Domingo, 1 de Novembro de 2009

Ernani Lopes é uma das mais respeitáveis e lúcidas vozes que se podem ouvir em Portugal.

Aos políticos e empresários tem recomendado, de acordo com as respectivas esferas de responsabilidades, a redução do endividamento público, a "criação de uma política económica estrutural assente nos domínios dotados de potencial estratégico", mas também o incremento das exportações nacionais e, last but not least, a aposta num investimento público selectivo, neste último caso, exactamente o contrário do que aí parece vir.

Mas Ernani Lopes foi agora também duro. Particularmente duro.

Avisou que "Portugal está a definhar", lembrando "o doente que não morre mas também não melhora". Constata que "Vale tudo para enriquecer de qualquer maneira e depressa, sem critério, e isto dito de uma maneira elegante, é uma percepção materialista ordinária da sociedade portuguesa", para sentenciar, pleno de actualidade: "É a golpadazeca do ordinareco que faz umas jogadas, umas burlas, umas corrupções, umas porcarias, umas porcarias, condenando o país" (sic).

Alguém o ouvirá?

Em tempo: agradeço ao primeiro comentador, que não se quis identificar, o link da peça da SIC referente a este Post.


publicado por Rui Crull Tabosa às 01:10
link | nunca erro e raramente me engano
16 comentários:
De tenho medo de dizer quem sou a 1 de Novembro de 2009 às 01:55

http://www.youtube.com/watch?v=Bd3ckKaTgbc (http://www.youtube.com/watch?v=Bd3ckKaTgbc)


De Rui Crull Tabosa a 1 de Novembro de 2009 às 02:08
Obrigado pelo link.
Rui Tabosa


De O Remexido Pára-Fuzileiro-CIOE a 2 de Novembro de 2009 às 23:05
Ah! Grande Ernani! As suas palavras valem para todos os políticos dos partidos de todos os quadrantes!

O Grande Portugal entregue à bicharada ladra e técnico-pseudo-intelectual.


De Ega a 1 de Novembro de 2009 às 11:25

Hernani Lopes faz parte daquele escol de politicos que já não se iludem com a politica partidária.
Com ele, António Barreto, Medina Carreira, Pulido Valente ...
Homens que deram o seu contributo ao País, mas que perceberam que já não o conseguem dar mais na actual partidocracia.
Decerto têm soluções para a nossa desgraça. Mas sabem que não as conseguem concretizar, pelo menos enquanto se mantiver a nossa apatia ante a malfeitoria que por aí vai.


De tenho medo de dizer quem sou a 1 de Novembro de 2009 às 14:42
Não dizem é as soluções. Só sabem fazer diagnósticos e chatear e deprimir toda a gente para aparecer nos tutulos dos jornais.


De jpa a 1 de Novembro de 2009 às 15:29
"Não dizem é soluções"!!! Nem sequer precisa de saber ler! Basta ouvir a peça para saber que E.L . escreveu um livro para apontar soluções...


De Ega a 1 de Novembro de 2009 às 17:43
Eu acho que, numa 1ª fase ainda se dão ao trabalho de dar soluções.
Na fase seguinte, talvez já não: perceberam entretanto que ninguém liga carlo ao que eles dizem.
A culpa continua a ser nossa, portugueses.


De tenho medo de dizer quem sou a 2 de Novembro de 2009 às 13:08
Esses nomes que mencionou = Liga de Cavalheiros Extraordinários


De tenho medo de dizer quem sou a 1 de Novembro de 2009 às 14:40
Todo o economista que fale em desgraça é parabenizado por um certo grupo de pessoas. Devem pensar que a situação melhora com o choradinho. É tão fácil ser considerado um expert. Basta dizer que portugal está a definhar, ao pé do precipicio, que nada se salva e que o problema é estrutural e que são precisas reformas. Acho que vou para economista.


De Rui Crull Tabosa a 1 de Novembro de 2009 às 22:22
Tem toda a razão. Portugal está em boas mãos!
É preciso é guardar as carteiras...


De Amêijoa Fresca a 1 de Novembro de 2009 às 18:50
Com Portugal a definhar
de forma ameaçadora,
não é preciso adivinhar
qual a marca reveladora.

A política sucateira
da nossa democracia,
traduz a embusteira
desta suja plutocracia.

O tráfico de influências
entre gente engravatada,
é marcado por saliências
de mofatra ocultada.

Os problemas endémicos
parasitam a sociedade,
como vírus pandémicos
toldados de voracidade.

Vence o golpe ordinário
arrecadando uns milhões,
como um chupista unário
parasitando os mexilhões.


De tenho medo de dizer quem sou a 1 de Novembro de 2009 às 19:15
O povo é sacrificado, e a pova bate palmas ao Sócrates
porque será que ainda não acabaram com a ETA em Espanha ???? 


De Maria da Fonte a 1 de Novembro de 2009 às 20:35
ÓH Tenho medo

Não acabou, porque os Bascos não abastardaram os Haplotipos, como alguns portugueses, e mantêm a velha chama da Liberdade.

Os portugueses, ao invés tornaram-se subservientes. E pior, não contentes em aniquilar o seu próprio país, ainda querem aniquilar em terra alheia.
Com o TGV, Portugal vai interferir numa guerra que não é sua, permitindo a destruição da economia do País Basco, e pior, numa postura contra-natura, ao lado dos Castelhanos
.
Maria da Fonte



De tenho medo de dizer quem sou a 2 de Novembro de 2009 às 14:14
À  ATENÇÃO DO SR. RUI CRULL, veja o Link em baixo sff.

Por onde andará o Presidente da Camara de Lisboa (http://www.cm-lisboa.pt/), António Costa? (o homem nem contacto tem no Portal da CML, estranho)  Será que é necessário irmos ao Nós por Cá (http://sic.sapo.pt/online/noticias/programas/nos+por+ca/) (?)

 BLOG - OBRAS DE "RESTAURO" NA SÉ DE LISBOA (http://cidadanialx.blogspot.com/2009/10/obras-de-restauro-na-se-de-lisboa.html)


De Nuno Miguel a 2 de Novembro de 2009 às 15:37
O mais do mesmo... Soluções, projectos, planos, todos nós a poção mágica que nos fará sair desta crise, ou seja lá o que o for.
Ainda não inventaram a  categoria do Guiness Book - Categoria da Pessoa que mais Soluções tem para resolver os problemas da crise - teríamos aqui em Portugal sérios candidatos.


De tenho medo de dizer quem sou a 3 de Novembro de 2009 às 00:10
Soluções, há claro. Quais? Que tal os governantes começarem por diminuir a divida publica, iniciando uma gestão racional dos dinheiros da nação. Tomando como principio uma regra fundamental, gastar apenas o que as receitas publicas conseguem angariar, ou melhor ainda, menos do que essas receitas para possibilitar um entesouramento real. Caso não saibam como, aconselho a leitura de um verdadeiro manual, intitulado "Como se levanta um Estado", escrito por quem sabia dessas coisas.


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