Segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

 

Este foi um dos dias mais bonitos do Século XX. Ver a felicidade na cara das pessoas que, finalmente, alcançam a liberdade, é algo absolutamente extraordinário.

Mas, nem todos pensam assim…Hoje, passados vinte anos deste acontecimento histórico, o líder do Partido Comunista Português não presta homenagem a quem alcançou a liberdade. Pelo contrário, para Jerónimo de Sousa e seus camaradas, o que importa realçar é que o mundo que vêem é hoje mais injusto, menos democrático, menos livre…Enfim, a cassete de sempre. Na gravação eternamente reproduzida pelos camaradas como Jerónimo, não interessa prestar homenagem às pessoas que morreram e foram torturadas nas mãos de um regime opressor; não interessa recordar aqueles que foram obrigados a viver décadas sem liberdade de pensamento, circulação, actuação; não interessa condenar a censura cultural e artística que vingou na curiosamente chamada República Democrática Alemã; não interessa repudiar sem rodeios a Stasi, uma polícia secreta que conseguiu reunir 110km de papel sobre a vida privada dos cidadãos que experimentaram o lindo socialismo. Na mais absurda cegueira ideológica, nada disso interessa… O que não surpreende! Na verdade, para quem nunca condenou os métodos de Estaline, estranho seria se tivesse vergonha deste socialismozeco para meninos...

Felizmente, vivemos em liberdade! Graças a ela, Jerónimo, o seu Comité Central e os seus camaradas mais novos (que nos têm brindado com verdadeiras pérolas sobre o conceito de democracia) têm todo o direito de pensarem como quiserem, de questionarem o capitalismo e os valores que dominam as sociedades modernas. Mas, antes de o fazerem, deveriam ter vergonha deste passado, deveriam demonstrar sem rodeios que este socialismo está morto e enterrado também nas suas cabeças. Hoje, dia 9 de Novembro, deveria ser indiferente para estes camaradas saber se o mundo está melhor ou pior depois da queda do muro da vergonha. Hoje seria um bom dia para os comunistas demonstrarem vergonha por este passado tenebroso, tal como o mundo já demonstrou por muitos regimes totalitários de direita.
Jerónimo até pode ser um senhor simpático com dotes de dançarino, mas, por falar em vergonha, eu tenho muita vergonha de ver sentadas no parlamento do meu país, pessoas que não têm vergonha deste passado verdadeiramente vergonhoso…

publicado por Francisco Proença de Carvalho às 01:47
link | o que é uma calhandrice?
26 comentários:
De António a 9 de Novembro de 2009 às 02:24
Nunca vos vi lamentarem as milhões de mortes que os regimes "democráticos" provocam todos os anos em guerras mesquinhas, onde o "democrático" Portugal participa sempre orgulhoso.
Nunca vos vi lamentarem as milhares de mortes que todos os dias acontecem por fome em todo o mundo.
Nunca vos vi lamentarem as milhares de mortes por doenças com vacinas, mas que são "inacessíveis" a países de 3º mundo.
Nunca vos vi lamentarem os milhares de jovens que não têm oportunidade financeira de estudarem no ensino superior "democrático".
Nunca vos vi lamentarem as repressões e as censuras democráticas que se passam em muitas empresas em Portugal.
Nunca vos vi lamentarem o crescente numero de pobres no país.
Nunca vos vi lamentarem os casos onde membros do PSD, PS e CDS aparecem indiciados enumeras vezes em casos de burla, chantagem, roubo e outros que tais.
Nunca vos vi lamentarem a forma como milhares de pessoas não têm direito a educação, habitação ou cultura.

Pois, criticamos sempre o que está do outro lado, cá na nossa casa tudo está bem. Só o que mudou foi os métodos, aos objectivos e os resultados continuam iguais. E eu nem comunista sou.


De Maria da Fonte a 9 de Novembro de 2009 às 05:08

Caro António

Lamento! Mas está a ser injusto!

As questões que refere, têm sido comentadas neste Blogue, não como alvos de lamento, mas de crítica.

A análise, e a crítica possíveis, a quem não tem a grande imprensa à sua disposição, já que como sabe, esse como tantos outros sectores fundamentais, são afectos ao poder político.
Pessoalmente, não conheço os jovens do 31, mas tenho-me solidarizado com muitas das opiniões aqui expressas.

Para quem como eu, encara a História da Humanidade como um todo, sem a compartimentar em períodos estanques, e não relacionados entre si, a crítica tem passado pela barbárie do Império Romano, cujo príncio opressor foi continuado pela Inquisição, numa época em que o Império já se havia desmembrado.

Mas a visão crítica, passa também pelo Liberalismo, e pela Independência da América. 
E pela falsa libertação da Revolução Francesa, que constituiu, a tomada definitiva do poder pela Burguesia, que organizada em Maçonaria,  destruíu Portugal, e se apropriou, primeiro do Brasil, e mais tarde de um largo e rico sector de África.
 
Recorrendo entretanto a faits divers, como a Revolução de Outubro e suas escaramuças internas, a Burguesia Internacional, manteve-se no poder até hoje, agora sob uma nova face, a da UE.

É esta a opressão que critico, a causa última de todas as tragédias da humanidade.
Não pequenas consequências pontuais, num e noutro caso, mas sim  a origem.

Pessoalmente, não tenho nada a lamentar, porque não me cabem culpas, nem a sequer a do silêncio.
Cabe-me sim, como ser humano, como Portuguesa que sou, e como contribuinte, o dever de denunciar e de criticar.
E penso que seja também esta a situação dos outros comentadores.

Cabe aos grupos políticos que defendem teorias de extermínio, uma análise crítica do passado.
A esses sim, caberia lamentar as mortes que não sentiram.

Porque pedir desculpa pelo passado, não está ao alcance de qualquer um.
O Papa João Paulo II fê-lo, em nome da Igreja Católica.
Não consta que mais alguém, tenha seguido o seu exemplo.

E olhe que eu até nem sou Católica!

Maria da Fonte  


De Réspublica a 9 de Novembro de 2009 às 17:51
Está explicada muita coisa, pois não é Católica não é, então a defesa dos enterros nos Adros da Igreja, a concepção do Usurpador sobre o Trono e o Altar, pois eu digo-lhe sou Republicano, Liberal, Burguês e Católico, logo não acho que a Igreja deva pagar pelos erros do Estado, a Inquisição por exemplo era e é necessária para combater a heresia, mas a maior parte das ditas vítimas da Inquisição eram, vítimas dos poderes públicos, a Inquisição tinha regras de processo criminal mais jsutas que as do estado, bem como foram raras as vítimas efectivamente condenadas e julgadas pela Inquisição, normalmente o Estado condenava as pessoas á morte e entregava-as à Inquisição para fazer aplicar a pena, ou infiltrava a inquisição dos filhos adúlteros ou segundos dos rei, para estar nas mãos do trono.


De Ega a 9 de Novembro de 2009 às 18:23
Amigo Rés:
V. tem teorias inconcebíveis.
Eu defino-o como um ultramontano, absolutista e pequeno-fidalgo-baixo-beirão.
Enfim, um personagem que nem o Calisto Eloi, Morgado de Freimas.
Mas sempre presente e isso é o que mais importa.


De Réspublica a 9 de Novembro de 2009 às 18:28
O sr. Marques de V.N. de Famalicão, anda muito animado, "ultramontano, absolutista e pequeno-fidalgo-baixo-beirão", beirão sim, jacobino também, liberal pode ser, agora absolutista, está errado, é o mesmo que dizer que o amigo é maçon ou republicano...


De Ega a 9 de Novembro de 2009 às 18:38

Está enganado.
El-Rei ofereceu-me o título de Duque de Basto, mas eu recusei.
Sou simplesmente o J. da Ega.
Não sou absolutista, l'Etat ce n'est pas moi, e desagrada-me profundamente a procissão dos condenados nos autos de fé, como detesto qualquer policia política.
Liberal? Não creio, não sou burguês.
Monarquico, sim, sem dúvida. Podia, em meu entender acabar todo o edificio do Estado, todo o Poder Central, e ficarem as decisões nos homens dos concelhos.

Em suma, na minha juventude andei sempre entre o Integralismo Lusitano e o chamado anarco-comunalismo.
Por isso não me pilham nos partidos políticos nem em bailes da Corte.

Antes com El-Rei (D. Varlos) tentando aprender a atirar bem como Ele.


De Réspublica a 9 de Novembro de 2009 às 18:58
Eu vi logo, Duque de Basto, qual Basto Celourico, e integralista lusitano, só falta dizer que sempre apoiou o Salazar.


De Ega a 9 de Novembro de 2009 às 19:31

O Salazar mandou prender ou deportar Pequito Rebelo, Rolão Preto, Almeida Braga, Alberto Monsaraz e outros Mestres Integralistas.
O Paiva Couceiro teve a mesma sorte.
Nós pastámos todas as décadas de 50 e 60.

E V. ainda me acha salazarista???

Por causa dessas e doutras é que a Académica vai onde vai...


De Réspublica a 9 de Novembro de 2009 às 20:12
Pronto não lhe chamo salazarista, tem razão o salazar não era nem nunca foi fascista, agora o integralismo já o é, já estou a ver a sua lareira com a fotografia do Charles Maurras, do Gertulho Vargas e do Rolão Preto...
Deyfusards temam o sr. Ega...
O amigo estava muito bem para o meu avô da Legião Portuguesa, que sempre defendeu a Falange, já o estou a ver ao pé do Primo de Rivera a defender o maurrismo (fascismo).
Sabe com Maurras apenas concordo com a posição face aos protestantes, de resto acho as suas ideias aberrantes, em particular em relação a Rousseau e aos judeus.


De Ega a 9 de Novembro de 2009 às 20:27
Meu Caro:
A gente também tem a cabeça para pensar, Sardinha foi um entusiasta de Maurras? Foi. «Traduziu-o» para português? Também. Outros tempos, outras modas.

O mundo evolui e convém que nós acompanhemos essas evoluções. Já não discutimos os braquicefalos castelhanos e os dolicocéfalos lusitanos...
E ninguém pensa já nos camisas azuis do velho Rolão.

Tudo isso acabou muito antes dos grandes horrores dos nossos dias.

Ficou o que deve sempre ficar: a ideia de um Portugal livre de burocratas, orgulhoso de si mesmo, com caracter e personalidade e sabendo para onde quer ir. Entregue às mãos dos portugueses, decidinso cada um na sua terrinha.

Ou seja: o Portugal que a República ASSASSINOU.

Por isso, nos intervalos da nossa tarefa diária de dar de comer ao Estado repúblicano, a gente vem até aqui ao blog e desabafa.

E diverte-se com cavalheirismo, como se estivessemos a jogar à bisca lá em Celorico. V. goza daí e eu gozo daqui, sem ofender ninguém.

Não volte a chamar-me marquês: eu nunca seria menos do que duque. Mas não é preciso.


De Réspublica a 9 de Novembro de 2009 às 21:02
Não diga isso, que a marquesa ainda leva a mal, eu por exemplo tenho antepassados bispos, viscondes e um conde, sei o que isso, a aristocracia é a coisa mais terrível, mas pode passar a ser duque.


De Ega a 9 de Novembro de 2009 às 21:18
Tem toda a razão: esqueci-me da Sra. Marquesa. Uma gaffe do diabo!
Esperemos que ela hoje não faça serão.
Não diga mal da aristocracia. Sabe porquê? Lembre-se do significado (aristotélico) do vocábulo e diga (não como o Churchill sobre a democracia) que seria o melhor regime se praticável.
Isto é, se os ariscocrtas não descambassem em oligarcas.
Mas infelizmente é assim. Não temos aristocratas. Se calhar nunca tivemos.

Depois há os fidalgo(te)s. Normalmente são simpáticos, figuras indispensáveis na terra de cada um, influentes, respeitos e respeitadores. Sempre preferidos pela comunidade a quaisquer magnatas novos-ricos.


De Réspublica a 9 de Novembro de 2009 às 21:38
Estou a ver que conhece o presidente da Câmara daqui ao lado...


De Ega a 9 de Novembro de 2009 às 21:50
Qual Câmara? Coimbra, Penacova, Condeixa, Figueira, Montemor, Soure, Lousã?


De Réspublica a 9 de Novembro de 2009 às 21:58
A de M e a de S, pois a de Coimbra é o Carlos, que é um Senhor, a de Penacova não sei quem é, a de Condeixa e da Lousã também não (isto de eleições é assim), o da Figueira é ex-juiz, os outros dois são economistas, um é um vendido, dado a caso, o outro é dado a casinos...


De Ega a 9 de Novembro de 2009 às 10:06

Só para dar um exemplo, já se lembrou dos regimes em África que desviam toda a ajuda médica e alimentar para lá enviada pelo Ocidente?
Lembrou-se da corrupção desses regimes despóticos e genocidas?
E do seu auto-proclamado «socialismo 3º mundista»?

Grande parte dos seus lamentos insere-se nesse quadro...


De Maria da Fonte a 9 de Novembro de 2009 às 16:54
Caro Ega

A propósito do seu comentário, recordo que quando estive em Moçambique há alguns anos, encontrei numa pequena localidade do interior, aquilo que me pareceu um Supermercado de razoável dimensão.
Estranhei, porque não tinha visto nada parecido em Cidades maiores. 
Só que quando manifestei o meu contentamento pela sua existência, foi-me explicado, que não se tratava de nenhum Supermercado, mas sim de um Armazém, onde eram vendidos os produtos da Ajuda Humanitária.

Ninguém me contou!
Fui em que vi.

Em Manica, no Norte de Moçambique.

Maria da Fonte


De Marquesa de Carabás a 9 de Novembro de 2009 às 21:29
Será que o Sr. António é "primo" do Primeiro? É que ele também faz os discursos todos assim a comçar as frases da mesma maneira...fica enfático, teatral. Tem  é que pôr o dedo em riste, senão não dá efeito.E use s.f.f.um fato castanho. Não sei porquê mas o "Primeiro" tem uma queda para os "fatitos cor de burro quando foge" , para não dizer cor de c...memo assim é melhor que amarelo canário, claro!


Cumprimentos,


Marquesa de Carabás


Marquesa de Carabás


De A. R a 10 de Novembro de 2009 às 22:02
Por tudo o escrito acima me parece que é urgente acabar de vez com o comunismo pois ele é o veículo da fome, repressão, atraso cultural e ciéntifico, da vala comum, das deportações, da industria de armamento, da armas nucleares que superaram em cnco vezes as do ocidente.


De MSA a 9 de Novembro de 2009 às 05:22
A opressão vivida pelos alemães de Leste é uma realidade tão presente e real, que ainda as feridas estão por sarar, pois as marcas profundas devem doer alto.
Como é improvével que, ao longo da vida, fiquemos a conhecer todo o sofrimento que a espécie humana inflinge a si própria.

www.portodaspipas.blogs.sapo.pt


De Marquesa de Carabás a 9 de Novembro de 2009 às 09:05
MUROS:

2 de Novembro de 2009,Habana, Cuba


http://www.youtube.com/watch?v=IVHZIVE3dGE&feature=player_embedded#


Cumprimentos,


Marquesa de Carabás



De Maquiavel a 9 de Novembro de 2009 às 10:47
Já diziam os dois ex-comunistas após cair o Muro
"Eh pá, estou muito triste por os nosso líderes nos terem mentido sobre o sistema comunista", ao que o outro responde
"Bem, pelo menos näo nos enganaram acerca do sistema capitalista..."

Mas se a carneirada gosta de ser explorada, que seja.
Já na ex-RDA, os que têm mais de 30 anos cada vez estäo mais convencidos que as coisas só mudaram para pior...

A Humanidade perdeu 20 anos de progresso desde a queda do Muro (até direi, com os 30 de retrocesso nestes últimos 20 anos, perderam-se já 50!), quero ver quando a crise apertar a sério (faltam ainda 1-2 anos) quando näo só as casa se forem, mas também nem päo na mesa houver! Vai ser lindo! Viva o capitalismo selvagem que nos trata como gado!


De Maria da Fonte a 9 de Novembro de 2009 às 16:40

Maquiavel

Já D. Pedro de Alcãntara, a quem devemos a destruição de Portugal, e a morte de centenas de Portugueses, dizia no Mindelo.

"Portugueses, não me obrigueis a usar a força para vos libertar!"

Fico sempre muito sensibilizada, com todos os que agitam a bandeira  do progresso, do alto de uma montanha de
cadáveres acorrentados!

Maria da Fonte


De Ega a 9 de Novembro de 2009 às 18:31
Cara Maria da Fonte:

Essa frase é rigorosamente verdadeira. Mas não vamos tão depressa.
D. Pedro era um paternalista, que é o mais natural que se poderia esperar dele na sua época. Outorgou a Carta, doou o coração ao Porto... Foi um militar valoroso.

A praga bolchevique que ia tomando conta da Europa inteira, pelo menos desde que Roosevelt se pôs de cócoras perante Estaline, usa o discurso libertário nacionalista para exaltar os ditos oprimidos. E enganou muito incauto. Povos inteiros candidamente incautos.

Mas, no segundo seguinte, o discurso muda para a Igualdade. E aí é como uns homens que andam lá pelas lavoras do Minho, de navalha na mão a tirar a virilidade dos porcos. Deixemo-nos de eufemismos: os capadores.

Por fim eá a Fraternidade dos burocrats e a servidão de quem não tem para um par de calças de ganga ou um Mc-Donald, venenos imperialistas.

Esta dialéctica comandou o mundo durante décadas e esfumou-se em 1989.

Os crentes recordam a propósito o 3º segredo de Fátima. M minha fé não vai tão longe, mas que é bonito, é.


De Francisco Sousa a 9 de Novembro de 2009 às 11:19

«Ver a felicidade na cara das pessoas que, finalmente, alcançam a liberdade, é algo absolutamente extraordinário.(...)»
Sem dúvida que tem toda a razão, faz-me, aliás, lembrar um certo dia de Abril de 1974 num pequeno país da Europa "periférica".
Cumprimentos e um desejo que todos os muros que ainda subsistem sejam, rapidamente, desfeitos.


De Frederico Duarte Carvalho a 9 de Novembro de 2009 às 17:25
Há um nome que, estranhamente, não costuma surgir na história da queda do muro de Berlim: Vernon Walters. Era então o embaixador dos EUA, mas uma figura bem conhecida de alguns portugueses. Foi adido militar na embaixada dos EUA no Brasil quando, em 1964 houve o golpe de Estado contra João Goulart. Foi ele que, 10 anos mais tarde, como director da CIA, mandou Frank Carlucci para Portugal - e Carlucci saiu de Portugal para a CIA...

Claro que fiquei feliz com a queda do muro, mas à conta disso, somos agora esmagados pela ideia de que vivemos em Liberdade.


Na minha opinião pessoal

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