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por Rodrigo Moita de Deus, em 28.08.17

Não foi bem censura. A Porto Editora comportou-se com o governo como quem se comporta com o seu maior e mais importante cliente. E isso não é muito melhor.

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De gato a 29.08.2017 às 19:52

O tristemente cómico é que os dois livros foram lançados no comércio há um ano. Então, ninguém 'acusou o toque'. E nunca foram livros 'obrigatórios', nem pouco mais ou menos.

E estes animais dum clube de invertidos ignoram, como é próprio de cavalgaduras, que os cães mijam de perna alçada e que as cadelas mijam agachadas.
Orai por nós, pecadores...
PS: Sempre convivi profissionalmente (e chefiei durante 39 anos) invertidos dos dois sexos. A restante 'malta' sabia que eu nunca toleraria uma piadola ordinária sobre estas pessoas.
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De AB a 29.08.2017 às 21:30

Não sei se é tristemente cómico que só agora tenham acusado o toque. Se pensarmos que agora já se encontram numa posição de poder que há um ano não tinham, então não é triste nem cómico, é mesmo perigoso. Isto pode ser apenas uma experiência-piloto, ver a reacção.
E a reacção não podia ser pior. Uma coisa de que não se fala é das outras editoras. Qual é a reacção das outras editoras?
A Porto Editora podia e devia ter recusado a retirada dos livros. Possivelmente seria punida depois na questão dos manuais escolares - mas se os outros editores boicotassem os manuais até a Porto Editora ser incluída, ou mesmo se tivessem apoiado a PE nisto, o governo teria de recuar ou mostrar o jogo. E na minha opinião o governo recuava. Na minha opinião o governo recuava se a Porto Editora se recusasse a retirar os livros.
O caso é que os retirou. Amanhã serão outros livros, e outras editoras, porque no fundo isto diz respeito a todas as editoras, diz respeito a livreiros, imprensa, escritores, jornalistas - e leitores.
Ora isto é censura, e não há boa censura e má censura - é toda má. Num país livre eu tenho o direito de ler tudo.
O que o Estado deve garantir é que ninguém cause dano a outros ou às suas propriedades. Essa é a lei. O que eu penso, digo, ou escrevo, não é da alçada do Estado. As pessoas são livres de achar um livro meu bom ou mau, comprá-lo ou não, e escrever artigos sobre ele. O Estado deve deixar as pessoas fazerem o seu próprio juízo e terem liberdade de o exprimir.
O que o Estado deve garantir é que a lei seja respeitada, e que não se matem gays, mulheres, cães, ou a mim, por causa dum livro. Um Estado que teme palavras, idéias, por mais repugnantes que sejam - e no caso destes livros isso nem é o caso - é um Estado fraco e violento, um Estado que, não tendo capacidade de ensinar, reprime.
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De CSJ a 30.08.2017 às 11:44

Muito bem.

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