Terça-feira, 1 de Dezembro de 2009
Parece que os suiços escandalizaram algumas alminhas do politicamente correcto, por terem tido o atrevimento de - imagine-se - proibirem que, no seu próprio país, fossem construídos minaretes nas mesquitas. Não proibiram mesquitas, só minaretes, o que é coisa diferente, mas isso é questão de pormenor que a ninguém interessou realçar.
Alguns chegam mesmo ao ponto de considerar essa decisão do povo suiço uma provocação aos muçulmanos...
É evidente que os referendos são perigosos porque podem dar o resultado errado e não há margem para recuos. Entre nós, por exemplo, foi péssimo quando venceu o Não ao aborto, mas, pelo contrário, foi óptimo quando o Sim ganhou...
Mas isso são pormenores que não preocupam as inteligenzias que tutelam o pensamento nas nossas democracias.
Em todo o caso, este disparate democrático dos suiços tem solução simples e a rapaziada cá da terra pode sugeri-lo às autoridades suiças: é só repetir o referendo tantas vezes quantas as necessárias para que o resultado dê certo...
É um aborto de ideia mas resulta sempre.
De dr.marques mendes,um líder à altura a 1 de Dezembro de 2009 às 21:43
A Hitóguia às vezes é cinica:no dia em que devíamos comemogar a independência nacional,os donos do Sistema que nos vai liquidando como nação,comemógam,todos contentinhos,um tgatádo que nos retiga boa págte da nossa independência.Só apetece mandágue todos pgó cagalho!
De Velho da floresta a 1 de Dezembro de 2009 às 22:04
Em democracia, não há melhor forma de saber a opinião do eleitorado sobre um assunto concreto, do que com um referendo. Se os suíços optaram por dizer não aos minaretes e se o referendo foi percentualmente vinculativo, tanto pior para as almas doridas do politicamente correcto, pois quando lhes convêm viva o referendo quando não interessa referendo para que, basta ouvir e ler as opiniões da esquerda desde os folclóricos aos utilizadores de avental, sobre a possibilidade de referendo sobre o casamento homossexual e lésbico não vá alguem ficar ofendido(a).
De ATENÇÃO a 1 de Dezembro de 2009 às 22:24
http://viverseixal.blogspot.com/2009/12/hino-da-restauracao-sociedade-1-de.html (http://viverseixal.blogspot.com/2009/12/hino-da-restauracao-sociedade-1-de.html)
De má língua a 1 de Dezembro de 2009 às 22:55
na minha opinião : estou à beira de um ataque de nervos com tanto ataque à minha propensão natural para me identificar com o meu semelhante. ele não há para aí uns que apelam à natureza para dizerem que o seu caso é natural ? pois o meu também. é natural identificarmo-nos com aquilo que é semelhante a nós e não querermos que outros diferentes invadam o nosso habitat. os "bichos" fazem isso sempre. decidam se a natureza conta ou não. e depois digam de uma vez para sempre.
De Alfacinha a 2 de Dezembro de 2009 às 00:13
«Imaginemos que qualquer país proibia a construação de torres sineiras nas igrejas católicas!? », diz o Vital.
Por acaso a Arábia Saudita proibe a construção de torres sineiras e até de igrejas, vejam lá! E nunca vi o distinto jurista escandalizado com tal facto.
«"Espero que os suíços reconsiderem muito rapidamente esta decisão", acrescentou. "É uma expressão de intolerância e eu detesto a intolerância"», ganiu o MNE francês.
Terei lido bem? Estes franceses já esqueceram o problema que têm dentro de portas, são uns cagarolas ou isto é só um daqueles discursos obtusos que os ministros dos negócios estrangeiros costumam proferir?
«É fantástico que se aproveite uma decisão idiota, xenófoba e que demonstra, como explica o Daniel (http://arrastao.org/sem-categoria/quando-eles-escolheram-os-muculmanos-calei-me-eu-nao-era-muculmano/), o perigo dos referendos»
A dra. Isabel Moreita já começa a cansar, sinceramente. Porque será que esta gente que se diz tão defensora da liberdade tem tanto medo da democracia directa?
«O que aconteceu na Suíça dá-se porque se dá liberdade à extrema-direita de se refugiar no que mais odeiam, a democracia. E assim se consegue promover um exercício democrático dedicado à intolerância. De uma intolerância nascerá outra e teremos muita gente mortinha para que o chamado mundo islâmico reaja e comece já a queimar bandeiras daquele país. Depois, o povo suíço sentir-se-á aliviado por ter sido intolerante.»
Este berloquista, coitado, passa as noites em branco com medo que a Pide o vá buscar depois da hora do recolher. E é mais um cagarola com medo que o "mundo islâmico reaja".
«O que a Suiça aprovou é um aborto democrático e um sinal de alerta para os que têm brincado com o fogo e julgado que a islamofobia é muito “cool”, moderna, liberal e “politicamente incorrecta”. »
Que dizer do Daniel, Inquisidor-Mor dos Politicamente Correctos? Os suiços, por terem utilizado como muito bem entenderam o instrumento supremo da democracia, já estão definitivamente condenados ao fogo eterno do inferno.
De
Gi a 2 de Dezembro de 2009 às 15:12
Já começaram os pedidos para a repetição do referendo Suíço: http://www.lemonde.fr/europe/article/2009/12/02/cohn-bendit-les-suisses-doivent-revoter_1274894_3214.html#ens_id=1273733
Na minha opinião pessoal