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Solidariedade sim, mas

por Henrique Burnay, em 01.12.06
Ontem, às duas da tarde, uma manifestação no centro do bairro europeu de Bruxelas a favor da libertação dos três soldados israelitas raptados este Verão. Não fui, porque não pude, mas queria.  Umas cinco mil pessoas presentes, segundo fontes próximas e interessadas. À tarde um amigo, judeu ele próprio, conta que “80% dos que lá estavam eram judeus”. Não me surpreende. Conheço bem o que vai na cabeça de quem envia os mails a apelar à solidariedade e à paz na Palestina, contra o “terrorismo de Estado de Israel”e outras lenga-lengas do género. É gente que não é pela paz, é contra um dos lados. Daí que só se manifeste de vez em quando.
Entendamo-nos, eu não nego que tenho um lado nesta história: o lado dos que defendem, sem hesitação, o direito de Israel a existir. E o da Palestina também.  Acontece que ninguém declara o desejo de apagar a Palestina do mapa,  e isso muda tudo.

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comentários

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De Miguel Madeira a 02.12.2006 às 13:44

"Acontece que ninguém declara o desejo de apagar a Palestina do mapa, e isso muda tudo"

Desde quando a Palestina está no mapa?

E, mesmo que contemos como "Palestina" os enclaves controlados pela AP, qualquer retirada israelita desses territórios desencadeou um coro de protestos em Israel - se não é desejo de "apagar a Palestina do mapa", é desejo de "impedir a Palestina de ser escrita no mapa" , o que vai dar ao mesmo.
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De Henrique Burnay a 02.12.2006 às 14:08

Caro Miguel, o termo "apagar a Palestina do mapa" tem, obviamente, uma razão de ser recente. Mas não só. Podíamos começar por discutir a diferença entre os dois governos e qual reconhece ao outro o direito de existir, ou não, mas tenho a certeza de que teremos oportunidade de trocar posts sobre o assunto. Eu defendo a existência dos dois Estados. Sem nenhum "mas".

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