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Alex James foi o herói do meu crescimento. Era (ainda é) o baixista über-cool dos Blur, que acabava os concertos a beber um copo de beaujolais ao som da distorção do Graham Coxon e de quem se dizia ser responsável por 1% da importação anual para Inglaterra de champanhe francês. 

Agora, de novo rodeado de miúdas giras, e enquanto os Blur não voltam ao estúdio, é apresentador da nova versão online do "The Tube", o mítico e controverso programa de música ao vivo que agarrava a Grã-Bretanha adolescente ao televisor nos anos 80.

Diz quem se lembra que foi bom enquanto durou. Terá acabado devido à polémica e demissões que se seguiram a uma imprevidente tirada de Jools Holland (então o apresentador), que soltou um "groovy fuckers!" em directo.

O regresso foi justificado pelo renovado interesse que a internet (o YouYube e a partilha de ficheiros) imprimiram à música boa ao vivo transmitida para todo o mundo. É esta a utopia do capitalismo. Todos nos exploramos uns aos outros, em mútuo e eterno benefício. No meio da lamúria inconsequente da indústria musical, ainda há quem dê o exemplo.

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