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A Guarda resiste

por Rodrigo Moita de Deus, em 02.08.17

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PCP defende fusão da PSP e da GNR para formar uma única Polícia Civil

Devo estar a ficar comunista.

A Guarda nasceu e renasceu como milí­cia dos diferentes regimes. Do absolutismo à  terceira república, passando pelo estado novo. Cabe à Guarda guardar o regime. Seja ele qual for. Missão que têm cumprido com evidente défice de talento.

Sem regime para guardar a Guarda resiste. É uma daquelas muitas instituições que já não cumprem o desí­gnio para o qual foram criadas mas que se vão mantendo. Por imobilismo, corporativismo ou tradição. Mantendo e crescendo. Com o passar dos anos, foram duplicando estruturas e funções. Hoje a milícia faz pequena investigação, como a Judiciária, faz fiscalização, como as polícias municipais, faz policiamento, como a PSP, tem quartéis, como o exercito, tem banda, como a força aérea, guarda a costa, como a polícia marí­tima, guarda a fronteira, como o SEF, tem carros de combate, como a brigada de reação rápida, tem operações especiais, como a guarda prisional e tem escola equestre, como a escola equestre. Pelo meio também faz de Guarda.

A direita e a esquerda estão de acordo. O país precisa de uma boa polícia civil. Uma grande polícia civil. Com meios e recursos. Mas ninguém, nem direita nem esquerda, teve tintins para fazer o que precisa de ser feito. A Guarda resiste. Mesmo sem utilidade. A Guarda resiste. Como noutros tempos. No Carmo. 

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comentários

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De Filipe Flávio Fernandes Barreira a 06.09.2017 às 19:34

A Gnr é a unica instituição, secular, conservadora, que não se deixa abalar pelos neoliberais e muito menos pelos comunistas.

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