Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009
O Rui Crull Tabosa não resistiu a escrever um post a atacar o CDS. Diz que "as eleições já foram" e que o CDS esqueceu a Agricultura, que as "recepções nas embaixadas sempre são mais apelativas do que o mundo rural".
O Rui acha que o CDS só defendeu e lutou pela Agricultura durante o Verão, que não trabalhou, visitou, conversou e lutou com e pelos agricultores durante toda a legislatura? Alguem se esquece dos debates e das perguntas que o CDS levou ao Parlamento durante vários anos? Será que a comissão de negócios estrangeiros - presidida até agora pelo PSD, nomeadamente pelo Deputado Arnaut - serve apenas para ir a recepções?
Caro Rui, a escolha do CDS regeu-se pelo princípio institucional que defendemos, na reunião de líderes, sobre a distribuição das comissões pela ordem das mesmas, segundo o método de Hondt. Não sendo aceite, e em coerência, o CDS ficou com a primeira comissão disponível, segundo a ordem das comissões. Para o CDS, a distribuição deveria ser de acordo com os resultados, não por trocas e interesses internos. Só isto.
O CDS nunca precisou de ter a presidência de uma comissão - e que, neste caso, se não fosse o CDS nem sequer existiria - para lutar por um valor ou uma área política. Veja, por exemplo, o caso do BPN, que teve uma comissão pedida pelo CDS e que, sem ter presidente ou secretário, foi dinamizada pelo Nuno Melo.
De
Ega a 5 de Novembro de 2009 às 09:09
Bom dia:
Sem querer meter foice em seara alheia, sempre pensei que Rui Crull Tabosa politicava no CDS.
Se mesmo assim tem um olhar critico sobre o seu partido, só lhe fica bem a independencia de ideias.
No mais, é verdade: gostei de ver o minhoto Nuno Melo agindo na presidência da comissão sobre o BPN.
De tenho medo de dizer quem sou a 5 de Novembro de 2009 às 10:37
Bom dia,
Pensou duplamente mal.
Nem o Rui Tabosa é do CDS nem o Nuno Melo presidiu à comissão sobre o BPN.
De
Ega a 5 de Novembro de 2009 às 12:47
Então aí está como até eu me engano.
Boa tarde.
De tenho medo de dizer quem sou a 5 de Novembro de 2009 às 17:52
Venha a água benta que presunção temos de sobra...
De
Ega a 5 de Novembro de 2009 às 20:38
Não tenha medo: Deus não lhe nega a benção.
Nem eu!...
Boa noite!
De tenho medo de dizer quem sou a 6 de Novembro de 2009 às 11:55
Eu, se fosse a si, teria. Mas a contrição não é o seu forte.
Nada que surpreenda: o CDS escolheu a mais pomposa das comissões que sobravam: “Negócios Estrangeiros”!
Afinal os fatos às riscas e os jaguares não se coadunam com as agruras da terra e sempre é mais interessante ir para as pomposas festas das embaixadas do que se enfiar no lamaçal que é hoje a agricultura portuguesa. Ainda para mais a dita comissão da agricultura foi parar ao… Bloco de Esquerda! O latifúndio feudal largou o pasto aos extremistas da reforma agrária...
De
Ega a 5 de Novembro de 2009 às 13:46
Vamos ter outra vez a Reforma Agrária. Isso é mau...
Era preferivel a reforma da Reforma Agrária.
Enfim, uma reforma qualquer, desde que fosse a sério.
Caro Diogo,
Há ainda outro ponto que ninguém refere e reforça a tua explicação da não-necessidade de presidir a uma comissão para dizer "presente". Mesmo alterando os dados a meio do jogo, o CDS foi o 8º a escolher. Pergunto eu (e perguntar não ofende) mas então quem alterou as regras do jogo (PS e PSD), teve de escolher 7 vezes antes do cds e NENHUM escolheu a presidência da comissão de agricultura! O trabalho, dedicação e preocupação do cds com o sector é conhecido e já nesta legislatura presente (ver requerimentos apresentados pelo grupo parlamentar), quanto ao outros, nesta legislatura, o primeiro sinal para o sector surgiu ontem. Estamos esclarecidos.
De José Mexia a 6 de Novembro de 2009 às 11:38
O Rui Crull Tabosa na ânsia de atacar o CDS perde alguma lucidez. Porque se há apenas duas comissões à escolha, Agricultura e Negócios Estrangeiros, parece-me de elementar bom senso não deixar os Negócios Estrangeiros ao BE.
A não ser que o Rui C.T. concorde minimamente com o programa surrealista em matéria de política externa do Bloco.
José Mexia,
Não querendo alimentar o caso, não creio que a sua melhor crítica seja a da minha presuntiva falta de lucidez.
No meu post lia-se: “quando chegou à altura de o CDS-PP escolher a presidência de uma comissão, estavam ainda disponíveis seis comissões e optou pela de Negócios Estrangeiros” (sublinhado meu).
De José Mexia a 7 de Novembro de 2009 às 10:33
"...perde alguma lucidez" é diferente de falta de lucidez. De qualquer forma quem não a teve fui eu ao escrever atabalhoadamente.
Mas o fundo da questão mantem-se, não vejo onde está o problema. Tudo serve para atacar o CDS.
Bom fim-de-semana
Na minha opinião pessoal