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O governo inútil

por Alexandre Borges, em 17.10.17

Em Portugal, quando faz calor, há incêndios. Quando chove, há cheias. Quando alguém decide roubar armas, as armas são roubadas. Quando as coisas correm bem, é mérito do governo; quando as coisas correm mal, o governo não podia fazer nada. Um governo que beneficia exclusivamente do bom momento da economia mundial, do reequilíbrio feito pelo governo anterior, do boom do turismo e dum Presidente ultra-protector que, até aqui, tinha como prioridade fazer cair o líder da oposição. Dirá: mas, em termos económicos, as coisas estão a correr bem. Estão. Até vir a próxima crise internacional. Ou esboço de crise. Ou ameaça de esboço de espécie de crise. Nessa altura, o governo vai encolher os ombros e dizer que não havia nada que pudesse fazer. Tal como na próxima vaga de calor ou de chuva, no próximo incêndio ou na próxima cheia.

Portugal já teve governos bons (poucos), maus (muitos) e muito maus (alguns); nunca tinha tido um governo como este: um governo que não serve para absolutamente nada.

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comentários

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De Anónimo a 17.10.2017 às 15:55

Também é o primeiro governo(?) que só o é por ter usurpado o poder a quem ganhou legitimamente as eleições.
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De Anónimo a 17.10.2017 às 17:05

governo inutil!!!??? governo...parlamento...jornalismo...as elites conduziram Portugal para um modelo económico que destruiu o mundo rural....agora choram!!!??? deviam era serem todos queimados como queimaram o mundo rural...
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De Anónimo a 24.10.2017 às 22:55

Nem mais... tudo que anda lá a mamar...
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De Jorge Marques de Tocqueville a 17.10.2017 às 20:52

Bem dito!
E no entretanto ficamos a saber que ao PR o uso de poderes custará muito mais que 106 mortes injustificadas.
Conversa de ocasião que alinha do diapasão da absoluta anormalidade que reina.
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De Anónimo a 17.10.2017 às 22:22

Escolheram mal a fotografia. Aqui parece que está aflitinho para ir fazer xixi...Ontem, no início da conferência de imprensa estava com um ar mais satisfeito. Ninguém diria que iria falar de uma desgraça que causou trinta e tal mortos...
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De Anónimo a 17.10.2017 às 22:26

Evidentemente que se estivesse o governo PPD a governar, nada disto teria acontecido, tal como no tempo deles nada aconteceu no respeitante a incêndios, mas, para a resolução deste problema o melhor será o desaparecimento da Ministra da Administração Interna e assim os saudosistas da m..rd@ já viam estas
situações com outros olhos.
Esperem mais algum tempo, que quando chegar a vez deles a pele lhes será tirada.
Os m/ futuros Parabéns.
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De pvnam a 17.10.2017 às 23:52

Já chega!
Foram mestres/elite em economia que enfiaram ao contribuinte autoestradas 'olha lá vem um', estádios de futebol vazios, BPN, etc, etc, etc.
Leia-se: quem paga - vulgo contribuinte - não pode deixar de ter uma palavra a dizer!
---»»» Leia-se: O CONTRIBUINTE NÃO PODE PASSAR UM CHEQUE EM BRANCO A NENHUM POLÍTICO!!!
.
.
Democracia Semi-Directa!
-» Explicando melhor, em vez de ficar à espera que apareça um político/governo 'resolve tudo e mais alguma coisa'... o contribuinte deve, isso sim, é reivindicar que os políticos apresentem as suas mais variadas ideias de governação caso a caso, situação a situação, (e respectivas consequências)... de forma a que... o contribuinte/consumidor esteja dotado de um elevado poder negocial!!!
-» Dito de outra maneira: são necessários mais e melhores canais de transparência!
.
Exemplo:
Todos os gastos do Estado [despesas públicas superiores, por exemplo a 1 milhão (nota: para que o contribuinte não seja atafulhado com casos-bagatela -» a Democracia Directa tem precisamente este inconveniente!!!)], e que não sejam considerados de «Prioridade Absoluta» [nota: a definir...], devem estar disponíveis para ser vetados durante 96 horas pelos contribuintes na internet num "Portal dos Referendos"... aonde qualquer cidadão maior de idade poderá entrar e participar.
-» Para vetar [ou reactivar] um gasto do Estado deverão ser necessários 100 mil votos [ou múltiplos: 200 mil, 300 mil, etc] de contribuintes.
{ver blog « http://fimcidadaniainfantil.blogspot.pt/ »}
.
.
.
Um caso:
- dinheiro mal gasto... podia ter sido utilizado na compra de maquinaria florestal... no sentido de serem criadas ZONAS DE SEGURANÇA... para que a população possa ficar em segurança face à eventualidade de ficar cercada por um incêndio.



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De Anónimo a 18.10.2017 às 10:47

É preciso ter memória para não ver o caso com "palas".

No anterior governo também morreram pessoas nos incêndios e não vimos a indignação da Srª. Cristas, que tinha aliás, responsabilidade muito objectiva na situação.

No entanto, isso, não invalida o comportamento disparatado e infantil, esse sim, do p.m. actual. Foi preciso um forte puxão de orelhas do presidente para o "menino pm" descer à terra.
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De Carlos Borges a 18.10.2017 às 14:31

Julgo que tudo devemos fazer para não deixar cair no esquecimento estas vítimas. E a melhor forma seria plantar cruzes negras no jardim em frente ao palácio de Belém para que nunca mais se esqueça que os 10€ de aumento aos funcionários públicos custou a vida a 107 portugueses.
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De Anónimo a 18.10.2017 às 15:38

Na prática seguem o dr. António: Está tudo bem como está e não podia ser de outra maneira.
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De Inocencio a 21.10.2017 às 11:45

Bons, bons foram os anos:
1978/1979
1980
1980/1981
1985/1995
2002/2004
2004/2005
2011/2015
Sem incêndios e sem cheias... mas com homens bons!! Que trataram de deixar as florestas prontinhas e as águas encaminhadinhas. Á pois é ó esquerdalhos, pensavam o quê?
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De Anónimo a 22.10.2017 às 12:40

O amigo de Inocêncio não tem nada: apenas o que nos quer dizer que, depois de 25/4, a direita governou tanto tempo como a esquerda, escondendo que nos últimos 22 anos a direita penas governou 8 anos, 3 dos quais a cumprir as ordens da Troica, conforme o estabelecido num "memorando" de procedimentos acordado com um governo PS, que deixou Portugal na lama, a braços com uma bancarrota.

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