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o dilema dos restaurantes de bairro

por Rui Castro, em 05.04.07

Adolfo Mesquita Nunes, no excelente arte da fuga:

"Incomodados com a presença do Sr. Silva, num sorriso disfarçado, todos lhe foram dizendo, de várias formas e feitios, o que desde o princípio se adivinhara: eram favoráveis a um restaurante tradicional, porque fazia falta na zona, mas nenhum deles encarava a tradição como critério determinante na escolha do restaurante.
E assim faliu o restaurante do Sr. Silva."

 

Nuno Pombo, no incontinentes verbais:

"Revoltado com a reacção de todos quantos haviam jurado fidelidade à modernidade e à inovação, ao brilho e ao design de excelência, o Sr. Teixeira da Cunha decidiu interpelar tudo e todos! Com um sorriso disfarçado, todos lhe foram dizendo, de várias formas e feitios, o que desde o princípio se adivinhara: eram favoráveis a um restaurante inovador, depurado, de tectos baixos e com toalhas coloridas. Nem se incomodavam pelo facto de os talheres serem assinados, apesar de serem pouco funcionais. O pior de tudo era a cozinha. O chef fora corrido mas comia-se pior ainda. Pessimamente. Era bonito, sim! Ousado, claro! mas ninguém encarava a beleza e a ousadia arquitectónicas como critério determinante na escolha de um restaurante. E assim faliu o restaurante do Sr. Teixeira da Cunha. Desta vez, deixou-se mesmo surpreender!"

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