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Podemos voltar às promessas eleitorais?

por Carlos Nunes Lopes, em 20.09.17

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Os eleitores escrutinam os governos e autarcas. A imprensa vigia os mandatos e cobra as promessas por cumprir. A cada ciclo eleitoral os eleitores premeiam ou penalizam os incumpridores. É assim desde sempre, em democracia.

Os candidatos, por sua vez, refinam o discurso, encontram novas estratégias a cada campanha, para fugir aos cobradores de promessas, sejam eles eleitores ou jornalistas.

Sobretudo desde 2005, com o genial avanço na comunicação pela campanha de Sócrates - a última campanha que deu uma maioria absoluta a um só partido -, inaugurou-se um novo estilo na forma de fugir ao escrutínio: o político já não promete, assume objetivos que pretende que o povo partilhe com ele através da eleição. O candidato já não se compromete, assume uma ambição. Se há um desígnio ou uma obra que valha muitos votos, seja um novo sistema de transportes ou apoios sociais, não se promete, não se dá a palavra... reivindica-se a uma entidade terceira, seja o Governo central ou a União Europeia, colocando a responsabilidade pelo fracasso longe do próximo escrutínio.

Em campanha, assumem-se cada vez mais "objetivos", "ambições", "reivindicações" e até palavras de indignação, estados de alma. "Basta" e "Chega" são alguns dos slogans para quem quer ocupar o lugar sem dizer ao que vai.

As ambições e os objetivos são colocados perante os  eleitores em prazos cada vez mais longos, porque um mandato nunca chega para tamanha ambição partilhada pelos eleitores. O sonho maior da comunidade precisará sempre de vários mandatos para se concretizar, e pelo caminho, lá se vai escapando o eleito ao juízo da comunidade no final do mandato a que se está a  candidatar.

Em cada "objetivo" ou "ambição" colocado na campanha, o candidato pretende obter um claro dividendo político, sendo eleito. Contudo, pretende faze-lo sem qualquer vinculação às expectativas que gera na comunidade e que lhe dão, em muitos casos, o almejado dividendo.

Nestas autárquicas gostaria  que colocássemos um fim naquele estilo muito próprio de Sócrates, em 2005. O estilo de fazer campanha em que não se prometiam 150 mil novos empregos. Apenas se assumia um forte objetivo comum. Jamais uma promessa eleitoral. Tão eficaz como difícil de cobrar.

Nesta campanha, que ainda agora começou oficialmente, peço aos candidatos que voltem a comprometer-se frontalmente com os eleitores, que digam ao que vão, que assumam e que assinem as suas promessas, que deem a sua palavra aos eleitores. Que digam o que querem fazer nos próximos quatro anos, como o vão fazer. Já agora, com que dinheiro (e de quem) o vão fazer: se dos munícipes, se da União Europeia, se de uma transferência do Governo Central.

A política precisa de frontalidade e vinculação. Para que cada candidato e cada eleitor saiba ao que vai.

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comentários

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De pvnam a 21.09.2017 às 01:07

ESQUECER A CONVERSA COM OS 'PENDURAS'!
MOBILIZAR OS RESISTENTES PARA O SEPARATISMO!
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Não acontece só com os jogadores dos clubes de futebol: as regiões/sociedades mais pobres também vêem os seus melhores partirem para as regiões/sociedades mais ricas.
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Os resistentes que ficam nas regiões/sociedades mais pobres têm de cortar (leia-se separatismo) com os penduras!
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PENDURAS: na Europa existem muitas comunidades nativas penduras -» não trabalham para a sustentabilidade da sociedade (média de 2.1 filhos por mulher)... penduram-se na boa produção demográfica de outros!
[e mais, os penduras ao mesmo tempo que são contra a repressão dos Direitos das mulheres, em simultâneo, são uns lambe-botas da boa produção demográfica daqueles que tratam as mulheres como 'úteros ambulantes' - exemplo: islâmicos]
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Os penduras são uns lambe-botas dos ASPIRANTES A DONOS-DISTO-TUDO.
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Existem dois tipos de hipócritas hitlerianos anti-racistas:
i) aqueles com a ambição de serem «donos-disto-tudo» (eles possuem uma elevada taxa demográfica);
ii) a alta finança, capital global - ambiciona terraplanar as Identidades, dividir/dissolver as Nações para reinar... [nota: pululam por aí muitos mercenários ao serviço da alta finança]
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---»»» Todos Diferentes, Todos Iguais... ou seja, todas as Identidades Autóctones devem possuir o Direito de ter o SEU espaço no planeta -» inclusive as de rendimento demográfico mais baixo, inclusive as economicamente menos rentáveis.
-» Os 'globalization-lovers', UE-lovers e afins, que fiquem na sua... desde que respeitem os Direitos dos outros... e vice-versa.
---» blog http://separatismo--50--50.blogspot.com/.
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Nota: Os Separatistas-50-50 não são fundamentalistas: leia-se, para os separatistas-50-50 devem ser considerados nativos todas as pessoas que valorizam mais a sua condição 'nativo', do que a sua condição 'globalization-lover'.
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Anexo 1:
OBRIGADO DONALD TRUMP.
Donald Trump pôs a nu o hitlerianismo dos aspirantes a donos-disto-tudo!
-» Imbuídos no seu hitlerianismo, os aspirantes a donos-disto-tudo, não suportam a existência de outros ---» eles são intolerantes para com os povos autóctones (economicamente pouco rentáveis) que procuram sobreviver pacatamente, E AO SEU RITMO, no planeta.
[nota: nazi não é ser alto e louro, blá, blá... mas sim, a busca de pretextos com o objectivo de negar o Direito à Sobrevivência de outros]
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Anexo 2:
Têm-se de cortar (leia-se separatismo) o quanto antes com os penduras: ELES PRETENDEM VENDER O MÁXIMO QUE PUDEREM!...
-» Países dominados por nativos penduras (ex: muitos países europeus) estão sendo vendidos às multinacionais: analisando a evolução estatística, em muitos países vê-se o óbvio -» a propriedade pública e a propriedade privada tradicional estão a desaparecer, em oposição, a propriedade das multinacionais (capital sem rosto) está a crescer avassaladoramente.
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Anexo 3:
-» Democracia sim, todavia, há que mobilizar aquela minoria de autóctones que se interessa pela sobrevivência da sua Identidade... para dizer NÃO ao nazismo-democrático, leia-se: é preciso dizer não àqueles que pretendem democraticamente determinar o Direito (ou não) à Sobrevivência de outros.
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Anexo 4:
-» Imagine-se manifestações (pró-Direito à Sobrevivência) na Europa, na América do Norte (Índios nativos), na América do Sul (Índios da Amazónia), na Ásia (Tibetanos), na Austrália (Aborígenes), ETC... manifestações essas envolvendo, lado a lado, participantes dos diversos continentes do planeta... tais manifestações teriam um impacto global muito forte.
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P.S.
Os penduras, os «dreamers», e os muitos hipócritas afins da mesma laia, não falam disto: em pleno século XXI tribos da Amazónia têm estado a ser massacradas por madeireiros, garimpeiros, fazendeiros com o intuito de lhes roubarem as terras... muitas das quais para serem vendidas posteriormente a multinacionais (por exemplo, é imenso o património no Brasil que tem estado a ser vendido à alta finança).

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