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a propósito dos nacionalistas da faculdade de letras

por Alexandre Borges, em 28.03.07
Eu até compreendo o nacionalismo. Juro que sim. Mas em Portugal? Têm a certeza? É como ser ecologista no Sahara. Querer proteger uma paisagem natural de areia e nada. O verdadeiro nacionalista português, o patriota, digamos assim, aquele que tem amor ao seu país, quer que Portugal seja tudo menos Portugal. Quer que Portugal seja a Holanda, a Finlândia, a Suécia. Quer aprender com a cultura francesa, a educação britânica, o jeito para o negócio dos espanhóis. Sim, irra! Até qualquer coisa de espanhol queremos ter! Mas gabar-se de Portugal? Encher o peito com isto? É como pôr a foto de uma borbulha no b.i.. Apresentar a factura da farmácia como CV. Mas força, rapaziada. Isso há-de passar com a idade.

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comentários

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De P. Lumumba a 28.03.2007 às 09:20

Aqui so' posso concordar. E' bem!
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De André de Soure Dores a 28.03.2007 às 18:00

Um dos problemas na Faculdade de Letras (minha casa de licenciatura) nunca foi a extrema direita. Diria antes que é a própria extrema esquerda, que vê muitas vezes extrema direita onde ela pura e simplesmente não existe. Em abono da verdade, deve aqui ser dito que um outro problema é a direita em si (a pouca que existe por lá) nunca ter conseguido unir-se, sem questões partidárias pelo meio, procurando um património e ideário comuns como base de um projecto académico sério e exequível. Da minha parte tentei. Que houve boicotes e graves, houve! À esquerda e à direita. Não é um mal em si uma lista candidata à associação de estudantes ter uma base ideológica ou identitária. Não vamos diabolizar os partidos e a política com generalizações infrutíferas e injustas. A qualidade do projecto é que é da maior relevância. Se tem uma base ideológica não deve ser tido como um mal em si, a meu ver até pelo contrário. Felizmente há valores comuns a várias forças políticas que permitem plataformas minimamente transversais. Há também (pelo menos houve no "meu tempo" de FLUL), por outro lado, certos receios infundados e necessidade de protagonismo perfeitamente dispensável e prejudicial. Bom... já lá vão uns anitos. Mas acabo como comecei, um dos problemas naquela faculdade (e noutras) é a extrema esquerda ver extrema direita onde ela não existe, não possuindo a mínima capacidade autocrítica nem tendências moderadas democráticas /civilizadas.
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De Alexandre Borges a 28.03.2007 às 19:45

Não alterando nada ao que disse, devo, no entanto, concordar com o que diz, André, sobre as proporções esquerda-direita na Faculdade de Letras. Pelo menos, da que me recordo, já que também foi onde me licenciei. Mas é precisamente essa recordação que torna estas notícias tanto mais surpreendentes.
Obrigado pelo comentário. Os melhores cumprimentos.

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