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mas calma, está tudo bem

por Alexandre Borges, em 24.01.17

As manchetes do dia:

"Gastos com remédios disparam 351 milhões - Entre 2014 e 2016 compras a grandes farmacêuticas registaram subida de 200%", CM

"22 dias, 20 tribunais, apenas um julgamento - Mapa que reativou tribunais fechados em 2014 arrancou em janeiro e só houve uma audiência em Murça", DN

"Quatro autoestradas fazem disparar custos com as PPP - Concessões da Douro Interior, Transmontana, Litoral Oeste e Baixo Alentejo acrescentaram 203 milhões à fatura com parcerias público-privadas. Governo socialista ainda não conseguiu terminar nenhuma das renegociações em curso com as empresas", JN

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comentários

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De José Menezes a 24.01.2017 às 18:12

E meter na cadeia os ministros que as negociaram?
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De Manuel Vicente Galvão a 24.01.2017 às 20:47

Ahahahah! os ministros que as negociaram são empregados dos beneficiários.

A estes últimos não convém tocar oh Alexandre...
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De José Menezes a 25.01.2017 às 08:39

Claro. Bem sei que não vivemos num estado de direito.
Mas a actuação correcta é investigar e depois, não tenho dúvidas, constituir arguidos os ministros.
O privado fez o melhor que pôde e eu, se pudesse, faria melhor ainda. Os ministros é que nos lesaram (com dinheiro que não é deles mas sim nosso).

Para combater a corrupção é necessário unir os cidadãos, tal como fez a Islândia. A minha ideia não era fazer propaganda mas aproveito. Há a Frente cívica do Paulo Teixeira de Morais, vou agarrar-me a ela. Gostaria que se juntassem todos os humildes cidadãos desde a "extrema-direita" à "extrema-esquerda". Só depois é que vale a pena o debate ideológico.

Abraço.
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De Manolo Heredia a 26.01.2017 às 11:54

Neste caso das PPPs lesivas do interesse público temos que distinguir a importância do corruptor relativamente ao corrompido.
Sendo os cargos públicos com poder de decisão em PPPs exercidos por políticos que de alguma forma obtiveram o cargo por influência de banqueiros ou grandes empresários, estamos perante uma parte forte (os banqueiros ...) e uma parte menos forte (os candidatos aos cargos). Num sistema eleitoral como o nosso, um político nunca chega à posição de influente se não tiver "padrinhos" poderosos, pelo que não faz sentido culpá-lo de corrupção. É como culpar os árbitros que favorecem um clube grande quando se sabe que esse árbitro só chegou à 1ª liga por ter feito bons favores a esse clube grande.
O que faz sentido culpar o sistema que permite os representantes do Capital poderem influenciar a ascensão de políticos a cargos com poder de decisão para assinarem PPPs.
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De A.lopes a 26.01.2017 às 17:58

Tanta lenga-lenga para não dizer nada! Sejam de que partido forem, esses senhorees qu assinaram tais contratos, que deles tiraram proveito, quer seja financeiro - sócrates, por exemplo, seja outro qualquer - Coelhone, e o Amaral da Ponte Salazar e Vasco da Gama, devem ser penalizados, retirando-lhes os proventos que obtiverem roubando-nos a todos e, simultâneamente, prendê-los para que sirvam de exemplo a toda a ladroagem que por se anda a encher, declarando-se democratas e pessoas sérias!E atenção:não esquecer os herdeiros de outros ladrões já mortos ou enterrados. Quem por exemplo? Estou-me a lembrar do soares das Seychelles! E já agora:o baboucha porque não é investigado? E o cata-vento e os seus negócios com o Salgado?
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De Manolo Heredia a 26.01.2017 às 19:47

Já percebi: prendem-se os executantes e deixam-se livres os mandantes. Não, obrigado!
Quando fez apelo à união de toda a gente da extrema direita à extrema esquerda percebi logo!
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De José Menezes a 27.01.2017 às 11:40

Nesta frase:

"Num sistema eleitoral como o nosso, um político nunca chega à posição de influente se não tiver "padrinhos" poderosos, pelo que não faz sentido culpá-lo de corrupção."

Considero completamente errada. Seja empurrado ou não, seja a pedido de outros ou não (aliás a corrupção é sempre a pedido do corruptor), é corrupto.

Como tal reafirmo que é URGENTE combater a corrupção e o melhor exemplo é o da Islândia. Manifestações populares, mostrar o desagrado e pressionar, pressionar…

Por cá só se fazem manifestações para aumentos de ordenado. Mas se houver uma convocação para uma manifestação desta natureza eu vou, seja onde for.

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