Sexta-feira, 12 de Novembro de 2010

Pacheco Pereira é, cada vez mais, uma figura incontornável. Numa semana acha anti patriótico criticar o governo. Que é preciso "estabilidade" e cuidado nas palavras. Na semana seguinte acha patriótico demitir o governo. E que Sócrates é o "principal problema do país". Em cinco minutos de vídeo a elasticidade retórica de Vale e Azevedo com a falta de memória de José Sócrates. Pacheco é um ponto. E o seu contraponto.


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 18:30
link | Pedro Silva Pereira escreveu sobre faqueiros de prata
19 comentários:
De lucklucky a 12 de Novembro de 2010 às 18:41
Nunca vi Pacheco Pereira em pior momento. Espera-se  e deseja-se que seja temporário.
Quando se aceita fazer de porta voz do cavaquismo sem pensar dá nisto.


De Tuga Sorna y Choné a 12 de Novembro de 2010 às 19:02
Não sou propriamente um fã do Pacheco Pereira! Mas reconheço-lhe um mérito inquestionável:
- De entre muitas das figuras famosas da "Corte Cavaquista" da década de 90, Pacheco Pereira é um dos poucos que nunca viu o seu nome enxovalhado e envolvido em escândalos de incompetência extrema, corrupção, enriquecimento meteórico ilícito, fraude económica e financeira em larga escala, transferências e percursos sinuosos de dinheiros entre contas bancárias e países, etc...; dos quais as personagens saíram sempre impunes por falta de provas ou prescrição dos casos! Coincidências Lusitanas!


De tric a 12 de Novembro de 2010 às 19:13
vem ai outra vaga contra o Pacheco Pereira...são sempre os mesmos!


De tric a 12 de Novembro de 2010 às 19:37
"(...)O social democrata José Pacheco Pereira defendeu hoje o "afastamento voluntário" do primeiro ministro e a manutenção, até 2013, de uma solução política que pode passar por "governo de salvação nacional, mero acordo parlamentar ou pacto de estabilidade".(...)"

eu sei, que para a LPM não colocar Portugal em permanente campanha eleitoral significa perca de dinheiro...mas, fonix, quando é que Portugal deixa de estar em permanente estado de campanha eleitoral...foi 2008, 2009, 2010, 2011...Não arranjem um Governo de Salvação Nacional, não...pelo menos para começar já a trabalhar no próximo Orçamento Rectificativo, pois com toda a certeza da tradição Orçamental Portuguesa esta não irá falhar...


De Gabriel Mithá Ribeiro a 12 de Novembro de 2010 às 19:38
Meu caro, só a ignorância ou a má-fé levam a que alguém confunda quatro possibilidades perfeitamentamente distintas: (i) a demissão do primeiro-ministro é uma coisa; (ii) o afastar do poder o ps e todo o elenco governativo outra; (iii) a procura de uma melhor solução governativa dentro das possibilidades existentes evitando acrimónia outra; (iv) a crítica consistente ao que é estruturalmente disfuncional olhando para as circunstâncias concretas do país outra. Você ouviu com atenção a montagem que fez?! Sou militante social-democrata e esta lógica de plástico de uns quantos engraçados que por lá andam é preocupante. Infelizmente temos de viver com ela... 


De Diogo a 12 de Novembro de 2010 às 19:44

Pacheco Pereira é um tipo inteligente a afundar-se num pântano politiquices e venalidades.



De DIABO COXO a 12 de Novembro de 2010 às 19:51
O Dr. JPP quando não traz gravata descamba no zé pereira.

Repare-se que há uma gravata de diferença nas duas intervenções.
Fora isso, não há contradição, mas complementaridade.
O que agora disse é tão óbvio...


De Allgarve a 12 de Novembro de 2010 às 20:12
O pib cresceu 1,5%!!
Isto vai ser um país que ainda vai ser o financiador dos USA!!


De tenho medo de dizer quem sou a 12 de Novembro de 2010 às 23:40

Vai financiar é o Allgarve, o país onde se fala ingalês. E logo a seguir é o portugês, ó Algarbio.


De Luís Froes a 12 de Novembro de 2010 às 20:16
Tentar fazer de JPP um vira-casacas, que diz numa semana o que contraria na semana seguinte, a partir deste conjunto de afirmações é um absurdo. 
A primeira condição de estabilidade na execução do Orçamento é a saída de Sócrates. A montagem não faz mais do que clarificá-lo. E JPP disse-o muito bem.


De Sérgio a 12 de Novembro de 2010 às 20:21
Não estou a ver o alcance da montagem. O defeito só pode ser meu. O JPP defende uma solução para a actual crise com inteligência e sem termos que andar todos à chapada. Muita gente no PS já percebeu e isto é bom. Não tem nada a ver com contradições.


De Pedro Marques a 12 de Novembro de 2010 às 21:26
O que JPP quer dizer e que provavelmente o Sérgio, no último comentário concorda, é o seguinte: um governo, resultante de eleições, liderado por Passos Coelho e escolhido pelos portugueses, nem pensar. Um governo de iniciativa presidencial liderado, provavelmente, por Manuela Ferreira Leite e com ele próprio num ministério, vamos a isso. A primeira solução é anti patriótica a segunda a última coca- cola no deserto, Portugal.


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