Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009
O Rui Albuquerque faz aqui uma excelente caricatura do que tem sido este PSD nos últimos anos. O problema é que as lideranças, exceptuando talvez o período de Barroso, não tiveram a capacidade de mobilizar os restantes accionistas.
Quando Manuela Ferreira Leite convidou Santana Lopes para se candidatar a Lisboa, escrevi na altura que era uma excelente opção por dois motivos: pacificação interna do PSD, e por ser um bom candidato. Não digo que foi por causa disso que o PSD perdeu as eleições, mas se tivesse tido o mesmo comportamento em relação a Pedro Passos Coelho, o combate das legislativas teria sido realizado num ambiente muito mais calmo.
Este tipo de erros terão de ser evitados pelo próximo líder do PSD. Se não tiver essa capacidade de mobilização e inclusão do resto do partido, continuará a ser um pequeno accionista com controlo momentâneo sobre o PSD. Tal como foram os anteriores líderes.
De
Ega a 29 de Outubro de 2009 às 17:41
Portanto entre sociedades comerciais e partidos politicos as diferenças cada vez se esbatem mais.
Um congresso é uma assembleia geral.
Um directório é um conselho de administração.
Quem manda é empresário ou investidor.
Lucros e votos é tudo dividendos...
Oxalá, já agora, a praga das insolvências também comece a atacar os partidos, SA. Talvez isso se traduzisse numa melhoria para o «tecido produtivo»
( verdadeiro, dos que produzem realmente).
De tenho medo de dizer quem sou a 29 de Outubro de 2009 às 18:03
À atenção de todos e do senhor escritor do Caín (para quem tenha interesse)
http://sohodata.nascom.nasa.gov/cgi-bin/soho_movie_theater (http://sohodata.nascom.nasa.gov/cgi-bin/soho_movie_theater)
escolher qualquer naipe de datas de 1998 para cá ou como exemplo a seguinte
2001-07-01 --- 2001-07-30
image Type: EIT 304
e clicar em Search
(caso seja necessário depois fazer Go to Start / Faster / Slower )
Exemplificar também com datas mais recentes em períodos entre 5 a 30 dias
Lá estão os coelhos a sair da toca, é melhor preparar as caçadeiras Pacheco&Pereira, Marcello,Rebelo&Sousa, Morais&sarmento, Dias&Ferreira...
De tenho medo de dizer quem sou a 29 de Outubro de 2009 às 19:35
Nem Nosso Senhor dos Passos os pode ajudar
Ninguém duvida que Passos Coelho possa ser uma excelente pessoa e um bom profissional na área académica em que se formou e ponto final, outra coisa é dar um bom Líder político ao PSD e aí antecipo já que nem que nosso senhor descesse do céu à terra o poderia ajudar a lá ir e assunto encerrado. José Sócrates, Primeiro-ministro, academicamente "uma nulidade", poderá ser pior até nas contas merceeiro, mas tem uma coisa, tem a manha, o animal e o feeling políticos necessários para grassarem em países como o nosso, apesar de não prestar especialmente para nada, mas tem, mas não presta para fazer o que necessário, mas tem (!) (como diria o outro) e não há nada a fazer e o bailarico vai continuar, venha quem vier. Pergunta-se então quem lhe poderá fazer frente como líder no PSD, o Rangel, o Sarmento? (com todo o respeito pelas outras forças políticas mas...) É de difícil resposta mas no momento actual parece imbatível com a agravante de que o país atravessa uma enorme crise de que os sucessivos governos PS ajudaram e souberam empobrecer mais sem fazer entrar na ruptura para poderem reinar por muitos e muitos anos. E o Presidente da República assiste como espectador impávido e sereno servindo o figurão em tudo o que for necessário sem nada poder fazer.
De
Luis Melo a 29 de Outubro de 2009 às 21:59
Paulo Rangel à imagem de Rui Rio, disse na RTP que não deixará o mandato para o qual foi eleito no PE (respeitando o voto dos portugueses), para ser candidato à liderança do PSD. São este tipo de atitudes que valoriza os políticos e a política. Com mais gente assim a política tem futuro e Portugal será melhor. É este tipo de políticos, que quero a liderar o meu partido, que quero a governar o meu País.
Os caciqueiros pensarão que Rangel não se candidata por não ter “peso” dentro do partido, por não ter “tropas”, por não dominar a “máquina”. Mas nem tudo passa por tácticas pessoais e corporativas. Ainda há pessoas que conhecem as suas capacidades e as suas limitações, que respeitam o voto dos portugueses, e que estão na política para servir e não para se servir.
Surpreendente para alguns, e nem tanto para outros, foi o apoio claro e inequívoco que Rangel deu a Marcelo Rebelo de Sousa. No cenário actual, apenas Passos Coelho é candidato à liderança, e nenhum dos chamados notáveis se perfila para o defrontar. Rangel sabe que com PPC a líder, o PSD não sería o de Sá Carneiro, e por isso pressionou MRS para avançar. Mais uma vez, fez bem.
Na minha opinião pessoal