Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012

não Filipe,

Vamos começar ao contrário. Eu não estou a discutir maçonaria, não estou a discutir transparência e também não estou a discutir procedimentos administrativos. O meu ponto sempre foi outro. Eu quero que os meus deputados tenham interesses. Muitos. Que tenham agenda. Muita. Que tenham causas. Muitas. Que tenham carreira. Redes de contactos e de influências. Quero que tenham vivido o mundo. Que o conheçam. O que não quero é este mundo tonto onde um deputado não pode votar matérias onde é parte interessada. O que não quero mesmo são deputados assépticos e esterilizados a caminho da profissionalização plena.

O país está a funcionar de compensações. Como não acreditamos nos políticos, como não conseguimos responsabilizar os políticos pelas decisões que tomam compensamos com a fiscalização prévia dos seus atos em género de obsessão voyeurística. E pumba. Temos cada vez mais deputados profissionais sem interesse ou interesses para registar.  


publicado por Rodrigo Moita de Deus às 22:47
link | Pedro Silva Pereira escreveu sobre faqueiros de prata
11 comentários:
De tric a 24 de Janeiro de 2012 às 22:59
"Eu não estou a discutir maçonaria, não estou a discutir transparência e também não estou a discutir procedimentos administrativos."
.
é claro que não está a discutir a maçonaria, está a branquea-la, que ainda é mais grave...o resto é blá blá


De tric a 24 de Janeiro de 2012 às 23:13
três lideres parlamentares maçons e dos principais partidos...o lider da UGT, tambem é maçon...( daqui a seis meses está a afirmar que o Governo não está cumprir o acordo assinado quando se aperceber do aumento abrupto da taxa de desemprego...) , a procuradoria-geral da republica é dominada pela maçonaria...o Tribunal Constitucional é dominado pela maçonaria...o Supremo Tribunal de Justiça é dominado pela maçonaria...o Ministério da Educação...nos serviços secretos portugueses!!?? etc...se a maçonaria é uma organização tão inocua, porquê então que ocupam os lugares chave no aparelho de estado, porquê!!??? um país cristão cujo o estado laico é dominado pela religião maçónica...palhaçada e da feia! e depois, como sendo a cereja em cima do bolo, o Ministro da Cultura Cristã de Portugal é um Rabi...


De Antero a 25 de Janeiro de 2012 às 11:09
E porque não falar da OPUS DEI e os seu interesses... 
porque não falar dos srs advogados/deputados que continuam a trabalhar nos seus escritórios...
porque não falar do sr. ministro que continua as segunda feira a trabalhar no escritório da sociedade de advogados que tem o seu nome, recebendo os seus clientes...
porque não dos negocio do estado que passam por estes escritórios de  advogados...
porque não falar da senhora ministra, que foi militante da JS e mantém vinculo com as 4 casas...
isto não será mais que branqueamento,  
continuam os pseudo-transparentes a desviar o foco das atenções, para continuarem os seus negócios...


De luis a 25 de Janeiro de 2012 às 07:40
\"O que não quero é este mundo tonto onde um deputado não pode votar matérias onde é parte interessada. \"

Esta frase só pode significar uma de duas coisas: ingenuidade ou favor. É evidente que um deputado não pode votar matérias em que seja parte interessada; no mínimo, ainda que seja permitido, deve conhecer-se o interesse. Agora, votar como se fosse em consciencia e em prol do interesse publico quando, na verdade, se está a olhar para o bolso, é algo que nao deve ser permitido ou que, pelo menos, deve ser conhecido.



De Gustavo Gouveia a 25 de Janeiro de 2012 às 08:12
Rodrigo,

Concordo plenamente. Em todo o caso, o currículo da maioria dos deputados é ignorado pelos eleitores. Em modo campanha legislativa, a nossa influência sobre quem efectivamente entra ou não para o parlamento, é muito reduzida. Da lista proposta pelo PS, partido onde milito e no qual votei, só conhecia meia dúzia de caras. Talvez funcione nas regiões mais pequenas, mas não em Lisboa/Porto onde os aparelhos partidários - tão ou mais obscuros do que a própria maçonaria - asseguram a eleição duns badamecos que nunca se prestaram a declarações pessoais nem de qualquer outro tipo - e aterram, como se nada fosse, no órgão máximo legislativo da república Portuguesa. E mesmo, que uma vez empossados, assumam perante o povo que praticam sodomia canibal (ou algo do género), passará despercebido. Funciona assim há quase 40 anos


De jcd a 25 de Janeiro de 2012 às 09:11
Vejo aqui algumas frases começadas com eu. Este post deve ter sido escrito pelo Manuel Monteiro.


De tenho medo de dizer quem sou a 25 de Janeiro de 2012 às 11:22
"Eu quero que os meus deputados tenham interesses. Muitos. Que tenham agenda. Muita. Que tenham causas. Muitas. Que tenham carreira. Redes de contactos e de influências. Quero que tenham vivido o mundo. Que o conheçam."

Eu também, só não quero que esses interesses se sobreponham ao público, que essa agenda não condicione a agenda do Estado, que as causas não sejam contrárias às causas nacionais, que a carreira profissional nao lhes tolde o dever de serviço público, que a rede de contactos e de influências não os contacte para influenciar as suas decisões e que o mundo que viveram não os faça querer conhecer um mundo mais proveitoso.

Não acreditamos nos políticos? talvez, mas confesse que eles, ultimamente, também não têm feito muito para mudar esta ideia.



 


De Paulo Correia a 25 de Janeiro de 2012 às 13:05
O Rodrigo esta a por a pata na poça...


De Octávio dos Santos a 25 de Janeiro de 2012 às 14:43
«Fiscalização prévia dos seus ATOS»?

Pois, já não dá para duvidar; as anteriores e recentes ocorrências não foram lapsos. Você, Rodrigo Moita de Deus, suposto monárquico e de direita, também se rendeu ao «aborto ortográfico» «só-cretino». Qual Darth Vader, rendeu-se ao lado negro da «força».
Eu, se fosse membro do 31 da Armada, proporia que você fosse expulso.


De Álvaro a 25 de Janeiro de 2012 às 20:04
«Como não acreditamos nos políticos, como não conseguimos responsabilizar os políticos pelas decisões que tomam compensamos com a fiscalização prévia dos seus atos em género de obsessão voyeurística»

Agora os coitadinhos são os deputados... O que importa não é responsabilizar os políticos, é criminalizá-los. É retirar-lhes a imunidade. Roubo é roubo em qualquer parte do país, é questão de provar e punir esses casos. Mas claro que se isso fosse aplicado geralmente, uma razoável fatia da população portuguesa ia para a prisa, ou então deixava de roubar se fosse esperta. É bruto, mas só pode ser verdade:: se os criminosos estivessem na cadeia talvez pudéssemos viver em liberdade. Punir está muito antes de vigiar.


De Canudo a 27 de Janeiro de 2012 às 00:14
ahahahahhahahah


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