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Os professores e a decadência da escola pública (Round 3)

por Rodrigo Moita de Deus, em 21.11.17

Na impossibilidade (humana) de manter um debate personalizado com todos os professores que me têm interpelado aqui segue uma resposta mais ou menos coletiva.

Para quem tenha dúvidas sobre o desprestigio da escola pública basta estabelecer um paralelismo com o ensino superior. Público e privado. E podemos ter muitas queixas da Academia, mas os melhores cursos do ensino superior público comparam em prestígio e reputação com os melhores cursos do ensino superior privado. Direito na Católica compara com Direito em Coimbra. Arquitetura do Porto ganha a qualquer curso de arquitetura privado. Engenharia no Técnico nem sequer tem comparação. E gestão na Nova já só compara com os melhores cursos internacionais.

Aplique-se o mesmo princípio à escola pública. Que escola pública compara com os Salesianos, o São Tomás ou o St Julians? Qual?

E o ensino superior também é subfinanciado. E o ensino superior também se pode queixar da falta de condições. E os professores do ensino superior também se podem queixar do congelamento das carreiras, da investigação que são obrigados a fazer, dos sistemas de avaliação, das horas extras ou da necessidade de apresentarem projetos para garantir as verbas necessárias para manterem os seus departamentos. E, mesmo assim, não os vemos na rua. Vemo-los a compararem-se com as melhores universidades internacionais. É a vida. E a maior parte deles fazem pela vida.

E na escola pública? Queixam-se. Lamentam-se. “Ser professor é muito desgastante”, dizem. Desgastante é ser mineiro. Professor devia ser estimulante. E se não é estimulante em vez de desgastante estão mesmo na profissão errada.

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comentários

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De Anónimo a 21.11.2017 às 12:10

Este senhor não sabe o que diz MISERÁVEL será ele próprio.....
que não tem noção do que se passa nas escolas públicas e claro que ao dizer que tem que levar resmas de papel e papel higiénico, isto só acontece porque o governo não disponibiliza verbas para as escolas.
Mas, quando se é dotado de burrice fala-se sem saber......
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De Anónimo a 21.11.2017 às 13:58

Nogueira está a ter sucesso total, conseguiu ficar com 130 mil professores no sistema, o que representa muito dinheiro em quotização e força para a luta e por isso mesmo andou pelas escolas a convencer os professores a não quererem um regime que permitisse a saída aos 60 anos. Para além desse sucesso consegue que ser professor ou ter um cargo político seja igual a leccionar, daí o somos todos bons. E, cereja no topo do bolo, consegue que uma grande parte dos docentes passem a ganhar mais 660 euros por mês, mesmo aqueles que estão nos sindicatos, nas bibliotecas, nos centros de formação e rebébéu pardais ao ninho. Parvo? De parvo é que ele não tem nada. Pelo caminho talvez consiga arranjar sarilhos com os parceiros europeus por causa do défice e da dívida.
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De Anónimo a 21.11.2017 às 22:33

130000 docentes e estão todos na FENPROF? Vou ganhar mais 660 euros por mês? Promete? E informar-se?
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De Anónimo a 25.11.2017 às 17:58

Não foram os alunos dos Salesianos que fizeram batota no exame de português de 2017??


Triste Ignorante!
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De Maria Raquel de Sousa a 21.11.2017 às 12:20

Todas comparam com essas que refere e as públicas saem a ganhar porque, com enormes constrangimentos e dedicação dos professores vão ensinando todos, os bons, os menos bons e os maus, se essas escolas, profundamente elitistas, recebessem uma pequena percentagem de muitos dos alunos que estão na pública, o Sr. Deus e outros pais rapidamente tirariam os filhos para outras paragens, horrorizados, nessas escolas, principescamente pagas, mandam os paizinhos endeusados; é que ser deus é muito diferente de ser pobre diabo!
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De Anónimo a 21.11.2017 às 12:24

Escritor num dos blogs mais lidos em Portugal usa as falangetas para atirar a matar. O texto já é o que agora se designa de viral. Espero e desejo que o vírus não seja demasiado virulento. Que sucumba aos primeiros sucos gástricos.
Miseráveis? Todos? Um exagero. Haverá miseráveis nesta profissão como por certo haverá em outras, entre elas a de escritor. O estilo é duro e o propósito é chocar. Contudo, não concordar com a forma e com grande parte do conteúdo não deverá servir para fazer de conta que tudo vai bem no Ensino em Portugal. Há problemas muito graves na Escola Pública que não adiantará muito esconder. O Ministro da Educação entrou nos cuidados intensivos com falta de equilíbrio e não foi por acaso. O desequilíbrio de há muito que se sentou nas cadeiras do Ministério. A Escola Pública, se os Partidos não conseguirem ouvir o Presidente da Republica e não se entenderem nos mais elementares objectivos, terá os dias contados. Com sorte durará meia dúzia de anos como a conhecemos. Muito do que se passa no Ensino em Portugal é um atentado ao conhecimento e ao saber que deveria ser posto ao serviço do público. É um amanha-se quem puder no meio de um emaranhado de Leis que ninguém faz cumprir. Mandam os que lá estão e a Lei chama-se eleição. Em vez de produzir pedagogia e conhecimento, de estimular a vontade de aprender, estimula a disputa partidária entre docentes porque os votantes (os bons, aqueles que fazem opinião e influenciam o voto) são pagos em horas não lectivas. Isto não tem bom fim. E os professores é que são miseráveis? Então e os políticos que para conseguirem votos até são capazes de "vender a mãe"?!
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De José Correia a 21.11.2017 às 12:24

Escritor num dos blogs mais lidos em Portugal usa as falangetas para atirar a matar. O texto já é o que agora se designa de viral. Espero e desejo que o vírus não seja demasiado virulento. Que sucumba aos primeiros sucos gástricos.
Miseráveis? Todos? Um exagero. Haverá miseráveis nesta profissão como por certo haverá em outras, entre elas a de escritor. O estilo é duro e o propósito é chocar. Contudo, não concordar com a forma e com grande parte do conteúdo não deverá servir para fazer de conta que tudo vai bem no Ensino em Portugal. Há problemas muito graves na Escola Pública que não adiantará muito esconder. O Ministro da Educação entrou nos cuidados intensivos com falta de equilíbrio e não foi por acaso. O desequilíbrio de há muito que se sentou nas cadeiras do Ministério. A Escola Pública, se os Partidos não conseguirem ouvir o Presidente da Republica e não se entenderem nos mais elementares objectivos, terá os dias contados. Com sorte durará meia dúzia de anos como a conhecemos. Muito do que se passa no Ensino em Portugal é um atentado ao conhecimento e ao saber que deveria ser posto ao serviço do público. É um amanha-se quem puder no meio de um emaranhado de Leis que ninguém faz cumprir. Mandam os que lá estão e a Lei chama-se eleição. Em vez de produzir pedagogia e conhecimento, de estimular a vontade de aprender, estimula a disputa partidária entre docentes porque os votantes (os bons, aqueles que fazem opinião e influenciam o voto) são pagos em horas não lectivas. Isto não tem bom fim. E os professores é que são miseráveis? Então e os políticos que para conseguirem votos até são capazes de "vender a mãe"?!
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De Anónimo a 23.11.2017 às 19:01

Bem visto! Resposta ponderada que não entrou no nível do insulto, como muitos professores, meus colegas, portanto, resolveram fazer! Para desmontar este tipo de idéias é preciso responder com lucidez e correção.
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De Anónimo a 21.11.2017 às 15:43

E os meus impostos andam a pagar este sujeito na RTP?
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De Anónimo a 21.11.2017 às 16:19

Sr. Moita de Deus, convido-o a ir a uma escola pública e ver na realidade o que se passa em vez de falar para o ar. Sabe que há colegas nossos com 11 turmas??? E que cada turma tem uma média de 28 alunos??? Sabe o que é aturar miúdos mal educados e pais ainda um pouco piores? Sabe o que é ter que fazer formação em horário pós laboral e aos fins de semana? Sabe o que é ter que comprar material para dar aulas do seu próprio bolso? Sabe o que é ter que ver centenas de testes, trabalhos, preparar aulas de laboratório muitas vezes sem material adequado??
Não sei se o senhor é simplesmente mais um "iluminado" ou somente mais um triste ser que pulula pela blogosfera. Quanto é que ganha? Quando foi o seu último aumento??? É que desde 2005 que não vejo um cêntimo a mais. Aliás tenho visto cortes e mais cortes.
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De Anónimo a 21.11.2017 às 21:21

Não lhe deem foco. Isso é o que ele quer. Quantas mais pessoas visitarem este blog, mais ele ganha. Estamos com o nosso tempo a dar demasiada importância a quem não a tem.
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De Anónimo a 21.11.2017 às 21:57

Está visto, não se pode mesmo "tocar" na elite dos professores, não gostam? Mudem de profissão...pois.
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De Anónimo a 21.11.2017 às 22:35

Claro que pode "tocar", tal como a elite pode responder.
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De Anónimo a 28.11.2017 às 03:55

Vai ver se chove!
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De António Fernando Nabais a 21.11.2017 às 22:47

Não é possível comparar escolas públicas com colégios privados, porque não são comparáveis: a diferença está na população estudantil. Em determinados meios, ajudar um aluno a alcançar 10 valores pode ser tão ou mais meritório do que ter alunos a merecer 20 valores num dos melhores colégios. Os "rankings" não servem para avaliar as escolas, mas, para isso, era preciso perceber de Educação.
Os professores universitários e os reitores queixam-se e não é pouco. Tem de andar mais atento às notícias.
Ser mineiro é muito mais desgastante do que ser professor e, por isso, um mineiro merece, por exemplo, reformar-se muito cedo. Ser professor, por muito estimulante que seja, não deixa de ser muito desgastante e espanta-me que o Rodrigo, com tantos anos de serviço docente, não se aperceba disso.
Permita-me deixar-lhe aqui uma ligação para um texto meu: https://aventar.eu/2017/11/20/dialogo-imaginario-com-rodrigo-moita-de-deus/.
Deixo-lhe ainda um conselho: assuma o facto de comentar a actualidade em público como uma responsabilidade e estude antes de falar.
Cumprimentos.
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De motta a 23.11.2017 às 18:19

António, permito-me discordar. A diferença não está na população estudantil! A diferença é apenas uma, pequenininha: Um privado pode deixar um aluno à porta; uma pública não e ainda bem. Esta é a pequenina diferença que faz toda a diferença. O Sr.s Rodrigos nunca compreenderão algo tão simples.
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De Isabel a 21.11.2017 às 23:13

Senhor Moita! Você não passa de um ridículo a falar do que não sabe. Voce têm os seus filhos no ensino privado, acha que é melhor, os professres são melhores. Em primeiro os professores que estão nos privados são os que nunca conseguir dar aulas no publico. Voce deve ser daqueles pais que não está preocupado com ou que os.seus filhos sabem, mas sim que notas eles têm. Para poder mostrar, você como muita pessoas como voce com algum dinheiro no bolso, porque fogem aos seus impostos, vêm para aqui falar duma realidade que desconhece. Continue a levar os filhos para o privado, e espere que os professores façam o trabalho de educar por si. Fuja às suas responsabilidades de pai. Voce têm filhos só para mostrar, porque como educador já mostrou bem o que é.vá tratar da sua vida. Aqui neste blog da merda nunca mais entre, porque isso mesmo merda.
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De Anónimo a 22.11.2017 às 14:20

#ChupaCamões
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De Anónimo a 21.11.2017 às 23:17

Miserável...é quem faz este tipo de declarações...!

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