Vale a pena ser lido por eurofílicos e eurofóbicos, por crentes e por não crentes, por socialistas e por conservadores. Sobretudo por aqueles que têm pressa, muita pressa, em decretar a pátria e a identidade europeias que hoje poucos ou quase nenhuns sentem como suas.
O caminho para uma maior integração e para a compreensão mútua - "identidade comum" parece-me um objectivo excessivamente ambicioso e longínquo - passa mais pelas pessoas concretas e menos, muito menos, pelos decretos e pelas engenharias institucionais. E pelo passar do tempo. Por muito que isso lhes custe.