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Visto de longe

por Henrique Burnay, em 26.11.06
O Manuel terá razão, o Rui Ramos também, e até os quinze minutos do Rodrigo, que ao Manuel parecem excessivos, a mim parecem-me acertados, ainda que eventualmente curtos. Eu explico tanta contradição. Não tendo muitas ilusões quanto ao que podia o País naquele estado e naquele tempo ser e fazer, parece-me melhor não termos tido uma guerra civil, mesmo que assim também tenhamos evitado uma clarificação que só dez anos depois foi possível. Concordo com a avaliação do Manuel, mas não me parece que fosse de esperar melhor. É por isso que o meu eanismo de hoje dura as 24 horas todas deste dia. De resto, sobra a simbologia, que é quase tão importante quanto tudo o resto. E nessa matéria o 25 de Novembro é uma oportunidade de reconciliação ideológica da Direita - de alguma Direita, daquela de que me prefiro considerar descendente - com o processo de extinção do Estado Novo e de participação no novo Estado. E a evidência dessa oportunidade é de celebrar. Só mais uma coisa. O vídeo com os depoimentos de Mário Tomé e Rui Ramos são a melhor assinatura deste blog. A prova de que, não sendo neutro pode-se ser sério. Acho que vou gostar disto. Para começar, dez anos depois até de regressar ao Stones gostei.

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