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deve ser um problema meu

por Rodrigo Moita de Deus, em 18.08.17

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Em Pedrógão Grande houve hoje sessão pública para a entrega de cheques. Salão Nobre da Câmara Municipal, televisões e os mais altos representantes do Estado Português. Houve abraços, aplausos e palmadinhas nas costas. E as pessoas agradeceram os cheques, as televisões filmaram e os representantes do Estado sorriram. Morreram dezenas de pessoas porque o Estado falhou miseravelmente. Falhou miseravelmente naquela que é a sua função essencial: proteger-nos. O Estado serve, fundamentalmente para isso. Não é para ter bancos, nem construir autoestradas, nem passar cheques. Deitem fora metade dos debates parlamentares. O Estado serve, antes de tudo o resto, para proteger-nos. E falhou. Falhou e ninguém no Estado pediu desculpa. Um pedido de desculpa que seja. Mas houve sessão pública para entregar uns cheques. E para nós agradecermos. E nós agradecemos. E toda a gente acha normal. Este não é um problema de partidos, nem de governos ou ministros. É mesmo um problema de mentalidade. Da nossa mentalidade. 

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De Jose Domingos a 18.08.2017 às 20:11

Uma ópera bufa e reles. Demasiado miseráveis, para serem alguém na vida.
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De AB a 18.08.2017 às 20:40

Nojento o display de servilismo a que os DDTs sujeitam a população. Perderam casas e vidas, chegam os cortejos de vips em carros que custam mais do que as casas que perderam, embrulhados em fatos mais caros que os carros que arderam, e não os recebem à pedrada?
O mais que vi foi uma senhora que falhou na encenação - Costa bem a puxou para o beijo mas ela não descerrou os lábios.
Como é possível?
A questão é que as pessoas precisam desesperadamente daquele dinheiro, e Costa sabe. Ou beijam ou morrem - nojento, todo o espectáculo.
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De Maria carvalho a 18.08.2017 às 21:59

Até parece que estão a dar uns trocos a pedintes na rua. Triste espetáculo.
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De AB a 19.08.2017 às 00:19

Chegaremos ao beija-mão?
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De Paulo a 19.08.2017 às 12:01

O que esperar dos políticos, a classe mais execrável de Portugal, e de todos os seguidores? Tal atuação não me deixa admirado. E nem é preciso andar muito atento. E os meios de comunicação social precisam desta atuação para estarem presentes e serem vistos pelos governantes.
Este Portugal que depois do 25 de abril manteve a política de fachada e sa imagem apenas com a diferença de existir liberdade e democracia.
Paga-se muito caro para sermos livres e democratas.
Este tipo de atuação vem confirmar que não se trata de uma questão de regime mas sim de cultura. "Está-nos no sangue" esta vaidade. Esta fachada. E por dentro "sabe Deus". Foi assim no psssado. Continua a ser. E será sempre assim. Nos políticos esta forma de ser acentua-se mais e precisam muito que assim seja. Para quem não sabe fazer nada resta-lhe viver da imagem e da bagagem.
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De M.L. a 20.08.2017 às 09:53

Inteiramente de acordo com o seu pensamento, Paulo e com esperança que alguns dos políticos mais idiotas e inconsequentes da nossa praça passem os olhos pelo que aqui se escreveu.
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De Alberto a 19.08.2017 às 13:47

Não admira, de todo! É a democracia a funcionar. Sendo a democracia a ditadura dos espertalholas, dos sem escrúpulos, dos corruptos, está tudo na perfeição!
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De Augusto Tinoco a 19.08.2017 às 14:30

O papel principal do Estado é proteger-nos? Fiquei baralhado. Se comunista assanhado em que em vez das pessoas limparem os espaços, o Estado que o faça. Ou então salazarista convicto do Estado protector.
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De Bela a 19.08.2017 às 19:00

O modo de agir dos políticos actuais é exactamente igual aos do passado.
Mas agora conseguem ser mais oportunistas. Não esquecer que temos eleições brevemente e eles precisam desesperadamente de mostrar que são 'bons rapazes';.
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De s o s a 20.08.2017 às 00:02

para o que serve o estado ? , estado que existe desde sempre, e ate por isso se pode questionar se o estado serve para proteger e quem .

O estado nao falhou, foi um acidente, como sao as cheias. Aconteceu. Nunca tinha acontecido. e talvez nao volte a acontecer. Pelo mundo vao acontecendo nos estadios futebol panicos de que resultam mortes. Vao continuar a haver naufragios, de embarcaçoes com lotaçao insuficiente ou excessiva.
O estado protege-nos nas rodovias, e no entanto continuaremos a morrer nas estradas e ate nas passadeiras.

Para quando um aeroporto em castanheira de pera ...
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De Anónimo a 20.08.2017 às 10:29

E um problema de algumas pessoas que tudo lhes serve para fazer oposição até as tragédias.
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De maria sou a 20.08.2017 às 11:59

Infelizmente, este tipo de comentários vai ao nível daqueles que são criticados. As pessoas já estão a passar um mau bocado, avaliando a dor por baixo, não precisam que as façam sentir exploradas e abusadas, vítimas de servilismo para promoção hedionda. Querem é o dinheirinho e recomeçar a refazer os bens materiais. Os espirituais, não há dinheiro que os salve.
Pelo menos, receberam o dinheiro.
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De AB a 20.08.2017 às 22:31

Merecem o dinheiro e respeito. Receberam parte do primeiro e pouco do segundo.

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