Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Ponham-se a mexer

por Francisco Mendes da Silva, em 18.02.11

Tenho muito respeito pelas angústias da minha geração. Mas a solidariedade termina onde começa a idolatria dos Deolinda e do seu novo cançonetismo de intervenção patético. A situação é péssima? Certo. As perspectivas não são melhores? Certíssimo. A música pop deve servir de voz a esta aflição? Errado. Desde quando é que a pop serve para pedir segurança e estabilidade, vidas burguesas e deprimentes, em escritórios e armazéns, com contratos vitalícios e subsídios de férias? Ainda sou do tempo em que os Oasis cantavam "is it worth the aggravation to find yourself a job when there's nothing worth working for?"

 

Se até a pop e o rock deixarem de ser um escape, então é que esta geração está mesmo lixada.

 

Lembremos os Jesus and Mary Chain: 

I had trouble but I found my star
I found myself an electric guitar
Well I was some kind of messed up kid
Now look what you did
Look what you did
You made me, yeah
You make me, yeah

Well I'm not preaching or making a case
I'm not trying to make the world a better place
Well I ain't evil, but I ain't good
I did what I could
I did what I could
To save me, yeah
To save me, yeah

I love rock'n'roll
I love what I'm do-ooing
I need rock'n'roll
Gets me where I'm going

Don't need money if you've got soul
And it don't matter if you're young or you're old
Well I don't worry what the people say
They say what they say
I go my own way
But that's me, yeah
It suits me, yeah

I love rock'n'roll
I love what I'm do-ooing
I love rock'n'roll
Gets me where I'm going

Don't need anyone
Don't need anything
Don't need anybody
I need rock'n'roll

Autoria e outros dados (tags, etc)


comentários

Sem imagem de perfil

De ze a 18.02.2011 às 13:19

sempre assim foi a burguesia anseia por divertimento enquanto o povo apenas deseja pão
Sem imagem de perfil

De Isa a 18.02.2011 às 13:41

Não lhe dês a importância que a música não tem, Francisco. Ela serviu apenas de mote. Eu, na minha opinião pessoal, acho ótimo. Se são precisos uns Diolinda para agitar as massas, acordar o povo do torpor, que venham eles. Depois disso, fica na mão dos descontentes, e dos que se solidarizam com eles, fazer barulho até que a coisa mude.
Bjos,
Pacheco Pereira ;)
Sem imagem de perfil

De Robin of Locksley a 18.02.2011 às 14:31

Deolinda = O Rei vai nú!
Sem imagem de perfil

De orlopesdesa a 18.02.2011 às 15:20

Bem vindos ao "Dia nacional da Generalização".
Qualquer generalização parola e bacoca será sempre bem-vinda. Hoje celebram-se os lugares comuns e a banalidade.
Assine a lista, por favor.
Sem imagem de perfil

De Lol a 18.02.2011 às 18:22

Rock é bue fixe, e quem ouve Deolinda ouve por estar preso a um ''cançonetismo de intervenção patético''.
Aliás, todos sabemos que o Rock não é ouvido nos dias de hoje. 
Na se ouve mai nada.
Nadinha.
Rien.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 18.02.2011 às 18:26


Na minha opinião pessoal, este é um dos melhores posts dos últimos anos!
Imagem de perfil

De João Távora a 18.02.2011 às 18:43

O post do dia, vá lá! :-)
Abraço
Sem imagem de perfil

De Herr Frederick a 19.02.2011 às 01:31

Esta geração parva é mesmo parva.
Estão quentinhos nas casas do pai e não fazem nenhum.
Vão à luta. Façam manifestações. Piquem essa merda toda. Trabalhem. Emigrem. Criem empresas. Estudem. Escrevam. Façam arte. Desenrasquem-se, meus amigos!
No meu tempo assentávamos praça, íamos para o Ultramar matar «pretos», emigrávamos, trabalhávamos no duros, nas obras, nos campos, não tínhamos essas merdas de telemóveis e essas marquices de redes sociais; enfrentávamos a policia; levávamos porrada mas também dei muito soco. cabeçada, mocada e pontapé.
Geração parva: sois mesmos parvos e mansos como bovinos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 19.02.2011 às 10:59

É graças a esta geracao do ultramar e do 25 de abril que Portugal encontra-se hoje na bancarrota.  A liberdade paga-se caro, e neste caso, quem a pagará com juros elevadissimos, serao os netos do 25 de abril, que como eu, e boa parte da populacao jovem activa, tem de emigrar em busca de oportunidades, inexistentes em Portugal, ou melhor, inexistentes para a esmagadora maioria da populaçao.  Os filhos da boa gente e dos partidos politicos, terao sempre os seus tachos garantidissimos, como prova agora o chumbo da limitaçao aos ordenados dos gestores publicos.
Toca a abrir os olhos; os Deolinda dao o mote, e quem censura a letra dos Deolinda, é porque nao conhece a dura realidade dos jovens Portugueses em busca de trabalho em Portugal.
Precisamos urgentemente da instauraçao de uma nova republica, e de uma nova constituiçao; desta vez, uma constituiçao que proteja verdadeiramente a maioria da populaçao, e nao apenas os juizes, advogados, politicos, gestores, presidentes de camaras, e afins!
   
Sem imagem de perfil

De Bruno Amaral a 19.02.2011 às 01:37

não discordo do post. mas está na moda o derrotismo. é tudo culpa dos outros. e até os contratos vitalícios, os empregos que não nos dizem nada e os subsídios de férias são motivo de escárnio. mas dão para comermos todos os dias quando tempos houve quando todos passavam fome. e ainda hoje muitos morrem dela. mas dão para comprarmos uma guitarra e um amplificador e, na casa que todos os meses ainda vamos tendo dinheiro para pagar, soltarmos para nós pelo menos aquilo que somos e mais ninguém conhece. e depois uns insignificantes milhares conhecem através da mensalidade que ainda nos permite chegar a toda a gente que nos quiser aturar .quando tempos houve em que a humanidade era uma massa indistinta que morria de peste e de fome. quando ainda hoje há quem morra de fome e cólera. e pagavam o dízimo de produção que lhes permitia manter a terra e as goelas intactas. mas dão para irmos passar umas férias de 5 dias a um destino tropical. quando tempos houve em que conhecer mundo era embarcar num caixão de madeira e atravessar atlântico enfrentando intempéries e escorbuto. queixem-se geração à rasca. hoje que tão pouco tempo, saúde, educação, meios temos para dizer mal de todos e pôr rótulos em tudo. não pensem pelas vossas cabeças que os há aí tão sedentos de pensarem por vocês. mal por mal sempre haverá alguém pior que nós. e melhor também.
Sem imagem de perfil

De Guedes a 19.02.2011 às 02:28

Deolinda não são apenas isto. São brilhantes na argúcia das palavras e das melodias. Há que conhece-los. Porque quem só os conhece agora prepare-se, porque deles podem esperar muito mais. Contem com eles!
Sem imagem de perfil

De Moi a 19.02.2011 às 03:34

Mais ainda? Já não chega?

Comentar post


Pág. 1/2