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Quando os líderes não lideram

por Henrique Burnay, em 29.03.07
A Declaração de Berlim , prometida como um grande momento de renovação do espírito europeu, acaba por resumir-se a isto, que é o seu último parágrafo:
“A unificação da Europa veio dar vida a um sonho de gerações passadas. Manda a nossa História  que preservemos tal fortuna para as gerações vindouras. Devemos para isso moldar, a cada  passo e ao ritmo dos tempos, a configuração política da Europa. Por isso nos une hoje, cinquenta anos passados sobre a assinatura dos Tratados de Roma, o objectivo de, até às  eleições para o Parlamento Europeu de 2009, dotar a União Europeia de uma base comum e renovada.
Porquanto temos a certeza: a Europa é o nosso futuro comum.”

Há quinze dias escrevi, na Atlântico que hoje está nas bancas,  que "o mundo mudou, os dirigentes europeus sabem-no, mas não têm  coragem política para o confessar. O resto que dizem é bonito, mas tem  pouca utilidade. Ou alguém acredita, a sério, que por este andar em 2010  a Europa será, como prometia a Agenda de Lisboa, a economia do conhecimento mais dinâmica?"

Podia ter me enganado, ou ter mudado de ideias entretanto. Nem uma coisa nem outra. Aliás, afinal foi pior do que eu pensava.

Os europeus parecem precisar de uma razão para a UE. Qual é a resposta dos seus líderes? “o objectivo de, até às  eleições para o Parlamento Europeu de 2009, dotar a União Europeia de uma base comum e renovada”.

Achar que isto é muito pouco é ser-se eurocéptico?

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