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por Rodrigo Moita de Deus, em 28.08.17

Não foi bem censura. A Porto Editora comportou-se com o governo como quem se comporta com o seu maior e mais importante cliente. E isso não é muito melhor.

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De AB a 29.08.2017 às 15:05

É mais subtil. O Estado não é o cliente.
Assumindo que a pressão sobre a editora se deve ao lucrativo negócio dos manuais escolares, o cliente não é o Estado, são as pessoas que têm de comprar esses manuais. E aí, sendo o Estado o dono da educação pública, faz algum sentido que haja recomendações.
O que o Estado fez foi alargar a sua esfera de influência àquilo que se pode chamar a educação privada. Nada de novo para quem viveu no Portugal fascista de Salazar, ou para quem vive nos vários regimes totalitários que por aí há.
Dada a diligência da Porto Editora em obedecer ao regime, e o encolher de ombros geral, diria que vêm aí mais recomendações, e já agora, que este país não merece a liberdade que tem gozado.

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