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PPC

por Alexandre Borges, em 04.10.17

Passos nunca soube adaptar-se ao estranho papel de ser, ao mesmo tempo, o homem que tinha ganho as eleições e perdido o governo. Faltou-lhe instinto político antes e depois, cometeu erros por actos e omissões, e sai agora na altura certa, porque já não tinha como continuar. Foi um péssimo líder da oposição e um grande primeiro-ministro. Porquê? Em três pontos simples: tirou o país da falência em que o metera Sócrates, salvou-o da canalhice de Portas e libertou-o de 20 anos de sequestro por Ricardo Salgado. À medida que forem assentando ressentimentos e entusiasmos partidários, a História reconhecê-lo-á, sem dificuldade. Acima de tudo, foi um homem de bem. Venha outro tão decente e melhor político. Mas será difícil. Não são coisas que se cruzem muito na mesma pessoa.

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comentários

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De Anónimo a 04.10.2017 às 21:26

Salgado, esse socialista encapotado!

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