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Estado Social(ista)

por Carlos Nunes Lopes, em 29.10.10

A primeira notícia saiu hoje, com on do Presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT).

Técnicos de serviço social, psicólogos e enfermeiros com vínculos precários que se arrastam há demasiados anos e que colocariam na falência qualquer agente privado que fosse visitado pela Autoridade para as Condições do Trabalho, serão dispensados.

O Presidente do IDT, nomeado pelo Governo, assume o retrocesso e o encerramento de serviços que apoiam uma população muito problemática.

O governo acredita que o país e os media reagirão bem, já que tratar toxicodependentes ou comprar metadona não deve assumir-se como uma prioridade em tempos de apertada crise orçamental.

Se a reacção social a esta notícia for nula ou moderada, o Governo avaliará novos cortes nos apoios a outros desvalidos com os quais a sociedade pouco ou nada se preocupa e que custam um dinheirão ao Orçamento do Estado.

 

O que nos vale é termos em José Sócrates o guardião do Estado Social.

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comentários

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De conde de tramagal a 29.10.2010 às 14:33

Então no que ficamos?não é preciso acabar com os institutos? Náo é esta a campanha da direita? ja´ se deram ao cuidado de saber quantos institutos  o Psd criou por ano? saibam que a surpresa é grande.. e as autarquias? este instituto  não encerra,nesta e noutras matérias o PSD não tem liçoes a dar,mas tratamentos a receber.. reduz o pessoal,que estava fora do quadro. A austeridade chega todos. João Goulão diz que perde um pouco da politica de proximidade,mas não perde competência. Solução: dar passe social os doentes da droga, pois eles vão lá ter.
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De má língua a 29.10.2010 às 14:58


até concordo. muitos que recorrem a cats e tal só o fazem para ficar limpinhos de modo a heroa bater outra vez com uma dose mais pequena , logo mais baratita. é um truque muito usado : quando já naõ bate , faz-se um choradinho , desintoxica à custa do contribuinte ou da familia , e voilá , pronto para outra ! há quem repita o truque uma e outra vez.
é fazer como em Espanha , aos considerados incuráveis , que já fizeram várias curas e caem uma e outra vez , dá-se a droga à borla.
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De Rui a 29.10.2010 às 15:18

Ou então virar um bocadinho à direita e assumir que o estado não é responsável por ajudar quem não quer ser ajudado. Ou criminalizar a reincidência. A realidade é que se embora para a maioria uma atitude de ajuda é o melhor remédio, para alguns só funciona à pancada.
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De Manuel a 29.10.2010 às 15:58

Na verdade é mais um instituto inútil que gasta a maior parte do dinheiro consigo próprio. O dinheiro que verdadeiramente chega a quem precisa é ínfimo.
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De vitoria a 29.10.2010 às 16:30


O Observatório Europeu da Droga não é em Lisboa?
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De O Homem D'ontem a 29.10.2010 às 18:29


isso, fechem primeiro os institutos que servem para ajudar directamente o cidadao, e so depois os que so servem para se ajudar a si proprios.
e se esse cidadao for ostracizado pela populaçao, entao melhor ainda que ninguem se queixa.
nao quero saber se sao junkies ou nao, mas a verdade é que usar isso como pretexto mostra bem o nojo moral em que se vive neste pais.
o problema de portugal sao os portugueses, gentinha nojenta
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De O DIABO COXO a 29.10.2010 às 22:07

É chato.
É de um gajo se charrar.
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De má língua a 30.10.2010 às 21:23


Homem de ontem , veja lá se percebe a hipocrisia desta sociedade : foram os viciados em drogas que deram cabo da vida de milhões de pessoas? não foram , pois não ? foram os viciados em dinheiro.
os consumidores de drogas duras têm todo o direito de as consumir , a única saúde e vida que estragam é a deles ( bem , estragaram agora a vida a 200 pessoas , que viviam legalmente à conta deles) , e deviam poder comprá-la ao preço que aquilo vale. meia dúzia de papoilas processadas não deve ultrapassar os 5 euros , se calhar nem chega , mas pagam-na a 70. ninguém sabe como seria a vida destas pessoas se não houvesse traficantes , provavelmente a mesma das velhotas viciadas em valium.
se querem acabar com os problemas do mundo e os coitadinhos proibam o lucro  desmedido e não a droga.
(o salazar , tão mau , tinha para lá uma percentagem de lucro que não se podia ultrapassar , já agora).

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