De ex-combatente a 11 de Novembro de 2009 às 23:07
Como estamos memorando uma guerra... não resisto transcrever uma passagem do livro: " Uma longa Viagem com António Lobo Antunes".
Qualquer ex-combatente da guerre do Ultramarm não terá qualquer dúvida em a apelidar de: ESCRITA ULTRAJANTE...
... Eu tinha talento para matar e para morrer. No meu batalhão eramos seiscentos militares e tivemos cento e cinquenta baixas. Era uma violência indiscritível para meninos de vinte e um, vinte e dois vinte e tres anos que matavam depois choravam pela gente que morrera. Eu estava numa zona onde havia muitos combates e para poder mudar para uma região mais calma tinha de acumular pontos. Uma arma apreendida ao inimigo valia uns pontos,um prisioneiro ou um inimigo morto outros tantos pontos.
E para podermos mudar, fazíamos de tudo, matar crianças, mulheres , homens.Tudo contava, e como quando estavam mortos valiam mais pontos, então não fazíamos prisioneiros"
INFAME E MENTIROSO
É uma visão de alguém que tem de ajustar contas com o seu próprio passado.
Não sei se também fala dos massacres da UPA, no Norte de Angola, em 1961, onde grávidas foram esventradas, crianças e mulheres degoladas por terroristas.
De artur mendes/ BC 141- 61/63 a 12 de Novembro de 2009 às 00:39
Por respeito aos mortos do Batalhão do Dr António Lobo Antunes, haja algum seu "ex-camarada" que, pelo menos ,reponha a verdade quanto ao número de baixas (150). Sobre a fantazia dos "pontos" ...não merece qualquer credibilidade, enquadra-se no ambito da especialidade dele: psiquiatria!
...
Obrigado pelo esclarecimento. Bem me parecia que ali havia muita imaginação...
De tenho medo de dizer quem sou a 12 de Novembro de 2009 às 00:39
Compiegne, estranho sitio. Só quem já lá esteve, poderá em consciencia imaginar, o soturno espirito que entranhava os vários plenipotenciários. Compiegne, sitio que nem referencia deveria merecer no mapa de França,quanto mais do mundo. Primeira etapa de uma vergonhosa e infame imposição de um armistício, que rápidamente se transformou em paz podre, imposta pela vaidade da França, venalidade da Inglaterra e cobiça e oportunismo dos U.S. of A.
Compiegne, de triste memória. Aqui se deu inicio à derrocada da Europa, enquanto detentora da força espiritual e material do mundo, semeando a cega e iníqua injustiça, que abriria caminho à mais destrutiva hecatombe civil europeia de todos os tempos.
Quem lucrou com isso. A Europa não foi certamente, os impérios finaram-se, as colónias finalmente libertas do jugo do colonialista europeu, não somente não evoluíram, como de uma forma geral, regrediram socialmente e materialmente. Além do alucinantemente extraordinário preço (moralmente sem preço), pago até hoje e a continuar contagem em inocentes vidas, devido ao vácuo de autoridade que essa saída abrupta obrigou.
Dos participantes na farsa que aí teve inicio, quem realmente com isso lucrou, nessa primeira fase e depois na segunda fase do genocídio europeu, à custa de todos e principalmente da Inglaterra, infelizmente foram os nossos queridos amigos transatlânticos. Que com a sua conhecida e capacidade de diálogo internacional, conduziram o mundo até aos nossos dias, com os resultados que todos nós muito bem conhecemos.
Compiegne, malfadado sitio onde definitivamente a derrocada da Europa teve a sua primeira etapa.
Compiegne, porcaria de sitio que mais valia nunca ter existido
De Maria da Fonte a 12 de Novembro de 2009 às 05:51
A Importância das Anotações, onde as excepções, pervertem as disposições de princípio.
Anotações ad Artigo 2º- Direito à Vida
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3ª O disposto no Art 2º da Carta corresponde ao disposto nos artigos da CEDH, e do Protocolo Adicional, nº 6 à CEDH. Tem o mesmo sentido e âmbito desses artigos, de acordo com o disposto no nº 3 do Art.52 da Carta. Assim, há que considerar as disposições "negativas", constantes da CEDH, como constantes da CEDH, estando igualmente consagrados na Carta.
Jornal Oficial da União Europeia de 14/12/2007
C303/17
"Compiegne, malfadado sítio onde definitivamente a derrocada da Europa teve a sua primeira etapa."
Portugal, que noutros tempos, foi o Príncio da Europa e do Mundo, fica assim, por uma perversa ironia, transformado no Fim.
Maria da Fonte
Na minha opinião pessoal