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Finalmente um terrorista do qual não somos obrigados a ter pena.

por Francisco Mendes da Silva, em 24.07.11

Anders Behring Breivik afirma-se como "nacionalista" e "fundamentalista cristão". Abomina a "islamização" da Europa, que julga permitida pelo multiculturalismo, promovido pelo liberalismo, introduzido pelo marxismo. Acha que devia atacar o coração desse processo "degenerativo" - os marxistas e os seus filhos (os líderes eventuais de amanhã, reunidos em confraternização partidária) - e que seria sua missão dar um exemplo de violência redentora, que pudesse ser depois repetido por essa Europa fora. Produziu um documento com as razões circunstanciadas da sua revolta - uma declaração de guerra que responde, no mesmo tom, à que Bin Laden fez ao Ocidente nos anos 90, e um programa de acção do tipo Mein Kampf (já deve estar em todas as inboxes da extrema-direita, aposto que acompanhada de e-mails com doses cavalares de pontos de exclamação).

 

Apesar de ter pensado mais como Travis Bickle do que como líder de organização militarista, a sua actuação deve ser tratada, do ponto de vista de quem julga e condena o terrorismo, como fundamentalmente semelhante à de um franchisado da Al Qaeda.

 

No entanto, algo me diz que desta vez seremos poupado à lenga-lenga das "causas mais profundas do terrorismo". Ainda bem. A Justiça não será atrapalhada pelo arrependimento antropológico ocidental.  

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comentários

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De Pedro a 24.07.2011 às 13:40

Está enganado. Muitos dirão que isto tem uma causa e que a causa disto é o islamismo e o multiculturalismo que destrói a nossa civilização. Anda distraído. 
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De Oderico Benzelhão a 25.07.2011 às 03:07

Pois digo, e digo também que muitos foram atacados pelo vírus do sentimento de culpa e ficaram com o cérebro todo infectadinho. E se continuarmos a dar ouvidos aos apóstolos  do multiculturalismo, qualquer dia os europeus estão transformados numa minoria étnica, na sua própria terra.
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De Anónimo a 25.07.2011 às 15:32

e se fosses fazer filhinhos à maria em vez de estares aqui a mandar postas tristes? 
é que depois quem anda por lá é o reinaldo kizomba e tu sempre a queixares-te dos problemas do multiculturalismo e da minoria branca.
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De Distraida daCosta a 25.07.2011 às 18:55


quem é o pacheco?
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De Pedro a 24.07.2011 às 14:11

Só mais uma coisa: aposto com quem quiser um almoço no gambrinus em como vai aparecer alguém a tentar provar que o tipo afinal era de esquerda ;)
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De Oderico Benzelhão a 25.07.2011 às 03:12

Não este não é terrorismo de esquerda.
A esquerda só apoia terrorismo bom, assim do tipo ataques suicidas contra os judeus e coisas afins. A esquerda é muito filo-islâmica e emociona-se muito com os mártires que matam em nome do profeta pedófilo. 
Viva o terrorismo de esquerda!
Viva o Hammas!
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De Anónimo a 25.07.2011 às 15:34

profeta pedófilo? mas algum daqueles padres católicos foi canonizado e ninguém me disse?
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De Anónimo a 25.07.2011 às 09:22

A foto dele em trajes maçónicos, em Portugal é muito esquerda, socialista e laica. Logo o tipo é da esquerda :)
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De Luís Rodrigues a 25.07.2011 às 13:17

E o templarismo é boé direita ou mesmo monárquico, e depois labrego?
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De João Lisboa a 24.07.2011 às 14:56

O pior é a irremediabilidade profunda da coisa:

http://lishbuna.blogspot.com/2011/07/impotencia-da-cultura-da-educacao-e-da.html
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De Alma Peregrina a 24.07.2011 às 16:11


Como eu não vou tentar provar que o terrorista era de Esquerda, não tenho que pagar o almoço a ninguém.

Mas o homem, além de todas as características mencionadas, também era maçon (ou aspirante de). E ninguém se parece ralar com isso...

http://www.youtube.com/watch?v=9giR4zoYnnw&feature=player_embedded#at=52 (http://www.youtube.com/watch?v=9giR4zoYnnw&feature=player_embedded#at=52)
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De JSP a 24.07.2011 às 16:51

Uma panela de pressão sem válvula de escape dá nisto.
A Dinamarca e a Finlândia anteciparam-se, melhor, estão a tentar antecipar-se, , via instituições, a estes casos - limite .
A Noruega , aparentemente, não acreditou nos "sinais"  -  e estes são de uma siplicidade quase ofensiva : aquela gente está farta dos governos que lhes impõem, sob a vigarice políticamente correcta do "multiculturalismo" pessoas e modos de vida que lhes são alheios e, muitas vezes, ofensivos.
 Espero enganar-me, mas esta onda vai varrer a Europa , pelo menos até ao Reno - de certo modo a sua fronteira natural.
 E exactamente no momento em que os EUA implodem...
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De Anónimo a 24.07.2011 às 17:46

É pá! Extrema direita é isto! Você quantos inocentes está a pensar matar um destes dias?! Vai aproveitar a Festa do Avante ou chega-lhe um acampamento de escuteiros onde haja um ou dois pretos?
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De Alma Peregrina a 24.07.2011 às 17:58


As pessoas não são lemingues que, quando frustradas, têm necessariamente de aliviar a sua libido numa qualquer actividade auto-destrutiva. As pessoas são seres livres e, como tal, capazes de escolhas morais e responsáveis pelos seus actos.

Esse tipo de racionalização é aquilo que se vê todos os dias aos pontapés entre os marxistas da cultura hedonista. Essa do "vai acontecer de qualquer das formas, portanto vamos transformar a sociedade à minha maneira" dá para justificar tudo, desde o eduquês até ao aborto.

Não, nenhuma "panela de pressão" justifica este tipo de actos. Há coisas no multiculturalismo que estão erradas? Há. Não será tudo, mas há. E daí? Vamos desatar a matar a torto e a direito? Vamos justificar o assassínio em massa? Não. O autor do post tem toda a razão.
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De João. a 24.07.2011 às 18:00

"No entanto, algo me diz que desta vez seremos poupado à lenga-lenga das "causas mais profundas do terrorismo". Ainda bem. A Justiça não será atrapalhada pelo arrependimento antropológico ocidental."  

 

A tese do Francisco foi rapidamente contrariada aqui mesmo na caixa de comentários.
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De Ferreira a 24.07.2011 às 19:24

Penso que não é suposto ter pena... nem foi feito para ter pena. O que se passou nada tem de anormal quando visto num contexto histórico recente - Timothy McVeigh nos EUA - ou num passado mais amplo: as ocasionais revoltas contra um senhor/estado.
Este caso extremo é apenas a ponta (pequena) de um iceberg que existe e os governos deviam perceber: Com as desculpas do politicamente correcto, multiculturalismo, integração, etc... assistimos a uma sociedade em que cada vez mais se penalizam os cidadãos tradicionais do país - via impostos, via crimes que são perdoados e que eles sofrem enquanto vítimas... - e despenalizam cidadãos recém-chegados, subsidiando os mesmos e facilitando a sua integração. Há uma altura em que se tem de mandar uma mensagem de chega a esses governos! Por vezes o voto não é o suficiente...
Pensem no caso português, pensem num trabalhador de Trás-os-Montes ou do Alentejo ... o que lhes dá o estado? Impostos e pouco mais. O que lhes retira? A escola, os apoios, o posto médico local...
Em contrapartida ficam sem luz porque alguém lhes rouba o cobre dos fios, são sujeitos a um pequeno crime que rapidamente é perdoado... tudo em nome de uma integração.
Enquanto os estados europeus politicamente correctos, fortemente reguladores (só para alguns), cobradores de impostos e com uma justiça nebulosa existirem, certamente haverá razões para a direita ser forte.
Poucos se lembrarão, mas o acto de Timothy McVeigh   resultou como vingança face a um estado que um par de anos antes tinha cometido o massacre de Wako.
Se na América existem razões históricas para o multiculturalismo, o mesmo não se passa na Europa (nem no resto do mundo), mas a Europa recheada de complexos marxistas, insiste em negar isso.
Os estados que continuem a apelar ao multiculturalismo e certamente conhecerão mais casos destes.
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De Slint a 24.07.2011 às 20:29

Ai na Europa não há motivo para isso? nem preciso ir muito longe. Portugal viveu 500 anos roubando as ex colónias, por isso eles tem perfeitamente o direito vir para cá buscar o que é deles. Essa conversa do imigrante é que é criminoso e tem culpa de tudo é mesmo de vagaroso mental, e até dissertava sobre isso mas não me apetece.
E culpares o Marxismo pelo multi culturalismo é ainda mais hilariante, quando se vivia na União Soviética sob uma "cortina de ferro" e ninguém saia, nem ninguém entrava só mostra um profundo desconhecimento, burrice e preconceitos, lê menos wikipédia e mais livros.
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De O Homem D'ontem a 24.07.2011 às 21:32


nao,eles veem buscar as migalhas.
a verdade é que o que tinha-mos já está em angola á muito tempo.
nao foi só o berardo que ofreceu as proprias acçoes como garantia para pedir um emprestimo á CGD para comprar 1000 milhoes em acçoes, que, curiosamente,e mesmo a jeito, deixam de ter valor num menos que nada, apezar de haver tanta gente a querer la meter tanto dinheiro. a isabel dos santos, filha do pretongas fez o mesmo. tanta gente a querer la meter dinheiro e aquilo nao vale nada...é que esse dinheiro já nao está ca, está em angola. juntamente com o Vara, a mota-engil e mais uns quantos que por cá "cairam em desgraça". o da viuva feteira só nao vai para lá porque é só um goblin do monte que caiu ali de paraquedas.
mas é justo. fomos para lá, "exploramos" aquilo que eles nao sabiam,nao podiam e nao queriam explorar, ofreçemos uns blocos de apartamentos jeitosos. depois eles decidem que querem ficar com o que la fomos por e nós deixamos. mas como,apesar de já saber reciclar, o gervásio nao sabe operar maquinaria pesada, partiram a merda toda, montaram uma fogueira na sala de estar.
mas graças a deus que existem uns gajos (incompreendidos na terra de origem,claro) que decidem fazer o bem e levar a minha reforma e a dos meus avós para ajudar o gervásio. graças a deus.
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De Ferreira a 24.07.2011 às 23:01

E qual o problema de Portugal ter tido as colónias e ter aproveitado o que lá havia?? Antes disso não vieram os árabes invadir o nosso território? E os romanos não saquearam as nossas minas? Usar a história para desculpa é treta. Os remorsos "da colonização" é para o lado que durmo melhor.
Marxismo não tem a ver com "cortina de ferro", aliás, se dependesse dos líderes europeus na viragem da década de 30 para 40, não me parece que existissem muitas diferenças entre Hitler, Estaline ou Churchill no que toca a aceitar novas culturas... Churchill "adorava" Gandhi, por exemplo...
A aceitação de culturas extra-europeias, a permissão de quase instalação de verdadeiras colónias nas cidades europeias (os arredores de Paris, por exemplo) é permitido/defendido pelo centro-esquerda europeu... a maneira mais fácil de os descrever é falando em marxismo...
Quanto ao comentário da Wikipédia , nem merece referência...
Citando um conhecido autor...

Many people have adapted to this genocidal system and some have even indirectly accepted their fate . They accept that the cultural Marxist multiculturalist regimes are in the process of wiping out European identity , our cultures , traditions and even our nation states . Many are brainwashed to a degree where they will defend this extermination program with their very life ."

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De Anónimo a 25.07.2011 às 15:37

de facto, eu defenderei com a minha vida a necessidade de acabar com as tradições europeias do genocídio étnico, xenofobia, perseguição religiosa, censura, etc, etc...
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De Ferreira a 24.07.2011 às 23:09

E, já agora, tinha-me esquecido desta pérola "conversa do imigrante é que é criminoso e tem culpa de tudo é mesmo de vagaroso mental"
Em momento algum refiro os imigrantes ou emigrantes. Nem os culpo de tudo. Pessoalmente prefiro culpar os governos e os políticos que permitem certas situações e fecham os olhos.
O emigrante é um personagem normal e a quem são devidos os seus direitos como em qualquer lado. Mas também obrigações... e geralmente o estado esquece isso em relação a alguns!
Um exemplo muito simples: É escandaloso se uma turista de calções ou um turista com uma lata de cerveja forem chamados à razão dentro de um templo cristão... agora que tal experimentar o mesmo dentro de uma mesquita, num país e numa cidade como Lisboa, por exemplo??
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De Anónimo a 25.07.2011 às 15:39

oub'lá, e tu não achas que essa cena dos templos cristãos é algo de que os crentes dessa fé se deviam orgulhar? ou para ti devia ser em todo lado como é nas mesquitas?
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De ferreira a 25.07.2011 às 18:29

Orgulhar será uma palavra forte, mas sim, gosto dessa liberdade... algo que herdámos da revolução francesa. Gostava é que essa liberdade fosse extensível a mesquitas sediadas na Europa. O meu problema não é o islamismo, é apenas querer impôr a sua visão na Europa. E os estados que o permitem estão errados.
Por exemplo, não me incomoda o tão polémico véu... incomoda-me é saber que nem todos optam livremente por ele.
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De Oderico Benzelhão a 25.07.2011 às 03:18

Se tu roubaste alguma coisa, está à vontade e dá-lhe aquilo que eles te exigirem. 
Eu, como não roubei nada a ninguém não admito que levem aquilo que é meu de direito. Era o que faltava, já me basta a corja que governa o país.
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De Anónimo a 25.07.2011 às 15:57

é teu por direito? e quem é que definiu isso, Deus?
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De Anónimo a 25.07.2011 às 01:05

E vais ser tu o próximo heroi a matar umas dezenas de inocentes (ou não)?! Que nojo de gente!
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De Um gajo armado em Messias a 24.07.2011 às 19:29

Consegue sempre seguidores

A alienação produz muitos messias

E os elementos estranhos numa sociedade conservadora
e pouco sujeita a mudanças durante décadas

também
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De lucklucky a 24.07.2011 às 19:47

"Poucos se lembrarão, mas o acto de Timothy McVeigh resultou como vingança face a um estado que um par de anos antes tinha cometido o massacre de Wako."


Não funciona,  demasiados inocentes morreram.
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De Ferreira a 24.07.2011 às 21:11

Não afirmei que tinha funcionado... Apenas refiro que o acto extremo reflecte o sentimento que existe numa maioria... é a ponta do iceberg, não significa que o iceberg pretenda agir da mesma forma ou aceite o acto extremo!
Quanto aos inocentes, o "valor da vida humana" é algo que resulta dos conceitos religiosos europeus. Ao fim de um dia, terão, provavelmente, morrido mais pessoas na Etiópia, com fome, e isso não fará cabeçalhos de jornais. Se calhar a NATO matará mais pessoas no Afeganistão ou na Líbia... a contagem de cadáveres só funciona em certos momentos e para certos lados... Dresden não tinha inocentes? Ou eles só estavam em Guernica?
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De lucklucky a 25.07.2011 às 17:59

Não seja pateta. Não há comparação possível Nato, Dresden, quando V2 caiam em Londres ou companhia. A reciprocidade e a sua ameaça é um dos factores fundamentais da civilização.
Se um dos lados ataca civis indiscriminadamente o outro tem obrigação de fazer o mesmo se disso depender a vitória.
Caso não tenha notado a Nato e os Russos têm armas nucleares para usar contra cidades e 90% dos portugueses apoiam essa política dos dois lados.


Se quiser tornar as coisas difíceis pense nos 70000 franceses mortos pelas bombas aliadas na libertação da França.
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De Anónimo a 25.07.2011 às 15:42

essa foi bem lembrada: o massacre de wako, não justificando de forma alguma a acção do mcveigh, foi um dos maiores crimes praticados por um estado auto intitulado de democrático contra os seus cidadãos, pelo menos até ao 11 de setembro. informem-se malta. 
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De lucklucky a 24.07.2011 às 19:56

Desenvolvendo...
Quer este ataque quer o de Oklahoma não atacaram o Poder. Atacaram pessoas, sim, edifícios governamentais, mas não significativos, não atacaram ao que supostamente o textos políticos dos autores levariam. Atacaram onde estariam muitas pessoas que não representam o mal no texto dos atacantes.
O que fica é que o ataque é contra a sociedade no seu todo, ou seja, muito do texto justificativo destes assassinos parece em boa parte uma tentativa de racionalização para o que pensam fazer.
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De Ferreira a 24.07.2011 às 21:23

Não atacaram o poder enquanto poder, mas atacaram as pessoas que o personificam... ou pelo menos as que representam essa face do poder. Repare que o ataque não foi contra a casa real - a nação - mas contra um partido que na óptica do atirador, favorece o multiculturalismo.
Note que não perdôo ou apadrinho o acto, mas apenas refiro que representam casos extremos que são sintomáticos do que muitos outros pensam.
Por outro lado o acto não se extingue no momento das mortes, mas perdura no tempo como exemplo. Se não tivesse existido Wako, nunca teria havido Timothy e este certamente serviu de modelo ao caso norueguês.
Neste livro http://en.wikipedia.org/wiki/Lords_of_Chaos_(book (http://en.wikipedia.org/wiki/Lords_of_Chaos_(book)) o autor identifica o Unabomber e Timothy como duas referências omnipresentes no pensamento da extrema-direita norueguesa.
Mesmo o governo americano, depois de Okhlahoma, passou a agir de forma diferente com os chamados freemen.
Os actos, no momento, podem não atingir governos ou os supostos alvos, mas deixam sementes para o futuro... o que tento dizer no meu texto é que os governos têm de pensar em como agir de futuro, pensar para quem querem governar...

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