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pá, que chatice (ou: uma boa razão para o ateísmo)

por Alexandre Borges, em 11.12.06
Recordando o que aqui escrevera alguns dias atrás, é forçoso que confesse o meu lamento diante da morte de Augusto Pinochet.
Que se pode dizer? Partiu demasiado depressa e os corações raramente têm noções de timing sequer razoáveis. Que se perdia, afinal, se o homem passasse mais uns dez, quinze anos de agonia? Com dores finas em cada articulação, dependente da bondade de outros até para se olhar ao espelho, tão humanamente incontinente?
Deus é a favor da pena de morte. Por essas e por outras é que já não sei onde deixei a fé.

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