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PPC

por Alexandre Borges, em 04.10.17

Passos nunca soube adaptar-se ao estranho papel de ser, ao mesmo tempo, o homem que tinha ganho as eleições e perdido o governo. Faltou-lhe instinto político antes e depois, cometeu erros por actos e omissões, e sai agora na altura certa, porque já não tinha como continuar. Foi um péssimo líder da oposição e um grande primeiro-ministro. Porquê? Em três pontos simples: tirou o país da falência em que o metera Sócrates, salvou-o da canalhice de Portas e libertou-o de 20 anos de sequestro por Ricardo Salgado. À medida que forem assentando ressentimentos e entusiasmos partidários, a História reconhecê-lo-á, sem dificuldade. Acima de tudo, foi um homem de bem. Venha outro tão decente e melhor político. Mas será difícil. Não são coisas que se cruzem muito na mesma pessoa.

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De Rão Arques a 04.10.2017 às 22:17

Só para concluir a minha receita envinagrada refiro o que os entusiasmados órgãos de comunicação consideraram como farpa de Costa, a alusão às "dores" do PSD no passado domingo.
Não houve ninguém naquela bancada capaz de lhe responder a rasgar apenas isto:
O Sr. primeiro ministro está a fazer crer que já se esquece de como lhe doeu a derrota nas legislativas, só se safando com um par de calçadeiras enfiadas à pressa sem recurso a vaselina para resgate do próprio cadáver politico a tombar de podre.
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De AB a 04.10.2017 às 22:35

Bem dito.
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De Anónimo a 04.10.2017 às 23:52

Sem preocupações, o "rato" (que ganhou as anteriores eleições à boleia de Passos Coelho) irá envenar o PS
https://ominho.pt/candidato-junta-ponte-acusado-subornar-eleitores/

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