Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Pergunta inocente: se o cidadão que manteve conversas telefónicas com o arguido Armando Vara não fosse, na circunstância, primeiro-ministro, será que as transcrições seriam enviadas para o lixo?

 


publicado por Vítor Cunha às 11:07
link | O Vasco Campilho e o Rodrigo fazem hoje anos
16 comentários:
De fsc a 12 de Novembro de 2009 às 11:29

NÃO
Veja "teia socialista" no Jornal "O Diabo"


De Filipe Ramos a 12 de Novembro de 2009 às 11:51
Se as conversas são pessoais, porque têm de ser aceites?
E que história é essa de MFL querer que se expliquem as escutas? Quem é MFL, além de deputada, para requerer à PGR e ao STJ a explicação das escutas?
Está tudo louco em Portugal!!


De Luis Melo a 12 de Novembro de 2009 às 11:52
Conversas pessoais? sim claro... sobre tráfico de influências em negócios envolvendo empresas públicas...


De anti-saramago e alho a 12 de Novembro de 2009 às 12:40
Guião do filme "O Padrinho da Cova da Beira"
Parte1 -take 23
 El telefono di mi "socio e amigo Don Carlleone" está sob escuta....
Gravação:
-Varoni... preciso favor tuiu... núestro correligionari Agostini tá falido...dáti la mano... capiche?
-Má como Zeziti?
- Tu lu sabis... és como mestre Bellini... o segredo está na massa... amassa Varoni...
- Vabeni... qui nô faço por tui?!!!


De Réspublica a 12 de Novembro de 2009 às 14:44
É deputada e cidadã da República Portuguesa, o que lhe dá esse direito, sabe, nos casos de corrupção qualquer cidadão se pode constituir assistente.


De Luis Melo a 12 de Novembro de 2009 às 11:51
Quem responder sim ou é muito ingénuo, ou então é intelectualmente desonesto...


De Filipe Ramos a 12 de Novembro de 2009 às 11:52
PS: não quero defender Sócrates nem as condutas de A. Vara.
Mas defendo o principio da privacidade para todos os cidadãos.


De Luis Melo a 12 de Novembro de 2009 às 11:53
Defende mas é uma bolha... não venha agora dar uma de neutro...


De Filipe Ramos a 12 de Novembro de 2009 às 12:34
É. Nem vale a pena discutir que vai-se achar sempre detentor dessa suma sabedoria.
;)


De K2ou3 a 12 de Novembro de 2009 às 12:20

Pois é,
E se calhar ia para Processo Sumário???!!.
Mas é curioso.
Agora, nesta altura, está na "agenda" a discussão.
Será que está nacalha, alguma Leie, segundo a qual se possa pedir "Revisão do Processo".
Portugal sempre foi um Pais de Navegantes, Mais em concreto "...um Pais de Piratas...".
(citação de uma pessoa conhecida por mim, que já faleceu, mas era já muito "velhinho")


De tenho medo de dizer quem sou a 12 de Novembro de 2009 às 13:32
Depende. Va consultar a jurisprudencia portuguesa sobre conhecimentos fortuitos.


De atom a 12 de Novembro de 2009 às 14:11
Vamos deixar a imaginação voar: se o cidadão que manteve conversas telefónicas com o arguido Armando Vara não fosse, na circunstância, primeiro-ministro, mas sim o  Presidente da República , será que havia um atentado à democracia? 


De fsc a 12 de Novembro de 2009 às 14:20
è escandaloso a impunidade dos socialistas


De Alexandre a 12 de Novembro de 2009 às 16:27
O fundo da questão aqui é a competência da PJ, do MP e Juízes e de todo o sistema judicial.
Tenho sérias dúvidas que sejam estratagemas mafiosos. Se assim fosse para quê fazer escutas que envolvem José Sócrates? Para manter aparências? Não faz sentido.
Acredito que a vontade dos actores judiciais seja a de apanharem os culpados. Simplesmente não têm capacidade para instruir processos sem buracos quando envolve tubarões.
É muito provável que exista corrupção na PJ. Mas sobretudo existe incompetência.
Não aconteceu o mesmo no caso Apito Dourado e as escutas ilegais durante dois anos? Não acredito que o MP e a PJ não soubessem que era ilegal. Apenas pensaram que se podiam "safar" com isso, pois estão habituados a safarem-se com ilegalidades do género em processos contra cidadãos comuns. É este o modus operandis da PJ, MP e dos nossos Juízes.
A PJ e o sistema judicial é muito eficiente para resolver caso que envolva cidadãos comuns. Muitas vezes desgraçados e pobres diabos incapazes de sequer contratar um advogado. Aí sim fazem grandes brilharetes! A própria PJ está habituada usar meios pouco convencionais e duvidosos. Funciona em caso como o de Leonor Cipriano e outros semelhantes, mas não têm a mínima hipótese em casos em que envolva poderes.
Um caso muito evidente disto mesmo, foi o de Gonçalo Amaral no caso McCain. Caiu em desgraça quando percebeu que os meios que está habituado a usar com os comuns portugueses não foram suficientes para lidar com os poderosos media britânicos. É evidente que existia vontade de apanhar os culpados, simplesmente não havia capacidade para o fazer.


De tenho medo de dizer quem sou a 12 de Novembro de 2009 às 17:37
As minhas desculpas por repetir uma frase, relativamente incorrecta quanto ao original, mas habitual entre nós, "à mulher de César não lhe basta ser integra, necessita também de parece-lo".
O primeiro sinistro, ao permitir a excusa do telefonema onde é interveniente fortuito, abre caminho a todo o tipo de interpretações quanto ao motivo. Portanto com legitimidade ou sem ela, por uma simples questão de bom senso, deveria ter permitido a continuidade do registo, em termos de opinião publica seria um golpe magistral a seu favor, não o fazendo...


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