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Fazer de conta

por Henrique Burnay, em 06.04.07
Como resulta até do cartaz do Gato Fedorento, esta coisa do PNR deu nas vistas e tem um contexto. Basta andar um pouco por aí para perceber que na rua a discussão existe. Mesmo que os portugueses achem que não são racistas ou xenófobos porque acham que contar anedotas de pretos não é racismo (é sentido de humor, os gajos até são mais racistas que nós, entre eles) e que desejar que brasileiros, ucranianos ou senegaleses se ponham a andar é apenas defender o generoso princípio de cada no seu lugar.
O problema, portanto, existe. Mas também é verdade que existe com muito menor dimensão do que a que poderia resultar da excitação causada pela eleição de Salazar num concurso e a colocação de um cartaz do PNR. É por isso mesmo que deve ser discutido. Por mim, se isto fosse um sítio sem medo, o cavalheiro, passe a expressão, do PNR era o próximo convidado da entrevista da Judite de Sousa. Mais vale o País perceber como o que o homenzinho tem a dizer é imbecil, do que fingir que ninguém o ouve nem o quer ouvir.

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comentários

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De Luis Oliveira a 06.04.2007 às 13:14

Henrique:

Eu percebo o raciocínio, e concordo plenamente consigo que não é abafando o problema que ele se resolve.

Mas conceder uma entrevista ao senhor no serviço público não é dar-lhe mais publicidade do que seria desejável?
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De David Silva a 08.04.2007 às 00:56

A ideia de expor este senhor ao público é boa. O pior é se ele acaba por conseguir reforçar a sua ideia. O que até nem é difícil.
Mais difícil será explicar como é que o livre movimento de bens e pessoas no espaço comunitário permite que cidadãos e mercadorias de todo o mundo cheguem a este pedaço de terra no extremo do mundo. É muito fácil ser contra emigrantes ou a favor de emigrantes. Difícil (mais uma vez) é explicar estas coisas às pessoas. Fácil é enumerar os resultados, as situações. E é só isto que o PNR tem de fazer, como têm feito todos os partidos extremistas no último século.
Será que a repetição da História é inevitável?

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