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por Rodrigo Moita de Deus, em 22.11.17

Ainda sobre a escola pública. Adoro aquele "argumento" repetido do "não fale do que não sabe". Claro que não sei nada sobre o assunto. Sou só pai, contribuinte e cidadão.

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De AB a 22.11.2017 às 20:34

A partir do momento em que os professores passam trabalhos de casa somos todos professores.
É claro que sabemos os coitados que são os professores, eles estão frequentemente nos media a queixar-se.
Não falar do que não se sabe implicaria que alguns professores não falassem nas aulas.
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De Anónimo a 23.11.2017 às 01:10

E todos tivemos aulas - logo somos especialistas.
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De António Fernando Nabais a 23.11.2017 às 08:16

Vou abrir uma garagem, uma vez que já conduzo há quase trinta anos. Vou passar a arranjar o meu computador em casa, porque o uso há mais de vinte anos.
Na frase "não fale do que não sabe", não concordo com a exortação a que se cale. O resto é verdade: não sabe.
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De AB a 23.11.2017 às 13:23

A si vou-lhe responder.
Talvez você não tenha competência para abrir uma garagem (ou será que quis dizer uma oficina, Sr. Professor?) só por conduzir há 30 anos. Mas - e responda por favor - ao fim deste tempo não sabe avaliar se uma oficina é competente ou não?
Igualmente com o computador; quando compra um e é uma porcaria, não consegue perceber que comprou mal? Tem de tirar um mestrado em informática para perceber que o disco interno não funciona?
Portanto se eu não sou professor não posso avaliar um professor, porque não sei. E se você fôr buscar o carro à revisão e faltar uma roda, você não diz nada porque o mecânico lhe diz que ele é que estudou e ele é que sabe?
Poupe-me. Eu não preciso saber agronomia para saber que uma laranja está podre.
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De Anónimo a 23.11.2017 às 14:29

Pronto, para quê estudar ciências educativas, comparar sistemas educativos, compreender a gestão da escola pública Vs escola privada, qdo temos a resposta na técnica da laranja. Pede para ser poupado mas não se escusa a poupar os outros da orgulhosa ignorância própria.
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De António Fernando Nabais a 23.11.2017 às 14:39

Muito obrigado pela sua resposta.
Se consultar um dicionário, descobrirá que "garagem e "oficina" podem ser sinónimos. Deixe-me aproveitar para o informar de que "for" não tem acento.
Muito obrigado, também, por, afinal, concordar comigo. Vejamos: na realidade, ambos temos conhecimentos na óptica do utilizador, tal como expliquei no meu primeiro comentário. Assim como eu, efectivamente, estou em condições de ter uma opinião que me leve a mudar de mecânico ou de perceber se o meu computador está a funcionar bem, o Rodrigo conseguirá ter uma percepção bastante apurada da qualidade dos professores dos seus filhos.
O facto de não ser professor, ainda assim, não o impede de saber de Educação, mas a verdade é que quase tudo o que diz ou escreve mostra a sua vasta ignorância sobre o assunto.
Assim, ser pai, cidadão e contribuinte (e que não fosse) concede-lhe pleno direito a ter opiniões sobre Educação ou sobre laranjais. Que exprima essas opiniões num programa televisivo, arrogando-se de uma autoridade que não possui e revelando a ignorância que revela, é grave, mas depende da sua consciência e de haver quem lhe pague por isso.
Pela minha parte, fico a aguardar um convite para explicar aos telespectadores que carro deverão escolher ou que computador deverão comprar. Fique descansado: recusarei.

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De AB a 23.11.2017 às 16:55

Eu escrevo segundo o acordo ortográfico de 1638, mas obrigado pela correcção - ou correção.
Do fundo da minha vasta ignorância tenho o dever de o informar que não sou o Rodrigo Moita de Deus, o qual, quando responde, tem por hábito usar o nome dele e não o meu nickname. A ignorância dele é mais vasta que a minha, estou certo.
De facto, não estudei para ser professor. Como muitos professores também não estudaram, foram lá parar.
Não me preocupa a minha vasta ignorância sobre a profissão, preocupa-me a vasta ignorância dos professores sobre a profissão. Como o devia preocupar a si.
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De António Fernando Nabais a 23.11.2017 às 17:12

Tem toda a razão, parti do princípio de que era o autor do "post". Peço desculpa a ambos, portanto.
Pelo pouco que li, o AB, de qualquer modo, está pronto para substituir o Rodrigo no "Último apaga a luz" (pode haver uma urgência), uma vez que os seus comentários revelam a mesma sobranceria e a mesma capacidade para fazer generalizações sem sustentação. É ainda mais fácil do que passar trabalhos de casa: basta dizer frases como "muitos professores também não estudaram, foram lá parar" (até porque, como se sabe, há muito mais oferta do que procura na minha profissão) e "preocupa-me a vasta ignorância dos professores sobre a profissão" (não é preciso demonstrar, basta afirmar). De certeza que não é o Rodrigo? São tão parecidos.
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De AB a 23.11.2017 às 18:04

Não sou o Rodrigo, garanto-lhe. Fui aluno, sou pai de alunos em idade escolar, vou às reuniões, falo com os professores, conheço professores, e fui casado com uma professora. Sei mais ou menos do que falo, embora eu não tenha a mínima vocação para exercer o professorado (mas ao menos eu não sou professor).
Há laranjas podres na sua congregação, e não devia defendê-las. E sim, conheço professores que são professores porque não tiveram outra saída profissional, ou não quiseram maçar-se e foram pela "via ensino".

Aquilo que eu ensino aos meus filhos é que nunca se esqueçam que o sistema educativo público está montado contra os alunos, porque é do maior interesse dos governos manter uma populaça inculta. Respeitem o professor, tenham as boas notas, e nunca se esqueçam disso. Aprendam a aprender sozinhos.

Como estão regularmente no quadro de honra, são pontuais, e muitas vezes pedem aos colegas que se calem para ouvir a aula, devo estar a fazer algo bem. Mas têm um horário de estivador, comem carne podre, têm trabalhos de grupo em semanas de testes diários, e estão sujeitos a todo o tipo de agressões na escola.

Acho bem que os professores se preocupem com os professores. Eu preocupo-me com os alunos, alguém tem de o fazer e os professores não o fazem.

Você é um idiota. Letrado, mas um idiota. A minha sobranceria vem do facto de eu lhe pagar o ordenado e você não me pagar o meu. Vem do facto dos seus colegas me dizerem uma e outra vez que o nosso trabalho como pais é crucial, porque na escola não podem ensinar tudo - se é crucial, se faço parte do processo, tenho uma palavra a dizer, ou não?

Faça o seu trabalho! Lute por um sistema educativo decente!
Eu faço a minha parte e forneço ao sistema miúdos decentes. Interesso-me. E não gosto do que vejo.

Senhor António Nabais, no meu tempo de liceu, tivessem os professores o azar de marcar cinco testes numa semana e mais um trabalho de grupo, havia uma RGA, uma greve dos alunos, e os professores nem podiam pôr os pés na escola até as coisas acalmarem. Se calhar temos de voltar a esse tempo, para que os professores entendam para que serve a escola, e quem devem servir.
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De Anónimo a 23.11.2017 às 23:58

Senhor AB / Rodrigo Moita de Deus,

As suas palavras impõem que faça alguns esclarecimentos:

1 - sou boa mãe, contribuinte cumpridora, cidadã responsável e, além disso, professora competente;

2 - você não me paga o ordenado; contribui tanto como eu (partindo do princípio que paga os seus impostos) para assegurar o bem público comum, nomeadamente, as despesas com a saúde e a educação; o seu ordenado não sei se pago, pois não sei o que faz nem sequer se faz alguma coisa, para além de responder grosseiramente e de modo insultuoso a comentários corretos e educados que outros comentadores fazem neste blog;

3 - numa relação de trabalho, o estatuto de entidade pagadora não lhe confere só por si o direito de ser sobranceira e arrogante com o trabalhador que lhe presta o serviço. Pensar o contrário, para não entrar em questões políticas e sociais mais profundas, é, no mínimo, absurdo e ridiculamente "sobranceiro" e "miserável";

4 - o facto de os professores seus conhecidos serem "professores porque não tiveram outra saída profissional, ou não quiseram maçar-se e foram pela "via ensino" ", diz muito sobre si também - "diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és"; estará talvez na hora de se relacionar com outro tipo de gente...

4 - se os meus colegas lhe dizem "uma e outra vez que o nosso trabalho como pais é crucial", acredite, porque é verdade. Tal como é verdade que você tem uma "palavra a dizer""como parte do processo", dentro das competências que a lei lhe confere, como pai e encarregado de educação. Faça o seu trabalho, seja pai, eduque, oriente, preocupe-se com os seus filhos e deixe que os professores façam igualmente o que lhes compete;

5 - se o retrato que faz da escola onde matriculou os seus filhos é real, mais uma vez lhe digo, faça o seu trabalho: denuncie a situação com urgência, lute pelos direitos dos seus filhos, ou transfira-os para outra. Que tipo de pai permite que os filhos "comam carne podre" e "sofram todo o tipo de agressões" na escola onde os inscreveu, instigando-os a aceitar toda a espécie de humilhações para obter boas notas e figurar no quadro de honra?!... Desculpe que lhe diga, mas a fazer fé nas suas palavras, não "deve estar a fazer algo bem", aliás, garanto-lhe, não está a fazer nada bem;

6 - como mãe, ensinei os meus filhos a confiarem nas instituições públicas e na democracia e a respeitar os outros como pessoas, pelo que são, e não por serem professores, ministros ou escrevedores de blogues, nem pelo benefício que deles poderão vir a obter. Nunca me arrependi e eles agradecem-mo;

7 - não faço ideia de qual é "o seu tempo de liceu", mas desde 1960 a esta parte não é certamente. Antes de 1974 não existia tal situação, os testes normalmente nem eram marcados ou eram-no de véspera, podiam realizar-se todos os dias da semana (inclusivamente ao sábado) e mais do que um por dia e os alunos obedeciam sem contestação; depois da revolução e dos tempos conturbados que se lhe seguiram, marcados de facto pelas greves, pelas RGA e por alguns saneamentos de professores, até ao momento presente, nunca tive conhecimento de RGA ou de greves dos alunos e de "professores (que) nem podiam pôr os pés na escola até as coisas acalmarem", "como reação ao facto de os professores marcarem cinco testes numa semana e mais um trabalho de grupo". Nas escolas que conheço e conheci ao longo da minha vida de aluna, professora e mãe, os alunos estiveram sempre mais preocupados e envolvidos com outro tipo de problemas. Não sei portanto a que tempo se refere e o saudosismo expresso nas suas palavras assumiriam estranhos e bafientos laivos de Velho do Restelo, não fora o referido facto de tal passado não existir a não ser na sua imaginação fértil e "Rambolesca".

Disse.

Não se incomode a responder. Não lerei. Não tenho intenção de revisitar este sítio que desconhecia até há uns dias atrás.
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De Anónimo a 28.11.2017 às 14:48

Colega, se alguma vez ler este comentário: Assino por baixo. Também sou mãe e professora. Tenho 54 anos e nunca vi nenhum professor que não pudesse por os pés na escola. Esse senhor é tal como o outro: um miserável.

E para si, senhor iluminado que tudo sabe e que tem amigos que foram "parar ao ensino": emigre e não volte mais.

E já agora,não se incomode a responder. Não vou ler. Não sabia que existia este nojo de blog até há poucos dias atrás e vou-me esquecer que isto existe.
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De António Fernando Nabais a 24.11.2017 às 00:22

Vou começar de forma educada: talvez não me tenha feito entender (que é, por vezes, uma maneira polida de fingir que o outro tem dificuldades de compreensão).
Tem de ler mais, AB, porque é da prática que nasce perfeição. Eu nunca defendi as laranjas podres, que as há na minha profissão e em todas. Limitei-me a dizer que o facto de conseguir identificar uma laranja podre não faz de mim um especialista em agricultura. Para não corrermos o risco de não perceber a imagem: o facto de conhecer alguns professores não faz de si um especialista em Educação. Pelo menos, não tem um púlpito televisivo à sua disposição.
Também conheço pessoas que foram para uma qualquer profissão porque não encontraram outra saída, o que não quer dizer que me ponha a dizer mal dos oficiais do mesmo ofício, mas o AB, como qualquer ignorante atrevido, é mestre em generalizações.
Ainda bem que os seus filhos respeitam os professores, já que o pai deixa muito a desejar.
Os horários dos alunos não são feitos pelos professores e dependem de um currículo muitas vezes mal estruturado e, em muitas escolas, há problemas com a alimentação e há descoordenações e há agressões. Dizer que os professores não se preocupam com os alunos é tão insensato como dizer que todos os professores se preocupam com os alunos, mas haverá muito pouco a fazer, quando alguém se exprime por generalizações de conversa de café.
Quando alguém como o AB me chama “idiota”, fico muito mais descansado e limito-me a encolher os ombros pacientemente, porque o mundo está cheio de gente que prefere generalizar a pensar e substitui argumentação por insultos. Espero que os seus filhos não leiam o que escreve, porque um mau exemplo é sempre mau conselheiro.
Percebi que quem paga o ordenado a alguém tem direito a ser sobranceiro. Espero que o AB não seja patrão de ninguém. Deixe-me, ainda, explicar-lhe (sem sucesso, já sei) o seguinte: o meu patrão é o Estado, que obtém receitas a partir dos impostos, e é o Estado que me paga. O AB não me paga nada.
Já lhe disse que tem muitas palavras a dizer, tal como eu. Sujeita-se, como eu me sujeito, a que alguém o critique. De resto, fale, exprima-se, homem!
Também não gosto do que vejo, faço o meu trabalho e luto por um sistema educativo decente, mas contra muitos ventos e marés, a começar num ministério da Educação dirigido por incompetentes a comentadores televisivos que mancham uma classe inteira por pura ignorância e porque confundem uma árvore com a floresta.
O regulamento interno varia de escola para escola e há algumas em que se estipula um número máximo de testes por semana. Faça o seu trabalho como encarregado de educação: intervenha, proponha, critique os professores, se for caso disso. Se parte do princípio que as coisas se devem resolver com base em ameaças, estamos conversados.
Entretanto, lamento que não tenha bebido chá suficiente em pequenino. Agora, nem aos potes. Durma bem. Caso deseje, deixo-lhe a última palavra.
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De António Fernando Nabais a 24.11.2017 às 00:33

Uma pequena (auto)correcção: os horários dos alunos podem ser feitos por professores, mas sempre com a coordenação das direcções e dependendo de muitas imposições externas à escola e comuns a todos. Ainda assim, é verdade que há escolas que conseguem ter horários melhores. Mais uma vez, cabe também aos pais (e mais depressa aos pais, porque os professores fazem parte de uma cadeia hierárquica) tentar influenciar, criticando, se necessário.
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De AB a 26.11.2017 às 13:42

Não vi nenhuma greve por causa da comida nas cantinas. De resto, já percebi que reconhece alguns erros do sistema. Ainda não os reconhece todos. Por vezes é necessário estar mais de fora para ver melhor. É uma inevitabilidade, não se pode ver simultaneamente a paisagem e o pormenor. Quanto aos meus filhos, se os tivesse numa das suas turmas ia gostar deles.
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De AB a 26.11.2017 às 13:44

Sobranceria é algo que você me atribuíu. Não me conhece, e não conhece a palavra - não a devia usar.
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De Anónimo a 23.11.2017 às 11:07

quer dizer que um pai de 12, que desconta há 40 anos e que é cidadão há 80 é o maior especialista em escola pública...
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De Anónimo a 23.11.2017 às 14:25

Faltava a vitimização. este moço é um cliché.
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De Anónima a 25.11.2017 às 12:13

"A NextPower do Liberal MoitadeDeus e o Estado
NOVEMBRO 25, 2017 ~ 1 COMENTÁRIO
É uma empresa com um senior partner, um head of costumer operations, um head writer e uma head of digital (uóte? rili? áreiussériouse?).

É uma empresa cujo líder é um liberal, que abomina o Estado e qualquer dependência em relação a ele que fique com o dinheiro dos “nossos impostos”.

A menos que sirva para sacar contratos. Em 2017 foram já 6 num total acima de 150.000€, melhorando dos 3 em 2016, num valor acima dos 130.000€. Mas percebe-se que houve tempos mais faustos: quase 250.000€ em 8 contratos em 2015, mas os melhores anos foram os de 2011 a 2013, com 15 contratos a valerem mais de 900.000€.

Foram 42 contratos entre 2010 e 2017, todos por ajuste directo, num total superior a 1.851.000€. Tudo saído dos “nossos impostos”, “dinheiro dos contribuintes”. Nada mau para malta liberal e empreendedora que não gosta de ganhar a vida à conta do Estado e que se preocupa muito com os “miseráveis” professores e o seu salário. Muito menos numa área tão fulcral para a produção de riqueza e desenvolvimento da Pátria como a “comunicação”.


(nota-se uma certa concentração dos contratos em torno de Cascais e da sua autarquia… porque será? terá alguma coisa a ver com o PSD? é que ele foi da Comissão Política entre 2012 e 2014…)"
Fonte: https://guinote.wordpress.com/2017/11/25/a-nextpower-do-liberal-moitadedeus-e-o-estado/
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De José Manuel Maia Lopes a 25.11.2017 às 20:32

E para além disso é também uma beringela bem redondinha e lustrosa que nasceu com o cú virado para a lua...! Tenha juízo homem...!
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De Anónimo a 28.11.2017 às 20:43

AB, qual a sua profissão?

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