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quando não medimos bem o que estamos a dizer

por Rodrigo Moita de Deus, em 28.11.16

Os socialistas acusam os partidos de direita, sobretudo o PSD, de terem causado dificuldades na capitalização da CGD. João Galamba pede contenção: Que não sejam partidos "que não olham a meios para atingir os fins".

A culpa da coisa ter corrido mal é dos críticos. Não concordar com as opções do governo é antipatriótico. Dizê-lo publicamente é arranjar "dificuldades". O sistema precisa de estabilidade e tal. Porque só o governo defende o interesse público. O governo é bom. Todos os outros são maus. Onde é que eu já ouvi isto?

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comentários

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De Rão Arques a 29.11.2016 às 12:40

Novembro, 2016 09:50

Ontem como hoje, até quando corja??
EST(R)ADO DA NAÇÃO

-Sociedade Portuguesa hoje Analfabetismo funcional; in(cultura)/ignorância; apatia cívica/irresponsabilidade; ilusão/aparato/ostentação; irracionalidade/inversão de valores; indigência mental/anestesia colectiva; ensino postiço e inconsequente; autoridade tolhida e envergonhada; justiça sinuosa e selectiva; responsabilidades diluídas e baralhadas; mediocridades perfiladas e promovidas; capacidades trituradas e proscritas; sofisma institucionalizado.

-Quês e porquês Maleita atávica e condicionamento manipulado pelos poderes instalados; negligência paralisante no dever de participação; vício embriagante na desculpa cómoda do dedo acusador sempre em riste. Culpar D. Sebastião, o padeiro da esquina ou dirigentes de ocasião é nossa mestria e sina nossa. Culpados somos todos nós, acomodados na obsessão estéril de celestiais direitos. Também é com a nossa apatia pelos valores de intervenção e cidadania, que somos conduzidos repetidamente para o conhecido pantanal. Os nossos governantes são o reflexo e extensão da gente que somos, mas valha a verdade em escala cujo grau de refinamento, incapacidade e subversão de interesses colectivos ultrapassa os limites da decência. Que o actual 1º ministro em vez de esbracejar governe e em vez de iludir assente, invertendo essa carga em desequilíbrio e remetendo para as calendas a política de feirola de contrafeitos.

-Receituário extraviado Cabe cultivar que ao cidadão comum não deve competir apenas votar ciclicamente em deputados acorrentados pela disciplina partidária. Na sociedade como nos bancos da escola, acautelar conceitos/aulas de civismo e cidadania, o que é liberdade, democracia, educação e compostura. A televisão pública como veículo que molda, não pode servir só para futebol, novelas e propaganda oficial. Não basta compor a rama, é preciso cavar a terra e aconchegar os tomates. Por hora o circo ameaça continuar, mas que o tempo (grande mestre) se encarregue de nos despertar enquanto é tempo. A nós, suporte colectivo de tragédias e façanhas, competirá sobretudo intervir responsável e interessadamente no que a todos diz respeito, não concedendo carta branca ao desbarato para o traçado do caminho, ao círculo restrito de políticos abengalados.

Nota:Este escrito é velho com barbas e serve bem agora para os novos cabelos brancos

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