus: imagine que a Espanha punha como condição para a ratificação do Tratado de Lisboa, que o estado português ou os portugueses não tivessem sequer o direito de recurrer a tribunais europeus para defender, por exemplo, a pertença de Olivença a Portugal. Já não achava tanta graça, estou certo...
Mas a verdade é que a Espanha pode sempre dizer que essa é uma questão que respeita aosseus superiores interesses nacionais e pode acreditar que os espanhois subscreveriam exactamente o que o sr. escreve.
Concluíndo: se o Estado checo entende que os cidadãos alemães têm uma capitio diminutio, ou seja, não devem ter os mesmos direitos que os outros cidadãos da UE, incluíndo os próprios checos, essa posição é iníqua e profundamente errada para qualquer país que pertence a este espaço político. Logo, se o Estado checo mantiver essa posição - legítima à luz do seu superior interesse nacional - ninguém pode impedir que o Estado alemão não aceite que os seus nacionais tenham menos direitos do que osdos outros Estados - posição que o meu amigo não se atreverá a insinuar que não corresponde exactamente ao superior interesse nacional da Alemanha.
Tão simples quanto isto.


De Coronel Vicente Nicolau de Mesquita a 10 de Outubro de 2009 às 23:01
Meu Caro,

O realismo político é distinto do idealismo político.

1. A defesa dos superiores interesses da nação no realismo político não é influenciada pela variável "moral", ou a Realpolitik coloca o equilíbrio dos interesses e a estabilidade do poder acima da moral e deve-se olhar para o que de facto "é", os interesses que de facto "são", ou estão em jogo, em detrimento daquilo que "deve ser", aí a imaginação e criatividade são o limite;

2. O realismo político de um Estado soberano só é consistente e sustentável se não abdicar da sua soberania. Aceitar esta discussão moral do caso referido é acatar e aceitar a abdicação do soberano poder do órgão judicial de um Estado Livre, Independente e Soberano;
3. "Se vai custar milhões ou não à UE", todos os impérios só são sustentáveis se houver dinheiro para comprar e pagar e no dia que deixar de haver, se não há dinheiro, não há palhaços, o império ruirá, destino final de todos os que existiram na história mundial, e será tempo de "back to the basics";
               
4. Se o Reino Unido e a Polónia têm os seus "opt-out"s porque é que não haverá a República Checa de ter os seus?

5. Se me falam de "injustiça" na falta de reciprocidade, quem mandou os outros Estados-membros ratificarem o Tratado, em tudo há um risco, e só os idealistas não o vêem? Quem mandou pensar que todos iriam seguir a mesma batuta? A não ser aqueles malandros totalitários que julgam que podem pela via da coacção obrigar aos Estados-membros engolir algo que à luz dos seus superiores interesses nacionais é contrário e prejudicial;

6. Concluindo, com ou sem graça, Portugal simplesmente não ratificaria o Tratado e ponto final, nem dava hipótese aos castelhanos, pois trata-se de uma disputa bilateral e não multilateral, e não confunda as coisas. Traição é abrir brechas e dar azo à fragilização da e na defesa dos superiores interesses nacionais portugueses;

6.1. Aguardaremos por David Cameron;


De leitor atento a 10 de Outubro de 2009 às 23:18
Czech President trips up Treaty

Vaclav Klaus, the President of the Czech Republic, threw the future of the Lisbon treaty in doubt yesterday by demanding an amendment, even though the document has already been accepted by the rest of the EU.
The president is seeking unspecified guarantees on the Charter of Fundamental Rights — the declaration being incorporated into EU law by the treaty and from which Britain has an opt-out. After the Irish referendum last week, and with Poland about to fall into line, only the Czech leader’s signature is now holding up ratification.
President Klaus, who regularly compares the EU to the Soviet Union, refused to clarify his demand for a “footnote” to the treaty on the charter, but experts warned it could take months of negotiation with the other 26 member states.
This could mean the Treaty is not ratified before the next UK general election, putting immense pressure on David Cameron from within the Tory Party and elsewhere to hold a referendum on the EU if the Conservatives form the next Government.
UKIP Leader Nigel Farage hailed President Klaus' stance.
"He is a brave man and a determined man," said Mr Farage. 
"The EU tries to bully everyone but he is prepared to stand up against them for what he knows is right and what he knows is good for democracy.
"If, because of his stand against the ratification of the Treaty a referendum is subsequently held in the UK then the British people will owe him a great debt of thanks."
http://www.youtube.com/watch?v=Qp_IPAYzuTw (http://www.youtube.com/watch?v=Qp_IPAYzuTw)


De William Hague a 10 de Outubro de 2009 às 23:35
My speech on:
"Why we oppose the Lisbon Treaty"
http://www.youtube.com/watch?v=qHbRYYVsiT4 (http://www.youtube.com/watch?v=qHbRYYVsiT4)

For Britannia!
God Save the Queen!



News story


Renewing and reinforcing Britain's role in the world


Thursday, October 8 2009



 

William Hague has pledged that a Conservative government will "renew and reinforce" Britain's engagement with the rest of the world.


The Shadow Foreign Secretary said the Conservatives would reject the "strategic shrinkage" of Britain's role, and refuse to be "agents for the management of our country's decline".


He also set out the five key themes that will guide our approach to foreign affairs:



  • Ending years of chaotic decision making in Downing Street with a National Security Council
  • A commitment to the transatlantic alliance - necessary as much as ever to deter Iran from the final development of nuclear weapons
  • A deepening of alliances beyond Europe and North America, including our relationships with India and China
  • The reform of older international institutions such as the United Nations and the effective use of new ones such as the G20
  • Inspiring nations that do not share all our assumptions on the great value of freedom and democracy by being an inspiring example of our own values

William said that a belief in a "free, open, outward-looking society" was at the heart of Conservative foreign policy, and he added:


"It is these values that we will take with us, into government, on behalf of a nation that is truly ready for change."



De Rui Crull Tabosa a 10 de Outubro de 2009 às 23:35
Caro "Coronel" (embora preferisse  tratá-lo pelo verdadeiro nome):
Ainda há poucos dias citei aqui Bismarck sobre a Realpolitik. Sei bem o que significa. E se defende o direito dos checos à sua, eu defendo o direito dos alemães à deles. A Alemanha já tem suportado demasiado por acontecimentos há muito ocorridos. E, na minha opinião, o Estado alemão deve defender os seus superiores interesses, não consentindo que os seus nacionais sejam tratados como cidadãos de 2.ª. A Alemanha é uma potência económica e deve cada vez mais voltar a ser uma potência política. A República checa não é nem nunca será uma coisa e outra. E se os checos fizerem frente à Alemanha devem sentir as consequências: para mais quando a sua questão é a negação de direitos aos cidadãos alemães, que, evidentemente, não podem ser privadosde recorrer a tribunais para defender o que consideram ser os seus direitos de que foram, insisto, esbulhados. Penso ter sido claro.
O Post, repito, não é sobre federalismo nem sobre as relações de força entre Estados grandes e Estados pequenos: é sobre uma exigência sem sentido que os checos fazem e que é inaceitável à luz do direito internacional e da igualdade entre cidadãos nacionais dos diferentes Estados da UE. Apenas isso.


 


De Maria da Fonte a 11 de Outubro de 2009 às 01:33
Por vezes, usa-se a astúcia!

Já que os Irlandeses se submeteram, e outros como nós, de tão alienados, nem Voz reivindicaram, haja ao menos quem tente  pôr um travão à escravatura dos Povos!

Será mesmo, que o Nobel de Obama, tem alguma coisa a vêr com Israel e a Palestina, como o "orfão" Vital Moreira, pretende fazer crer?

Maria da Fonte


De caodeguarda a 11 de Outubro de 2009 às 10:19
não Rui, o post é sobre um tratado pouco  claro que está a ser imposto aos europeus  de forma desonesta e muito questionável, deixando a Vaclav Klaus a tarefa de o empatar até às eleições britânicas, onde se espera que o incompetente do gordon leve um merecido pontapé, para o tratado da vergonha ser referendado. esta é que é a questão de fundo e o grave é apenas um dos governantes europeus ter tomates para se opor a uma europa que não interessa nem ao menino jesus - aliás se o conceito de democracia europeia é o que assistimos na repetição do referendo irlandês, estaos bem servido para o futuro, não há dúvida...


De Rui Crull Tabosa a 11 de Outubro de 2009 às 11:35
Desculpe, mas o Post é sobre o tipo de argumento invocado para não ratificar o tratado. Não é sobre o tratado, embora tenha consequências sobre este.
Se a Rep. Checa dissesse que não ratificava o tratado porque não, eu não teria escrito uma linha. Aquilo que considerei absolutamente inaceitável é o argumento utilizado pelos checos, de que osalemães não possam ter os mesmos direitos que os restantes cidadãos da UE no recurso às instâncias judicais da mesma UE. Ou se quer perceber isto, ou não.


De Ega a 10 de Outubro de 2009 às 23:37
Ex.mo Senhor Coronel:
V. Ex.cia concordará comigo quando afirmo que a República Checa tem um grande handicap - é ser uma república.
É que daí só pode sair asneira ou entrar mosca.
Respeitosamente


De Coronel Vicente Nicolau de Mesquita a 11 de Outubro de 2009 às 00:00
Ilustres,

É isso mesmo, vamos lá destapar essa mantinha de interesses e tratar das coisas às claras.
A Alemanha não terá essa coragem, e a ter, será uma grande machadada nos federastas, o todo princípio do fim, e a revelação de Toda a Verdade.
Há momentos em conversa com William Hague, o futuro Ministro dos Estrangeiros da Coroa Britânica alertou-me para o artigo no "The Independent":

Hague: Lisbon Treaty against 'spirit of our age'

(...) The EU should not place its own president above any nation, the Tories warned today.


Shadow foreign secretary William Hague set out his party's opposition to the Lisbon Treaty, telling the Conservative Party Conference it was "against the spirit of our age".



His comments came days after it was reported that Tony Blair had become the front-runner to be crowned the first EU president.


In a speech that roused two standing ovations, Mr Hague told supporters in Manchester: "We seek a European Union that acts by agreement among nations, rather than by placing its own president or foreign minister above any nation."


He warned that the Lisbon Treaty would result in the "ever greater centralisation of power beyond the democratic control of the people".


Mr Hague added: "In its lack of accountability and legitimacy it goes against our fundamental belief that people should only be led and governed with their consent."


It was important for Britain to be part of the EU so that Europe could use its "collective weight" for dealing with Iran over nuclear policy and Russia over energy security.


But under a Tory government, there would be a "distinctive British foreign policy, geared to the promotion of the British national interest."


He told the conference to loud applause: "It will be advanced, yes, through the European Union, but it will also be advanced through the alliance with the United States the current Government have recently mismanaged; through new friendships and alliances beyond North America and Europe which they have neglected to build and through networks such as the Commonwealth they have never bothered to remember at all."


He added: "We should never be ashamed of saying we will promote our own national interest, for the British national interest is no narrow agenda." (...)



De Rui's Crull Tabosa Deutsch Freund a 11 de Outubro de 2009 às 01:14
Fur mein freund Rui C.T.,


1. Deutschland, Deutschland über alles,
Über alles in der Welt,
Wenn es stets zu Schutz und Trutze
Brüderlich zusammenhält,
Von der Maas bis an die Memel,
Von der Etsch bis an den Belt -
|: Deutschland, Deutschland über alles,
   Über alles in der Welt. :|

2. Deutsche Frauen, deutsche Treue,
Deutscher Wein und deutscher Sang
Sollen in der Welt behalten
Ihren alten schönen Klang,
Uns zu edler Tat begeistern
Unser ganzes Leben lang.
|: Deutsche Frauen, deutsche Treue,
   Deutscher Wein und deutscher Sang. :|
 

Von wir Deutsche Nation und Reich!



De Cláudia Köver a 11 de Outubro de 2009 às 12:13
Seria "deutschen" Freund


De Cláudia Köver a 11 de Outubro de 2009 às 12:18
ou neste caso r.c. deutscher freund.
e depois für meinen freund.

Eu cobro ao post, sem problema.


De Cláudia Köver a 11 de Outubro de 2009 às 12:15
Em resposta ao post que me parece exagerado e extremado... http://politiqueiro.wordpress.com/2009/10/11/em-comentario-ao-diktat-checo/ (http://politiqueiro.wordpress.com/2009/10/11/em-comentario-ao-diktat-checo/)

Cumprimentos alemães e europeístas,
C. Köver


De Rui Crull Tabosa a 11 de Outubro de 2009 às 12:39
Cara Cláudia Kover,
A generalidade dos comentários feitos ao meu Post, incluindo o seu, parecem não dar importância a algo que eu considero da maior relevância: um país da UE querer impor aosrestantes que os cidadãos de outro país da UE não possam recorrer aos tribunais europeus, ao contrário do que é o direito de TODOS os restantes cidadãos europeus.
Éapenas isso. Não discuti geopolítica, federalismo ou sequer o Tratado de lisboa.
O meu Post seria exagerado se não tivesse o objecto que comecei por referir. àqueles a quem o princípio da igualdadeseja irrelevante, admito que o post sejaexagerado. Mas não o poderá ser para quem defenda que não há nem pode haver europeus de 1.ª e de 2.ª. Penso ter sido laro. Agora, é uma questão de se querer ou não perceber a razão do post.
De resto, é irrelevante saber se muitos ou poucos alemães fariam valer os seus direitos. Mesmo que nenhum o faça, não podem é estar proibidos de o fazer. É uma questão de princípios.
Finalmente, quanto à República Checa: eu vivitei o território dos sudetas, não a Boémia-Morávia. E tive o cuidado de excluir zonas turísticas como Karlsbad, Marienbad, entre outras. Referi-me a zonas fronteiriças (0 a 40 km dentro daRep. Checa), em que as casas estavam degradadas, vi quintas vivivelmente abandalhadas, nuita sujidade, prostituição generalizada nas estradas, enfim, vi o que se não aprecia ver. E o mesmo, digo-lhe, vi na Polónia, também na zona de fronteira da baixa Silésia. E, permita-me, o contraste com o que os alemães fizeram na antiga DDR é enorme. Porém, esta referência não é, como me pareceu que insinuou, xenófoba. A xenofobia édos checos, não minha ou dos alemães. E eu apenas lamento que tenham expulso alemães para depois deixarem degradar a região onde estes viviam.
Cumprimentos portugueses,
Rui Tabosa


De caodeguarda a 11 de Outubro de 2009 às 18:03
O presidente checo está a usar todas as armas que tem para adiar a ratificação... se no meio conseguir beneficiar o seu país está a fazer um melhor serviço que os 26 outros estado prestaram. O Rui não gosta... eu não gosto que me seja enfiado o segundo tratado pela goela abaixo sem puder dizer nada... e pela 2ª vez o meu país abdica cobardemente da sua soberania sem consultar os seu cidadãos... oxalá Vaklav Claus leve a sua avante.


De Rui Crull Tabosa a 11 de Outubro de 2009 às 18:27
Ok. Para si os princípios não contam. E está-se nas tintas paraque os cidadãos de outro país europeu tenham menosdireito do que o sr.
Pela minha parte, espero que esses países europeus se estejam nas tintas para os checos e para as posições que o sr. defende. O que não deverá ser difícil pois são esses países que suportam a coesão na UE. Não é o sr. nem os checos.

 


De Cláudia Kover a 11 de Outubro de 2009 às 19:22
Caro Rui,

eles não querem excluir um direito ao povo alemão. Acha mesmo que eu acharia graça a tal feito? estão a excluir um minoria, de um direito que estes não vão (provavelmente) tentar exercer. Acho um exagero não compreender que isto é apenas uma forma de se afirmarem e que mais cedo ou mais tarde a ideia desvanecer. Também, não leu o meu post com atenção...mas comunicaremos,com certeza, ao longo do processo.

cumprimentos,

Cláudia


De Rui Crull Tabosa a 12 de Outubro de 2009 às 00:54
Cara Cládia,
Li, naturalmente, o seu comentário.
E também acredito que se trata de uma táctica checa.
Não focalizei o meu post nessatáctica ou na questão do tratado.
Para mim, a questão é outra: a Rep. Checa não pode pretender diminuir o direito de cidadãos de outro Estado da UE relativamente aos demais, mesmo tratando-se de uma minoria de origem alemã que viveu durante séculos, diga-se, nos sudetas.
E ainda que um só alemão fosse atingido nos seus direitos, para mim tal é como se todos os alemães fossem afectados.
De resto, o que é inadíssível, e esse é verdadeiramente o problema, é que os checos querem que os alemães nem sequer possam recorrer ao tribunal europeu para fazer valer direitos de que se arrogam. Ora, isso não é aceitável, pois significa, como já referi, que passará a haver europeus de 1.ª e de 2.ª.
E a questão é que os alemães estão fartos de pagar pelo seu passado, o mesmo nunca acontecendo com os outros povos. É pois tempo de acabar com um complexo de culpa que diminui injustificada e injustamente a Alemanha perante o Mundo, complexo do qual muitos povos continuam a beneficiar economicamente. Julgo que me percebeu.
om os melhores cumprimentos,
rui Tabosa


De Cláudia Kover a 12 de Outubro de 2009 às 22:24
Acho o incrivelemente sereno e bem educado, apesar de me parecer ter uma opinião um pouco extremada. Não quis deixar de referir nem uma nem outra.

Ora, a minha opinião sobre o fim da culpa alemã:
http://politiqueiro.wordpress.com/2009/10/12/a-culpa-alema-e-o-barco-europeu/ (http://politiqueiro.wordpress.com/2009/10/12/a-culpa-alema-e-o-barco-europeu/)

Cumprimentos,

Cláudia


De Rui Crull Tabosa a 12 de Outubro de 2009 às 23:26
Agradeço as suas simpáticas palavras e reconheço o meu 'pecado' das posições extremadas...
Mas, sabe, tendo ascendência alemã e conhecendo razoavelmente a História da Alemanha, sempre me custou que gerações inteiras daquele povo tivessem de carregar um fardo colectivo pelos - aí sim - pecados da Humanidade. Como se outros povos nunca tivessem cometido crimes terríveis (e não dou exemplos para não poluir a conversa, mas estes abundam, como saberá...).
Esta assunção de culpa colectiva apenas é possível em povos que actuem com um grande sentido de honestidade, mesmo que esta peque por excessiva.
Para mim não tem pois sentido continuar-se a alimentar a 'culpa alemã', que, hoje em dia, não é mais do que uma forma de inveja perante as evidentes qualidades daquela Nação e, o que ainda é pior, de receber umas indemnizações, ajudas, abonos e outras prebendas a que se não teria de outro modo direito.
Pelo que acabo de escrever resulta que gostaria de concordar com a sua opinião de que a culpa alemã se está a desvanecer. Porém, esse natural desvanecimento tem sido cada vez mais contrariado por uma forte propaganda culpabilizadora contra a Alemanha. Neste sentido, é verdadeque as 'consequências' (práticas) dessa culpa continuam a perdurar. Infelizmente.

cumprimentos,
Rui


De Adriano Rocha a 11 de Outubro de 2009 às 14:05
Ora boas

tenho lido os vários comentários sobre este assunto e não posso deixar de concordar com o facto que os Checos não tem razão, se lhes for permitida a alteração que eles pretendem passamos a ter cidadãos de primeira e cidadãos de segunda dentro do espaço europeu, e a meu ver pelo menos este é um ponto inceitavel.

Quanto ao tratado própriamente dito. vivemos num país regido por um corpo politico sem palavra independente da sua cor politica já que o tal referendo prometido por quem está no poder não foi revendicado, mesmo exigido por quem está na oposição. O mesmo vemos na situação da eleição do sr. Barroso na europa, ambos os grandes "poderes" politicos se uniram para a sua eleição mesmo uqe este não seja da mesma cor politica.

Resumindo unem-se no que lhes interessa...

Um bem aja a todos que participam neste post

Adriano Rocha


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