Quinta-feira, 20 de Setembro de 2007

Depois de ouvir Sua Excelência O Primeiro Ministro, em Washington, a referir-se à "question" do "Middle-West" (sic) [*], adquiri, depois de confrangimento inicial, uma inabalável certeza: se a criatura é licenciada, como sustentam alguns, não o devia ser.

 

* Ineptidão linguística que passou ao lado dos jornalistas lusitanos cujos olhos e ouvidos apenas detectam enganos de G. W. Bush.


publicado por Jacinto Bettencourt às 11:09
link | o que é uma calhandrice?
17 comentários:
De Tonibler a 20 de Setembro de 2007 às 12:36
Hum, se calhar a criatura vai ficar preocupada com as tuas inabaláveis certezas e, eu, feliz por te ter a ti a escurtinar as aptidões linguísticas do primeiro-ministro... Mas fazes bem, deixa as críticas sobre assuntos importantes para os homens e fica por aí a criticar o inglês e a licenciatura e outros assuntos de revista.


De JB a 20 de Setembro de 2007 às 13:03
Ó palhaço, tens nome e morada, ou não passas de um cobarde atrás de um alcunha idiota?



De antonio a 20 de Setembro de 2007 às 13:30
Por favor evitem este tipo de questions...


De tonibler a 20 de Setembro de 2007 às 15:13
"Oh" e não Ó. "Oh, palhaço!" e não "Ó palhaço,". "Oh palhaço! Tens nome e morada, ou não passas de um cobarde atrás de uma alcunha idiota?" seria a forma de escrever, em Português.

Para quem põe a licenciatura da criatura em causa por causa do inglês, o teu Português é miserável!
O nome e a morada estão aqui. É só clicar.


De tenho medo de dizer quem sou a 20 de Setembro de 2007 às 19:16
O senhor "tonibler" fala do que não sabe. Queira atentar, por favor:

ó
interj.,
designa invocação ou chamamento.

oh!
do Lat. oh!
interj.,
designativa de espanto, alegria, dor, repugnância, etc.

Esclarecido?


De Jacinto Bettencourt a 21 de Setembro de 2007 às 17:17
Obrigado Anónimo.


De Jacinto Bettencourt a 21 de Setembro de 2007 às 17:19
Oh, que asneira, ó palhaço! Assim está correcto?


De ... a 20 de Setembro de 2007 às 12:57
que idiotice. Enganou-se, pronto. Querem o quê? Como se isso fosse razão pra ter a certeza de que alguém não merecia a licenciatura...


De Joel a 20 de Setembro de 2007 às 13:25
JB, que reacção tão brutificante ao comentário do tonibler. Ele tem razão. Espero que com a mesma verborreia que demonstrou vá para às universidades avaliar que falaz inglês de uma forma considere aceitável para um licenciado. Pode começar pelo IST, onde ainda não existe uma cadeira de proficiência a inglês.


De tenho medo de dizer quem sou a 20 de Setembro de 2007 às 22:39
Supõe-se que quem entra numa escola de excelência domine as ferramentas básicas do conhecimento como as línguas ou a informática, de resto é o que acontece à excepção daqueles que lá entram por engano...
Deixai a repetição do secundário para a fcul, nova e politécnicos.


De antonio a 20 de Setembro de 2007 às 13:28
Isso da licenciatura é uma question em aberto.


De David Silva a 20 de Setembro de 2007 às 14:15
Incrível como quem costuma vir aqui gritar o seu ódio, em particular, aos funcionários públicos porque "chupam" o nosso dinheiro, agora defende quem "chupa" muito mais, mente descaradamente e ainda mostra que não tem mesmo qualificações!


De JPG a 20 de Setembro de 2007 às 15:16
Bem, pelo menos o Público (http://jornal.publico.clix.pt/magoo/noticias.asp?a=2007&m=09&d=19&uid=&id=230350&sid=49740) - citando blogs, como não podia deixar de ser, mas não se pode ter tudo - cita a frasezinha mais cómica do ano. Nem de propósito, essa citação aparece na versão do jornal... para cegos!

Pessoalmente, e de forma extremamente compassiva, acho que o deslize, o lapsus linguae, foi interpretado ao contrário, maldosamente. O que o sr. PM queria dizer era "far west" (uma zona extremamente problemática, desde John Wayne); mas, como é todo pela moderação, pelo compromisso, pelo diálogo, e tal, Sua Excia. preferiu (e proferiu) "middle" em vez de "far", porque aquele sempre é mais maneirinho.

Agora mais a sério, mas não muito: o pior desta história é que até (mesmo) os americanos deram conta da gaffe:
http://blog.americasnewstoday.com/2007/09/17/president-bush-meets-with-prime-minister-s%C3%B3crates-of-portugal.aspx


De JPG a 20 de Setembro de 2007 às 16:35
De qualquer forma, essa não foi a única argolada e nem mesmo foi maior. Até porque, logo a seguir e por duas vezes, diz "middle-east".
Não entendo por que razão há-de o PM português teimar em falar Inglês... quando não sabe. Não há tradutores-intérpretes ao serviço?
Ora, se teima quando não sabe, ou se também não sabe que teima, espera o quê? Que ninguém diga nada? Que ninguém "tope"? Faz questão em fazer figuras tristes, como se representar um país (e, neste caso, toda a UE) fosse uma brincadeira, uma confraternização particular, e ainda pretende aplausos e palmadinhas nas costas?
Será crime (segundo o novo CPP, quem sabe, talvez) um cidadão pedir a quem o representa que se deixe de armar aos cucos, por esse mundo fora?


De Nuno a 20 de Setembro de 2007 às 17:15
Quando são as gaffes do Bush o jacinto não comenta! Amén.


De Jacinto Bettencourt a 21 de Setembro de 2007 às 17:18
Bush não é Primeiro-Ministro de Portugal. Felizmente.


De J.Pereira a 20 de Setembro de 2007 às 19:59
Queriam um bacharel sanitário a dominar o "Queen`s English"?...A criatura "espreme-se" em politiquês e viva o velho!


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