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Entretanto na bancada Sapo...

por Rodrigo Moita de Deus, em 16.03.07
Dirigentes, jogadores e jornalistas apressaram-se a censurar os apupos da massa benfiquista a Moretto. “Não se pode destabilizar o jogador”, “não se deve vaiar a própria equipa”. O adepto tem de pagar quotas, comprar camisolas, encher o estádio e passar noventa minutos aos pulinhos mas não pode dar a sua opinião. É uma espécie de contribuinte e o clube faz de ministério das finanças.
 
Vão sessenta mil almas para o estádio, com a expectativa de ver o Moreira. Sai Moretto dos curros. E ainda acham estranho que assobiem? Não passou pela cabeça do treinador e dos dirigentes que era isso mesmo que ia acontecer? E que depois de ouvir os assobios, Moretto ficaria ainda mais nervoso? E que a equipa ia acabar por ficar mais preocupada com a relação entre o guarda-redes e o adepto que com o PSG? Até eu, que não percebo nada de bola, sei que o público também faz parte dos jogos. Se contam “com a gente” para o bem…é melhor que contem para o mal.

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