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Nobre convite, Nobre decisão - Não sufocou.

por Manuel Castelo-Branco, em 10.04.11

Fernando Nobre é, ao que dizem, um excelente médico. É um homem generoso, que deu parte da sua vida a ajudar aqueles que precisavam. É ao que dizem, um homem simpático e afável com um sentido humanista ainda que algo utópico.

 

Um dia, Fernando Nobre quis mais. A sua generosidade tinha de ter um sentido nacional, uma orientação pública, uma acção cívica. Convencido pelo seu amigo Mário Soares, decidiu encabeçar um movimento de cidadãos e por ingenuidade, opção ou condição serviu como um elemento de humilhação do PS e principalmente do vetusto Manuel Alegre. Teve uma votação honrosa (quase 600 mil votos) e muito mais do que aquilo que dele se esperava. Mas, ainda assim, Fernando Nobre não brilhou – nem pela profundidade ou qualidade das suas ideias, nem pela inovação ou pela forma combativa com que enfrentou o adversário. Não polarizou, nem criou inimigos. Foi um tipo simpático, mas que nem conhecia verdadeiramente as competências e limitações do cargo para o qual se candidatava.

 

Fernando Nobre, após as eleições disse-nos claramente que jamais aceitaria um cargo partidário. O seu movimento era de cidadania, seria através deste que a sua acção se iria desenvolver. A aproximação a um qualquer partido seria defraudar as expectativas dos quase 600 mil eleitores que nele confiaram. O seu director de campanha acrescentava “Vai existir o momento certo e a altura conveniente, sob a orientação de Fernando Nobre, para o aparecimento de algo que materialize essa expectativa e essa esperança. Nós nem queremos os votos como reféns da nossa intervenção política nem somos reféns de ninguém nem de nenhuma circunstância”,

 

 

Fernando Nobre pelos vistos defraudou-os e tenta agora chegar por via dos partidos, que tanto criticou, a uma cargo que os Portugueses, claramente não lhe quiseram dar.

 

PS Não contra os partidos, mas «contra o sufoco partidário da vida pública» foi outra das ideias defendidas por Fernando Nobre que se definiu como «apartidário, mas não apolítico».

 

PS2 "Dar uma indicação de voto seria apropriar-me de algo que não é meu. Há mais de 20 anos que nem sei em quem a minha mulher vota! [Risos]."

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comentários

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De trio odemira a 10.04.2011 às 19:28

O caralho.
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De Francisco Castelo Branco a 10.04.2011 às 19:42


A ideia de Passos Coelho é boa e muito Nobre. Ter Nobre como Presidente da AR é um excelente começo para quem quer "mudar" as caras.

E a credibilidade tem de vir de cima. Pode ser que haja uma renovação e o dialogo com o PR seja mais fácil.

Aplaudo a decisão

E ser Presidente da AR é tudo menos ser cargo partidário
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De f.gomes dias a 10.04.2011 às 19:46

Manuel Castelo ou Manuel "Abrantes"?
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De FF a 10.04.2011 às 21:42

Ó Manel só os burros é que não mudam de opinião.
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De Manuel Castelo-Branco a 11.04.2011 às 12:17

Estou de acordo meu caro. Só não sei quantas vezes se pode mudar de opinião nem tão pouco a rapidez com que se o faz!!!
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De Anónimo a 11.04.2011 às 12:08

Depois de Passos Coelho, Nobre. A Causa Monárquica tomou conta do PSD!

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