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Parabéns ao FCP (II)

por Paulo Pinto Mascarenhas, em 06.12.06
Francisco, agora com calma, vamos reler (só os sublinhados, se preferires):

"Parabéns ao FCP
Os resultados europeus desta semana são um retrato da qualidade do campeonato português. O Porto continua nos Campeões Europeus, o Benfica só consegue a UEFA - e o Sporting fica em casa. Dito isto, não posso deixar de acrescentar que se o FCP já é um clube grande, quase tão grande em termos internacionais como o Benfica, continua a ter adeptos e uma massa associativa de clube pequeno. Muito pequeno, de província, coitados. Porque só adeptos de clube de província podem festejar com mais entusiasmo ao intervalo o golo do empate do Manchester contra o Benfica, do que o próprio apuramento no final do jogo."

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comentários

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De Luis Clemente a 06.12.2006 às 23:51

PPM isso é tudo raiva? essas palavras de chamar pacovios e provinciar todos os apoiantes de um clube é de muito mau tom, os pacovios de Lisboa também usam associações fascistas e não é por isso que dizemos que os pacovios de lisboa são nazis
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De Francisco Mendes da Silva a 06.12.2006 às 23:59

Paulo,
Podíamos sublinhar exactamente ao contrário e verificar o teu ressentimento em todo o seu esplendor.
Deixa lá os pequeninos que nós lá vamos andando. Pobretes, mas alegretes; poucos, mas bons.
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De Paulo Pinto Mascarenhas a 07.12.2006 às 00:09

Estou todo ressentido, Francisco.
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De Francisco Mendes da Silva a 07.12.2006 às 00:25

Estás pouco lixado, estás. Quando perderes no fim-de-semana para o campeonato começas a relativizar as coisas e isso passa-te.
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De Paulo Pinto Mascarenhas a 07.12.2006 às 00:35

Aí admito que festejes. Mas começem a festejar mais as vossas vitórias - enquanto duram - e não continuem tão obcecados com o Glorioso,que só vos fica mal. Até parecem que estão ressentidos com alguma coisa. Vejam lá e se conseguem ganhar ao Barcelona ou ao Chelsea, que eu ficarei muito contente com isso.
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De Francisco Mendes da Silva a 07.12.2006 às 01:41

Nós vamo-vos vingar a Manchester. Só para mostrarmos que não temos ressentimentos.
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De Timóteo a 07.12.2006 às 04:30

e não é caso para se estar ressentido??

veja:

http://origemdasespecies.blogspot.com/2006/12/o-cantinho-do-hooligan_06.html

http://kontratempos.blogspot.com/2006/12/blogger-de-bancada.html

http://avatares-de-desejo.blogspot.com/2006_12_01_avatares-de-desejo_archive.html#116540860604229134
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De lipemarujo a 07.12.2006 às 08:04

Nem com calma e com os tais sublinhados o PPM consegue de facto ler o que escreveu? Não consegue pesar as palavras e a generalização que faz?
Acha que o mesmo não acontece na Luz ou em Alvalade? Se de facto não acha isso estamos conversados.

O futebol é de facto um campo àparte, em que, se eu generalizar também, poderia dizer que demonstra bem o tipo de raciocínio que se tem sobre inúmeras outras matérias.
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De Gabriel Silva a 07.12.2006 às 10:26

Caros,
Relembro alguns clubes muito «pequenos» , de «província», cheios de «adeptos de província», como sejam o Barcelona e o Real Madrid. Só quem nunca esteve naquelas cidades é que não sabe a alegria que vai pela alma daquele parolos sempre que o clube rival leva com mais um seco. É provincianismo, mas este deve ser do bom. Já se tal se passa acima de Vila Franca de Xira, (divisória mental do norte para quem vive a sul), é mais coitados. Coitados mesmo é de quem acha que se deve torncer pelo clube adver´sario. Isso sim é provincianismo, do Pior, mesmo.

Uma das melhores histórias que conheço passou-se com o Celtic de Glasgow. Quando foram à final de Sevilha, enviaram 10 mil postais para a sede do Glasgow Rangers a dizer simplesmente: «Estivemos aqui». O Rangers retribuiu a simpatia quando recebeu de pé e com faixas a dizer «Remember Sevilla» e Thanks» o FC Porto que lá foi jogar uma eleminatória qualquer. Coitados. Provincianos é o que é.

P.S. sou adepto e sócio do Boavista FC e nutro igualmente um saudável e desportivo desprezo pelo outro clube conhecido da cidade, aquele que fica na freguesia de Campanhã, quem vai a caminho de Rio Tinto.
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De Gabriel Silva a 07.12.2006 às 10:31

Haverá coisa mais bairrista e provinciana do que achar que os outros devem torcer pelos clubes de que não se gosta apenas porque se partilha uma casual nacionalidade?
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De essagora a 07.12.2006 às 12:12

Realmente, acho uma certa piada ao pessoal que acha que sabe como é que todos os outros devem abordar cada situação.

A sério. Quer dizer, segundo o PPM , cada portista é obrigado a torcer pelas equipas portuguesas quando jogam contra estrangeiros. E porquê? Porque sim. Porque PPM acha que o contrário é ser provinciano.

Deve ser por isso mesmo que também devemos torcer pelas equipas da mesma cidade quando jogam contra equipas de cidades diferentes. Ou seja, um benfiquista deve sempre torcer pelo Sporting, quando este joga contra o Beira Mar, ou a Académica de Coimbra, certo? Caso contrário seriam provincianos, e benfiquistas provincianos é coisa que não se vislumbra por muito que se queira.

Do mesmo modo, nós também torcemos sempre pelas selecções europeias quando jogam contra selecções de outros continentes. Faz tudo parte do nosso espírito cosmopolita e desempoeirado...


Mas vá lá, como este rótulo de provincianismo vem embrulhado num reconhecimento da superioridade da capacidade actual da equipa do Porto, deveríamos aceitar isto com muita boa disposição. Senão, valha-nos Deus, estaríamos apenas a confirmar o nosso provincianismo...
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De Paulo Pinto Mascarenhas a 07.12.2006 às 18:13

1. essaagora, com o último parágrafo, tirou-me as palavras que ia escrever ao amigo Gabriel Silva (desculpa Gabriel, mas nõa é comparável a realidade espanhola com a portuguesa, a não ser que tu me digas que o Porto aspira a um estatuto de autonomia semelhante ao da Catalunha).

2. lipemarujo, não assiste no Estádio da Luz - pelo menos, por enquanto - a imagens de felicidade e a festejos organizados quando o Porto está a perder com qualquer outra equipa internacional.

3. É verdade que futebol é campo de irracionalidade, eu aceito. De parte a parte.
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De António santos a 08.12.2006 às 00:11

E porque não aspirar à autonomia da região, dentro do quadro da UE, através da união do Norte com a Galiza? Seria o regresso à origem, à troca dos vês pelos bês. A rivalidade futeboleira é apenas uma face mal assumida deste sentir que paira no ar como a neblina, alimentado pela macrocefalia do poder lisboeta. Falta-lhe apenas liderança. Portugal foi chão que deu uvas. Hoje não passa de um sugadouro que começa na CREL e acaba na margem sul.

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