Terça-feira, 16 de Março de 2010

Por vezes leio análises sobre a situação política portuguesa de pessoas que não gostam do governo socialista, e fico surpreendido com o pensamento dos seus autores. 

 

Por exemplo, existe uma linha, minoritária é certo, que defende que não se deve atacar José Sócrates pelo seu envolvimento nas suas permanentes trapalhadas, como no Freeport, ontem renascido, as casinhas da Guarda, a licenciatura "independente" ou a tentativa de controlo de parte da comunicação social, caso este que vai ser investigado por uma Comissão de Inquérito. Que se deve concentrar o ataque às políticas (correcto), e esquecer estes "pequenos" pormenores e defeitos do senhor Sócrates. Isto é a mesma coisa que defender que, por exemplo, durante o consulado Bush, os democratas não tivessem atacado a Administração pelo escândalo da agente da CIA Valerie Plame ou das ligações duvidosas entre a Enron e Dick Cheney. Indo mais longe, no caso do Watergate, onde os Democratas derrubaram um Presidente mentiroso.

 

Outra das linhas de raciocínio mais interessante que tenho lido é o pedido para a não concentração no ataque a José Sócrates, mas sim ao PS. Sendo verdade que o principal problema de Portugal são últimos 15 anos de governos socialistas, também é verdade que os últimos 5 anos foram terríveis e completamente desastrosos, não só em termos de governação, mas também no ataque à credibilidade das instituições democráticas. E esta desgraça tem uma assinatura: José Sócrates. E isso não tinha sucedido no também infeliz consulado Guterres. Voltando a dar um exemplo americano, será que  Barack Obama fez mal durante a campanha em centrar as suas críticas em George W. Bush? Se José Sócrates desaparecer, os problemas de Portugal não se resolvem, concordo. Mas, ao mesmo tempo que se vai denunciando a desastrada governação dos socialistas em Portugal, os partidos da oposição à direita não podem fazer de conta que essa governação não tem um responsável, de seu nome José Sócrates. Isso seria uma tentativa de "ofuscar" e branquear as suas responsabilidades, inadmissível a meu ver.


publicado por Nuno Gouveia às 17:10
link | nunca erro e raramente me engano
2 comentários:
De António Vaz a 16 de Março de 2010 às 19:23
No mesmo sentido da "lei da rolha" também os socialistas e sobretudo os socretinos não querem que se fale nos "casos", principalmente nos casos menores. como:
habilitaçoes académicas do senhor pinto;
Cova da Beira
Casas da Guarda
Caso Fee+prt
Controle da conunicação social
etc. etc.
tudo casos sem qualquer inortância
E ofacto do senhor pinto estar sempre centrado nos mesmos, já se sabe que é pura coincidência pois a dozela está inocente, como é bem sabido por todos,

Devem é duscutir as políticas...
mas isso a oposiºao não quer pois os muitos saberes do senhor pinto levaram o reino à abubdãcia, ao fim do desemprego. à segurança dos cidadsãos, a um excelente serviço de saúde (as portuguesas agora. ou, vão ter os filhos a Espanha ou melhor ainda e mais moderno, têm-nos  nas moderníssimas ambulâncias;
Também a politica educativa é de nivel elevado, is saberes são bons e h+a segurança dentro das escolas.

Tudo isto e muito mais (como o casamento homossexual)cria muitas invejas na oposição 

H+ a já me esquecia nos outros partido ninguém está obrigado a seguir as orientações dos lederes de bancada quanto mais do chefe do partido-
Uma vergonha, isso só acontece  no +artido  do Lopes

 


De ALVITREIRO a 16 de Março de 2010 às 20:49
Quando a governança - erguida pelo voto de só cretinos despeitados e subsidiodependentes - se torna um valhacouto de malfeitores, pouco há fazer.
A fraude política compensa.
A mentira política compensa.

O polítiquês rosa, chama-lhes: motivação.

Sem uma vassourada à MANI PULITE, não há hipóteses.
Não há hipóteses, até à próxima, claro...:)







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