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O nosso problema não é de milhares de euros

por João Moreira Pinto, em 12.10.12

Jamais resolveremos o problema orçamental do País, enquanto andarmos entretidos com o acessório. Passamos dias a discutir os milhares gastos na frota automóvel do PS, quando o nosso problema é na ordem dos milhares de milhão. Não é que o PS não mereça. A proposta de diminuição do número de deputados como medida de poupança (entre outras) serve para alimentar esta discussão de mercearia. Mas da direita à esquerda parece faltar vontade de discutir o cenário macro. Ir aumentando impostos não será suficiente. joaompinto

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Nuno Grande (1932-2012)

por João Moreira Pinto, em 10.10.12

 

Carregava a grandeza no nome, mas será pela grandeza das suas obras que nos recordaremos dele. Co-fundador do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, Universidade do Porto, o Professor Nuno Grande revolucionou para sempre o ensino da Medicina em Portugal. Sob o lema «médico que só sabe Medicina, nem Medicina sabe», procurou a multidisciplinaridade numa altura em que parecia impossível, instigou o espírito crítico quando imperava a unanimidade, afrontou, criticou, propôs soluções toda a sua vida. Concordando-se ou não, assumiu sempre posições sobre o que se passava à sua volta. Sem medos. E sempre com as pessoas em primeiro lugar. 

 

O Professor Nuno Grande marcou a vida de muitos (quase todos) que privaram com ele, entre alunos, colegas, familiares, amigos, doentes. Mais que todos os seus feitos científicos e cívicos (que deixo aos biógrafos a difícil tarefa de agregar), são estas marcas indeléveis que foi espalhando ao longo da sua vida que definem a sua grandeza. A Igreja da Nossa Senhora da Boavista foi pequena demais para acolher o mar de gente que quis prestar uma última homenagem a este médico, investigador, humanista, professor, Homem da cidade. Que quis agradecer a Deus o privilégio de o termos tido connosco durante 80 anos.


(Ler também o Bruno Maia no Esquerda.net)

joaompinto

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registei o simbolismo (quiça intencional) de Cavaco Silva vestir gravata rosa e António Costa gravata laranja. Esta alternância cromática tem muito mais a ver com o estado a que chegou a República.


joaompinto

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Crónica no Expresso online

por João Moreira Pinto, em 03.10.12

a convite do Henrique Raposo: «Não, repensar a saúde não é coisa de malfeitores».

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Ainda se queixam do Marinho Pinto

por João Moreira Pinto, em 02.10.12

Ordem quer processar médicos que assinaram parecer sobre "racionamento" de remédios, pois "fere" o Código Deontológico da Ordem dos Médicos e valores éticos intemporais", justifica o CNE, em comunicado.

 

Vejamos,

artigo 5.º (Princípio geral) 

4. O médico, no exercício da sua profissão, deve igualmente, e na medida que tal não conflitue com o interesse do seu doente, proteger a sociedade, garantindo um exercício consciente, procurando a maior eficácia e eficiência na gestão rigorosa dos recursos existentes.

(...)

Artigo 32.º (Isenção e liberdade profissionais)

2. O médico tem liberdade de escolha de meios de diagnóstico e terapêutica, devendo, porém, abster-se de prescrever desnecessariamente exames ou tratamentos onerosos ou de realizar actos médicos supérfluos.

(...)

Artigo 111.º (Responsabilidade)

1. O médico deve ter em consideração as suas responsabilidades sociais no exercício do seu direito à independência na orientação dos cuidados e na escolha da terapêutica, assumindo uma atitude responsável perante os custos globais da saúde.

(...)

5. O médico tem obrigação de conhecer os custos das terapêuticas que prescreve, devendo optar pelos menos onerosos, desde que esta atitude não prejudique os interesses do doente.

in Código Deontológico da Ordem dos Médicos (sublinhados do autor). joaompinto

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Ração de ética para polemistas polarizados II

por João Moreira Pinto, em 28.09.12

Chegados à noite, já tínhamos indignações várias. Entre elas, a do bastonário da Ordem dos Médicos, que fala sempre que lhe põem um microfone à frente. Tudo que seja retirar poder à caneta dos médicos, ele é contra. Os jornalistas podem poupar-se ao trabalho e poupar-nos ao embaraço. Como médico, permitam-me acrescentar algumas considerações. 

 Ficou claro pela reportagem da SIC que não se pretende deixar de tratar de ninguém. Como tentei explicar no post anterior, poderá valer a pena apostar num tratamento mais barato, sabendo que a eficácia será menor (98% versus 95%, no exemplo que dei ontem). Obviamente, que os 5% a quem o tratamento não fez efeito terão que avançar para um 2º tratamento, eventualmente o tal mais caro, que não demos inicialmente. Acontece que 2% não responderão a nenhum dos 2 tratamentos. Para estes, avançaremos para 3ªs, 4ªs linhas. Por aí fora, até entrar em tratamentos experimentais. Definir quais são as prioridades dos tratamentos, é uma questão técnica científica e económica. A decisão de quanto temos disponível para gastar é política. 

 A existência de normas clínicas é uma segurança para o médico. Um exemplo prático (ainda que muito simplista), por cada traumatismo cranio-encefálico (TCE) a única forma de ter a certeza absoluta que não existe fractura é fazer um Rx. Como é insustentável (não só financeiramente, como em termos de recursos físicos e humanos), definem-se prioridades, critérios de quem deverá fazer Rx em caso de TCE? Entram critérios vários, como idade, achados no exame neurológico, etc. Quem não faz Rx poderá ir para casa com uma fractura e ter que voltar ao serviço de urgência por piorar o estado geral. Se o médico tivesse feito Rx, a fractura teria sido detectada antes? Provavelmente sim. Por achar que quer dar o melhor a todos os doentes, o médico pediria Rx a todos? Provavelmente sim, mas é o preço dos recursos finitos. Não podemos culpar o médico que cumpriu as guidelines, como ele próprio não se poderá sentir culpado por lhe ter escapado o diagnóstico.

 Aconselho lerem o artigo de opinião do Bruno Faria Lopes. Entre outras coisas ele, aponta outra vantagem para os médicos: «tira dos médicos (formados para fazerem tudo pelos doentes) o peso exclusivo de agirem como gestores hospitalares.»  Eu iria mais longe, quantas vezes o médico gostaria de oferecer ao seu doente um tratamento melhor (seja um fármaco, seja um tipo de fio de sutura, seja um exame auxiliar de diagnóstico) e não pode, porque a administração do hospital não tem dinheiro para comprar/substituir o que existe. Pior, naquele hospital não existe, mas o no hospital do vizinho (contribuinte como o doente em causa), já tem. A existência de normas/guidelines obriga que haja um compromisso nacional para dar o melhor tratamento ao maior número de doentes. Por isto, exige que entrem outros agentes na discussão, para além dos médicos, por muito que custe ao sr. bastonário.

Por fim, como disse no post anterior, esta questão não se polariza em direita ou esquerda. O próprio presidente do CNECV foi «designado para a dita por deliberação da Assembleia da República em 2009. Destacou-se aliás no combate pela aprovação da lei da interrupção voluntária da gravidez, da qual foi um dos principais autores.». A esquerda apanhou boleia para atacar o governo (que ao que sei ainda não se pronunciou sobre a matéria), enquanto à direita já soam vozes de que o próximo passo é a eutanásia porque é mais barato. Uma coisa todos parecem de acordo, é preciso cortar no Estado a toda a força, para preservar a sáude dos Portugueses. Opinião que eu felicito. Roubo estas duas frases ao Bruno Vieira Amaral no FB: «Depois das religiões e das ideologias, resta a saúde como valor supremo da nossa sociedade, muito à frente da educação e da justiça. Leiam o artigo devagarinho antes de começarem com a gritaria do costume (Hitler, etc.).»

joaompinto

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Ração de ética para polemistas polarizados

por João Moreira Pinto, em 27.09.12

Conselho de Ética dá luz verde ao racionamento de tratamentos para o cancro. E, antes que instale a polémica, convém primeiro ler o documento do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV). O racionamento de cuidados de saúde existiu e existirá sempre. Sendo o orçamento que os paga um recurso finito, é óbvio que quem escolhe gastar aqui, deixa destapado ali. É por haver racionamento de tratamentos que não existe um serviço de urgência 24h ao virar de cada esquina. Com o custo social de ter que deslocar quem precisa de um serviço de urgência 2-15-20 ou mais quilómetros para ser atendido, sobra dinheiro para que haja vacinas para todas as crianças, por exemplo. 

Aliás, o plano nacional de vacinação (PNV) é um bom exemplo de racionamento de cuidados de saúde. Para que uma determinada vacina entre no PNV, é preciso pesar a incidência da doença que ela pretende prevenir, a eficácia dessa prevenção, a possibilidade de tratamento da mesma, com os respectivos impactos para a saúde e 'economia' de cada indivíduo e para a saúde e economia do resto da população. Note-se que é por estas e por outras, que a vacina oral para profilaxia da gastroenterite aguda não entrou no PNV. Trata-se de uma vacina relativamente cara, que, embora eficaz, previne uma doença praticamente inócua para a criança e para os restantes membros da sociedade. Quem quiser pode comprar a título individual, mas o Estado não faz esse investimento.

Infelizmente, estas escolhas feitas nos programas de prevenção nunca foram claras no que diz respeito ao tratamento. Isto é, o tratamento escolhido pelo médico, sendo orientado para aquele doente em particular, é oferecido na perspectiva de se estar a dar o melhor, mesmo que o 2º melhor fosse muito mais barato e fizesse quase o mesmo efeito. Os medicamentos mais recentes, por norma mais caros, por vezes apresentam vantagens mínimas (uma eficácia ligeiramente superior, menores efeitos laterais), mas são tentadores para quem procura dar o melhor ao doente que tem à sua frente. Isto explica em parte porque é que os preços com a saúde aumentam exponencialmente.

A tendência de criar normas de orientação clínica (vulgo guidelines) pretendem inverter este ciclo. Estas normas determinam uma linha de tratamento para uma determinada doença, através de um estudo técnico e de custo-benefício. Vale a pena tratar toda a populaçãode doentes com 2 milhões de euros e ter uma efcácia de tratamento de 98%, quando posso tratar a mesma população com 0,5 milhões e ter uma eficácia de 95%? Vale a pena gastar mais 1, 2, 3 milhões de euros, para diminuir ao tempo total de tratamento, ou para diminuir efeitos laterais como vómitos? E se estivermos a falar da queda do cabelo? Eu não sei. Depende da doença, depende do dinheiro disponível, depende de tantas outras coisas. Como se percebe, estas guidelines têm uma vertente política importante, para qual todos (enquanto sociedade) devemos contribuir. O documento do CNECV abriu a porta para esta discussão. Uma discussão onde só os mais fundamentalistas encontram uma esquerda e uma direita.

joaompinto

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ADSE: Prefira o que é deles

por João Moreira Pinto, em 18.06.12

A ADSE tem 1,3 milhões de beneficiários. Dizer que a  ADSE está matar os hospitais públicos parece-me exagerado. A ADSE mostra que o Estado consegue, através da contratualização com privados, preços substancialmente mais baixos do que consegue nos hospitais onde ele próprio (o Estado) é o patrão. 'Pior', mostra que o utente, trabalhador do Estado, prefere recorrer a esses privados a aturar os caprichos dos seus colegas da função pública.

 

A grande maioria dos funcionários públicos, como beneficiários da ADSE, fazem uso do sistema, seja para poderem escolher o médico que os atende, seja para terem um atendimento rápido, seja para pernoitarem em quarto particular, seja pela razão que for. A grande maioria dos beneficiários da ADSE prefere recorrer ao sistema privado ou convencionado a frequentarem o hospital público. Gostaria de saber, entre os médicos que farão greve pela defesa do Sistema Nacional de Saúde, qual a percentagem de vezes em que (como utentes) preferiram o SNS público, universal e gratuito em relação à clínica privada. joaompinto

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Serviço low cost III

por João Moreira Pinto, em 16.06.12

Mas não só as organizações que representam os médicos têm culpas no cartório, os próprios médicos são de alguma forma responsáveis. Primeiro, porque votam em quem os representa desta forma. Segundo, porque, durante anos, acharam bem contratar recém-especialistas a €3200 euros/mês (o equivalente a uma subida de 15-20 anos pela tão defendida carreira médica), aproveitaram-se de um regime de ordenados baseado em horas extra-ordinárias (muitas vezes inflacionadas), não denunciaram os contratos dos seus pares que prestavam serviço médico a um preço muito mais caro que o preço da hora extra estipulado, muitas vezes através da constituição de empresas, entre outros pequenos escândalos. Defenderam-se os médicos, não se defendeu o Sistema Nacional de Saúde.

 

Chegados a este ponto, percebe-se que é necessária uma mudança. Nas redes sociais manifestam-se recém-especialistas e médicos internos (os que ainda estão a tirar a especialidade), porque percebem que o caminho trilhado pelos colegas mais velhos e pelos governos anteriores empurrou-os (-nos) para uma situação de crise que pagarão com salários baixos independente da competência ou qualidade de cada um. São médicos que defendem que o mérito deverá ser critério de desempate, que a progressão salarial deverá ser proporcional à competência individual e da qualidade do serviço, que a forma de reconhecimento deverá passar pela escolha livre do utente. Tudo ideias que continuam a não vir espelhadas nas declarações conjuntas dos sindicatos e da Ordem dos Médicos. Tudo ideias que o governo já defendeu e que parece ter deixado de acreditar. Quem defende estes médicos? joaompinto

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Serviço low cost II

por João Moreira Pinto, em 16.06.12

Escolher um serviço apenas pelo preço, é preguiçoso, injusto e, no limite, poderá sair mais caro. Obviamente que, se não olharmos à solidez da empresa que presta o serviço (neste caso médico), ao tamanho e qualidade do quadro médico que a integra, aos curricula, etc., poderemos (todos enquanto Estado) estar a contratar médicos incapazes, maus prestadores do serviço, exagerados na prescrição de medicamentos e exames auxiliares de diagnóstico. A incompetência pode sair muito cara ao bolso e à saúde dos Portugueses.

 

Esta proposta para contrato das horas que estão em falta, não faz sentido, mas tem um história. História à qual os Sindicatos e a Ordem dos Médicos não são alheios. Se os primeiros defendem uma progressão da carreira por tempo de trabalho em vez de por qualidade de trabalho, a segunda tem se portado de forma corporativa, defendendo mais a qualidade de vida dos médicos que a qualidade da Medicina. Como nunca houve um estímulo para diferenciar os bons dos maus médicos, para a população em geral, e para os burocratas do Ministério da Saúde em particular, tanto faz contratar Dr X ou Dr Y, porque não é fácil distinguir quem é realmente melhor. A ideia tantas vezes alimentada que em Portugal todos os médicos são muito bons ou excelentes poderá agora sair cara. joaompinto

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Serviço low cost I

por João Moreira Pinto, em 16.06.12

 

O Ministério da Saúde fez um levantamento do número de horas em falta para cada especialidade médica e para cada Distrito. Agora, lança um concurso público para a atribuição dessas horas a empresas de prestação de serviços. Único critério de selecção: ganha o mais barato. Imagino o que aconteceria se a mesma medida fosse aplicada para a contratação de pareceres jurídicos, para a assessoria em comunicação e imagem, para a instalação de um sistema informático, neste e noutros ministérios. joaompinto

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Crowdfunding

por João Moreira Pinto, em 04.06.12

Cada artista apresenta o seu projecto, o seu currículo, a sua arte. O consumidor faz o seu julgamento e decide ou não apoiar o projecto, geralmente em troca de um agradecimento. Este pode ser na forma de um download dum ficheiro mp3, um CD autografado, um convite para um dos ensaios, etc.  Em vez de andarem de mão estendida atrás do Estado, os 'agentes artísticos' podem submeter-se ao julgamento do público que decide quem quer ou não apoiar. Se o projecto tiver qualidade, terá a apreço de quem o consome e o apreciação de quem o subsidia.

 

Exemplo prático. O compositor Luís Tinoco, um dos melhores na música erudita contemporânea, está a preparar um disco a ser gravado com a Orquestra Gulbenkian. Precisa de juntar €3000. Pede apoios que podem ir de €15 a €300. Em troca, o apoiante recebe desde um CD quando este fôr editado até convites para as gravações com direito a partituras autografadas. Eu já fiz o meu investimento e convido-vos a fazê-lo também. Até ao momento, o Luís Tinoco já angariou €1670 (55% do total).

 

No website da PPL (people, a.k.a 'o povo') encontra mais informação sobre crowdfunding e projectos à procura de apoios. joaompinto

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Lido no Facebook

por João Moreira Pinto, em 11.04.12

 

sim, mas há quase 10 milhões de pessoas que não foram convidadas e a quem a conta vai ser apresentada...

joaompinto

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Não saímos daqui

por João Moreira Pinto, em 16.02.12

Parece que uma manifestação de alunos do secundário afastou o Presidente da República de uma visita a uma escola. Os alunos de artes querem uma cantina, pelo que apontaram baterias a Cavaco Silva. Se era essa a causa de tanto alarido, poderiam falar com os dois elementos do Governo presentes na dita visita. Os secretários de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida, e do Ensino Básico e Secundário, Isabel Leite, não fugiram ao contacto com os alunos e mantiveram a visita. Eles (mais que o Presidente da República) têm poderes executivos que permitem melhorar as condições da dita escola.

 

Nas imagens que as TVs mostram da tal manifestação, vêem-se os habituais cartazes das esmolas, do quero isto, quero aquilo, fascistas aqui e acolá. Claramente, a ignorância sobre a organização dos poderes públicos é inversamente proporcional à capacidade de pensar fora da cassete do garantismo estatal e à iniciativa própria. Reflexo disto é o que disse uma das indignadas de hoje à TVI: «Se a montanha não vai a Maomé, Maomé vai à montanha. Por isso, não saímos daqui.»  joaompinto

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Eu ainda sou do tempo em que a EDP era posse do Estado II

por João Moreira Pinto, em 12.01.12

Sobre o mesmo tempo, recomendo a leitura de Pedro Pita Bastos, no Reino da Dinamarca: joaompinto

O escrutínio público não deve ser sobre as escolhas dos accionistas privados sobre quem deve ou não pertencer ao conselho de geral e de supervisão da EDP. Deve ser a partir de agora sobre as opções de política do Governo e sobre as decisões de regulação do sector. Será essa a verdadeira prova da independência das escolhas feitas pelos accionistas da EDP face ao poder político.

 

 

 

 

 

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Eu ainda sou do tempo em que a EDP era posse do Estado I

por João Moreira Pinto, em 12.01.12

Ou seja, antes da privatização e depois da privatização com golden shares na mão dos governos. Isso acabou na semana passada. Foram os novos accionistas privados que nomearam o novo conselho geral e supervisão. É a contra-face da iniciativa privada: as empresas nomeiam quem querem, mesmo que isso cause embaraço ao governo e dê azo a acusações infundadas por parte da oposição. joaompinto

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Aos comentadores que hoje se abstêm de comentar

por João Moreira Pinto, em 24.11.11

Um colega no trabalho chamava-me a atenção para um dos perigos escondidos da greve. Para contextualizar, trabalho num hospital do serviço na nacional de saúde (público). Dizia o colega que quando fazemos greve são mais aqueles a quem não se nota a falta do que aqueles que (com a sua falta) fazem sentir que o seu trabalho é mesmo fundamental. Neste sentido, a greve é uma boa forma de o patrão descobrir onde pode cortar. joaompinto

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Atentado Médico

por João Moreira Pinto, em 05.11.11

A forma como a Ordem dos Médicos contesta a nova lei do medicamento não dignifica a classe e não espelha o que deveriam ser as reais preocupações de uma Ordem cuja função primordial é assegurar a qualidade da Medicina.

 

A lei que obriga a prescrição por princípio activo parte do princípio que todos os genéricos são iguais, o que não é verdade. Os excipientes (aquilo que envolve o princípio activo), e nalguns casos até as doses do próprio princípio activo, não são as mesmas nem exactas. Isto faz com que a biodisponibilidade do fármaco (isto é, a quantidade de princícpio que é distribuída aos tecidos-alvo) não seja a mesma de marca para marca. É por isso que, segundo a OM, a experiência individual de cada médico indica-lhe que este ou aquele genérico parece ter mais ou menos efeito. Não questionando este facto, é lamentável que a OM prefira manter este 'achismo' empírico numa actividade científica como é a Medicina, do que lutar para que a introdução e posterior regulação dos genéricos seja mais rigorosa e garanta que todos têm a máxima qualidade.

 

Segundo o Expresso, a OM ameaça com uma proposta tonta e deontologicamente questionável. Propor que os médicos prescrevam certos fármacos, não por serem a primeira linha para o tratamento de uma dada doença, mas por não terem marca genérica, é um atentado à boa prática médica e viola mais que uma vez o Código Deontológico. É um atentado ao bolso do utente, porque pagará mais pelo seu tratamento. É um atentado ao bolso de todos, porque todos pagaremos essa diferença. joaompinto

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Do lado certo da força

por João Moreira Pinto, em 22.08.11

©joaompinto

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Extremistas à portuguesa

por João Moreira Pinto, em 12.08.11

 

Num concerto maioritariamente frequentado por neonazis, uma organização chamada 'Exit-Germany' distribuiu t-shirts com uma imagem de uma caveira e duas asas, onde se lia «Hardocore Rebel. Após a primeira lavagem, a imagem desfazia-se para dar lugar uma frase. «O que a sua t-shirt pode fazer, você também pode. Nós vamos ajudá-lo a romper com a extrema-direita.»

 

Eis uma boa ideia para a próxima festa do Avante. joaompinto

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Então os plasmas, as consolas e as roupas de marca?

por João Moreira Pinto, em 12.08.11

Dos distúrbios ocorridos em Londres há uma importante lição a tirar. O estado social não se pode limitar a atirar dinheiro aos pobres para comprar a paz social dos ricos. joaompinto

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Independência da Madeira

por João Moreira Pinto, em 07.08.11
Ana Sá Lopes assina no i um artigo interessante, onde descreve a coligação PSD/CDS um «casamento de fachada que tem tudo para correr muito mal» e que os familiares da Madeira já se mostram «perturbados» com as liberdades entre o casal.
 
Não é raro na família existir um tio afastado que acha o rapaz ainda garoto para casar. O tio, habituado a viver a expensas do resto da família, por força de um poder que foi alimentando lá na vila, vê o seu estatuto ameaçado pelo novo apelido que se junta à família, cheio de ares de liberdade e rebeldia.
 
Factos são factos. Um dos derrotados nas últimas legislativas foi Alberto João Jardim. Com a eleição dos 24 deputados do CDS, o PSD nacional deixou de precisar dos deputados do PSD Madeira para passar os diplomas na Assembleia. O 104 deputados do PSD nacional mais os do CDS dão uma maioria segura, que faz com que o governo e o primeiro-ministro que o lidera não precise dos 4 votos da Madeira para nada.
 
Esta situação de 'independência da Madeira' pode até ser do agrado de Pedro Passos Coelho. Se quiser dar uma imagem de rigor, o primeiro-ministro terá que se distanciar o mais possível do despesismo do Presidente Regional da Madeira. E não aparecer em Chão da Lagoa em vésperas de eleições regionais é um bom sinal disso. joaompinto

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Olimpíadas Parlamentares de Matemática

por João Moreira Pinto, em 06.08.11
 
 
100% (totalidade das chamadas) - 62% (aquelas que demoram 5 segundos) = 38% das chamadas (demoram mais de 5 segundos). Telefonar uma única vez não prova nada, porque essa chamada tem uma probabilidade de 38% de cair no grupo das que demoram mais de 5 segundos. Se queriam testar o tempos de espera, precisavam de uma amostra maior de chamadas, a diferentes horas, em diferentes dias e em diferentes regiões do País. Isto é estatística básica. E deveria fazer parte de um compêndio básico a entregar no início da legislatura. joaompinto

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O saco

por João Moreira Pinto, em 10.07.11

 

Não compreendo a onda de contestação contra as agências de rating. Algum Português sente confiança suficiente no Estado para lhe emprestar o seu dinheiro? Alguém acredita que parte do seu salário que deposita a prazo todos os meses nos cofres da segurança social estará lá aquando a reforma? No fundo, a Moody's veio dizer aquilo que a maioria dos portugueses dizem há muito: o bolso do Estado é um saco roto. Se não o é, provem-nos o contrário. joaompinto

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Assim espero

por João Moreira Pinto, em 24.06.11

Pedro Passos Coelho passa a viajar em classe económica dentro da Europa. Chegará ao mesmo tempo que chegaria se viajasse em executiva, mas poupa dinheiro aos contribuintes. À esquerda, grita-se demagogia. À direita, pouca dignidade para o cargo.
Eu aplaudo o exemplo. Exemplo para a esquerda que sempre usou a demagogia para gastar mais dinheiro. Exemplo para a direita (ou parte dela), que tende a dar demasiada importância a pormenores bacocos. Os homens não se medem pelos fatos Armani que vestem, pelos concertos no S. Luís a que chegam atrasados, pelas férias de luxo que passam no Quénia.
No essencial, PPC passou a mensagem: o tempo é de poupança e o exemplo virá de cima. joaompinto

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Manifesto comunista

por João Moreira Pinto, em 14.05.11

É curioso o único partido de direita em Portugal ter o único programa eleitoral com título de esquerda. Esta aparente contradição reflecte a situação excepcional em que o País se encontra. Quem olhar com seriedade para o que está a acontecer em Portugal percebe que durante a próxima legislatura estaremos constantemente a negociar a soberania da Nação, que o governo socialista colocou no prego.

 

Esta época que atravessamos abre a porta à realização de reformas importantes no País, das quais a que se tem falado mais é a das finanças, por ser a mais urgente, mas deverá ser acompanhada de medidas que permitam a sustentabilidade da saúde, a melhoria da justiça, a recuperação económica, etc. Nestas reformas como noutras, Portugal precisará de tomar decisões rápidas, assertivas, e, por isso, bem estudadas e bem pensadas.  Não adianta, e até prejudica, lançar ideias para o ar e desdizê-las passados poucos dias, como tem feito o PSD. Muito menos adiantará insistir na fórmula gasta que o governo tem usado nos últimos anos e, como mostra a situação das contas públicas portuguesas, não resulta.

 

O CDS tem uma equipa que se foi preparando à medida que a conjuntura económica nacional foi piorando. Estudou as medidas fiscais que Portugal precisa tomar e expô-las de uma forma clara para que todos (da direita à esquerda) percebam que podem confiar nesta equipa. Posto isto, faz sentido que o CDS se apresente aos portugueses como o partido com a equipa mais preparada para enfrentar a crise em que estamos.

 

Ideologias à parte, há que recuperar as finanças do País sem comprometer o crescimento económico, sem retirar o apoio aos mais pobres, sem abdicar de saúde, educação e segurança para todos.  Li o documento e aconselho que o façam também, porque está lá isto tudo. Não é o programa de um partido, é um manifesto para todos os portugueses.

 

(também no Rua Direita)

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De bolsos vazios

por João Moreira Pinto, em 14.05.11

O quase-engenheiro José Sócrates repetiu o número da pasta vazia no debate com Louçã. Depois da demonstração circense frente a Portas, o nosso pândego continua alegremente a fazer troça de um País na penúria.

 

Hoje, o CDS lançou oficialmente o seu manifesto eleitoral. Estão lá todas as medidas que o CDS propôs em alternativa ao PEC I, ao PEC II, ao PEC III e ao Orçamento de Estado para 2011. As mesmas sugestões foi repetindo até ao PEC IV. A todas elas o ex-primeiro ministro tapou os ouvidos. Se José Sócrates tivesse guardado algumas delas na dita pasta transparente, talvez não estivéssemos todos de bolsos vazios.

 

(publicado no Rua Direita).

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Andamos nisto

por João Moreira Pinto, em 03.03.11

 

De segunda a quinta, o Dr. Manuel Pizarro, secretário de estado do governo PS, impede a nomeação de novo presidente da Sociedade de Reabilitação Urbana Porto Vivo - impasse que dura desde Novembro do ano passado. De sexta a domingo, o Dr. Manuel Pizarro, presidente do PS-Porto, critica o «abandono e desleixo» a que foi vetada a cidade. joaompinto

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Mas ninguém se insurge contra este tipo de ameaças? O uso do taser é uma questão controversa, mas defensável: um tiro com arma de fogo só acrescentaria sangue à pocilga em que se tinha transformado aquela cela, e o contacto físico com um tipo que se esfrega na sua própria cáca é de higiene duvidosa. Mas enquanto se discute esta questão paralela, existe um guarda que mostra total incapacidade de insultar e de ameaçar com palavrões à séria.

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Sejamos Portugueses

por João Moreira Pinto, em 11.02.11

Adoro o Português da cunha, do desenrasque, do documento pessoal imprimido no emprego, da fotografia fotocopiada à socapa do chefe, das horas perdidas no e-mail pessoal e no facebook. Adoro o Português que passa à frente o familiar, dá 'um jeitinho' ao amigo, desempata a vida ao vizinho. Adoro o Português que quebra as regras de vez em quando, que tenta safar-se a si e ao próximo, não é impoluto sem ser ao mesmo tempo corrupto. É este Português humano que deveríamos adorar e preservar.

 

Em vez disso, idolatramos o homem exemplar, o que não parte um prato, não quebra um regulamento, não abre um processo de pessoa desaparecida se o pedido não fôr feito por um familiar da mesma, não arromba a porta da tia que não dá notícias há 9 anos não vá ser-lhe instaurado um processo, não procura saber o que aconteceu a uma velhinha que deixou de levantar a reforma, pagar a luz, a água e o fisco, ao mesmo tempo, porque não está escrito nas suas funções. Ser Português não é isto.

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Pelo direito a não ter deveres!

por João Moreira Pinto, em 10.02.11

Durante a greve dos ferroviários, esta manhã não foram cumpridos os serviços mínimos. Mais que um direito dos restantes cidadãos que pretendiam chegar ao emprego, os serviços mínimos são um dever de quem tem direito à greve e são uma imposição legal que foi decretada previamente pelo Tribunal Arbitral. Segundo noticia a TSF, o sindicato dos ferroviários apoia essa decisão, até porque «até agora nunca conseguiram penalizar qualquer trabalhador pelo facto de não acatarem os serviços mínimos.» Os direitos sem deveres aliados à impunidade. Um reflexo do País.

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Amiguismo

por João Moreira Pinto, em 02.02.11

Bernardo Bollen Pinto
President of the Permanent Working Group/European Junior Doctors

Por vezes deparamo com sucessos alheios que muito me orgulham. Vem esta frase a propósito do Bernardo, meu antigo vizinho de prédio, compincha de viagens, faculdade e bebedeiras, companheiro na vida académica e fora dela.

O Bernardo inciou o seu internato médico em Anestesiologia e logo a seguir suspendeu-o para se dedicar ao doutoramento em Londres. É de lá que mantém a sua actividade associativa, na defesa de uma formação médica de excelência, que foi sempre a sua grande paixão. Actulamente, preside ao European Junior Doctors e conseguiu um dos maiores feitos da sua história. Após 35 anos de existência, muito trabalho burocrático e diplomático, o EJD está finalmente registado como organização oficial, e segundo lei belga.

É um líder europeu e é português. Merece que falemos mais dele.

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Causas íntimas II

por João Moreira Pinto, em 01.02.11

O governo pretende fazer a quinta alteração ao Decreto-Lei n.º 203/2004, de 18 de Agosto, que regula os internatos médicos. Desde que comecei o meu internato médico em Janeiro de 2005, por quatro vezes o Estado alterou as regras do jogo. Só se dá a este luxo quem tem o monopólio sobre a formação dos médicos (do pré-graduado à conclusão da especialidade). Só se sujeita a estes desvarios autoritários quem tem como única alternativa emigrar.

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Causas íntimas I

por João Moreira Pinto, em 01.02.11

Qualquer médico que pretenda exercer a sua profissão autonomamente em Portugal, para além da licenciatura em Medicina, necessita ter dois anos de exercício tutelado (isto é, precisa frequentar o chamado internato médico, pelo menos durante os primeiros dois anos). Em Portugal, o Estado tem a tutela exclusiva deste mesmo internato médico. Mesmo após a Ordem dos Médicos ter reconhecido capacidade formativa a vários estabelecimentos privados, só os hospitais públicos podem dar formação. Sendo assim, qualquer licenciado em Medicina que queira exercer a sua profissão ou ingressar numa especialidade tem que se sujeitar aos mandos e desmandos do Estado, seja em relação à remuneração, ao concurso de acesso às especialidades, ao horário de trabalho, etc.

 

Agora, o governo pretende obrigar todos os médicos que acabem o seu internato, podendo este demorar 4 a 6 anos, a trabalhar por igual número de anos para o Sistema Nacional de Saúde (no serviço onde foi dada a formação ou noutro qualquer). De uma forma 'democrática' o Estado dá duas opções aos jovens médicos: 12 anos no SNS a receber o que entendermos dar-lhe ou emigre!

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Sempre a mesma cara e o seu reverso

por João Moreira Pinto, em 29.01.11

 

Sócrates dixit: «os Portugueses optaram pela estabilidade política». Uma estabilidade que lhe interessava e sempre vira personificada na figura de Cavaco Silva.

Claro que o Primeiro-Ministro andou a tentar convencer os Portugueses do contrário. Ao lado de Alegre pedia aos Portugueses que votassem no poeta, na instabilidade, no discurso lunático do Bloco de Esquerda. Ao lado de Alegre punha aquela cara de confiança na vitória. A mesma cara que coloca cada vez que fala aos Portugueses do progresso, da inovação ecoverdejante, das saídas para a crise que estão sempre ali ao virar da esquina. A mesma cara com que, de mão dada a Alegre, olhava vitorioso para o abismo onde só um dos dois mergulharia.

Será a mesma cara cínica que os Portugueses verão quando estiverem no fundo do poço. joaompinto

 

 

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O Bom Funcionário

por João Moreira Pinto, em 27.01.11

Durante a campanha, sempre se falou que a abstenção prejudicaria a eleição na primeira volta de Cavaco Silva. No dia das eleições, alguém no Ministério da Administração Interna achou que a ordem era para cumprir. Porque raio havia de ser demitido?

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Pessoa

por João Moreira Pinto, em 19.12.10

A Prof. Maria do Carmo Fonseca, com quem tenho tido o privilégio de contactar profissionalmente nos últimos tempos é, antes de mais, boa pessoa. Merece para si o prémio, mas resolveu usar os 60 mil euros no Intituto de Medicina Molecular, instituição que representa. Quantos políticos dispensariam o seu carro de serviço com o mesmo propósito? Como diz a Ana Vidal, grande chapelada.

joaompinto

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Eleições presidenciais (II)

por João Moreira Pinto, em 19.12.10

Tenho gostado do discurso semi-presidencialista de Francisco Lopes. FL é partidário, diz que quer influenciar e intervir enquanto Pesidente da República, critica este, apoia aquele, diz que quer ser PR para lutar pelos trabalhadores, pelo povo. Mas foi pena FL ter escolhido o lado errado da barricada.

Passo a explicar. Enquanto FL defende os trabalhadores não o sendo; eu, sendo um, preferiria não sê-lo. Sou incapaz de votar em alguém que vive à custa da existência de mais trabalhadores e de mais povo, enquanto eu, e este povo, trabalha para deixar de fazer parte dele.

 joaompinto

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Eleições presidenciais (I)

por João Moreira Pinto, em 19.12.10

Lá tropecei nalguns debates dos presidenciáveis. Invariavelmente, a discussão vai dar ao papel do Presidente da República. Todos reconhecem que governar é papel do Governo. Todos concordam que legislar cabe à Assembleia da República. De uma forma ou de outra, e com a excepção de Francisco Lopes, os candidatos diminuem o papel do PR ao de representante do regime, acima das quezílias partidárias e atento ao rigoroso cumprimento da Constituição. Se procuram apenas um bom pai de família para secretariar os juízes do Tribunal Constitucional, basta abrir concurso público para o cargo. Poupava-se na campanha. Poupavam-nos aos debates.

joaompinto

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Qual telenovela,

por João Moreira Pinto, em 22.10.10

... uma manhã chegou para ver que não tenho perdido nada nos últimos dias. Passos diz que não dá o braço a José. As alcoviteiras juntam-se na praça para juntar o par desavindo. Santos traz e leva recados de entendimento. Passos diz que até não se importa, mas José talvez já não lhe interesse.

 

Neste namoro entre PS e o PSD, o primeiro deita Portugal a perder e o segundo sabe que, independentemente do resultado, já perdeu. De PEC em PEC, o PSD foi dando as condições ao governo para se manter à tona. Como não pode convocar novas eleições tão cedo, não tem alternativa á viabilização do Orçamento de Estado. Se o reprovarem, ficarão com o ónus da instabilidade política e económica do País. Se o viabilizarem, ficarão para sempre ligados às novas medidas de austeridade, que os Portugueses dificilmente lhe perdoarão.

 

José sabe que traz Passos pelo beicinho. Juntos vão enterrar Portugal. joaompinto

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Enquanto aguardamos a vinda do FMI...

por João Moreira Pinto, em 22.10.10

... em Ribeira d'Ilhas, Tiago Pires (aka Saca) garante a melhor onda para Portugal. joaompinto

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Abram alas para o circo

por João Moreira Pinto, em 05.09.10

O jardim onde ontem discursava José Sócrates fica à beira-mar plantado. Mais especificamente, no centro de um empreendimento chamado Palácio da Enseada. Esse jardim, que é público (assim dita o plano Polis para Matosinhos Sul), está pronto há um bom par de meses. Espaço verde agradável para o cidadão que quisesse passear à beira-mar durante os meses de tórridos deste Verão, não fosse o facto de haver um gradeamento a toda à volta do dito parque.

As grades que durante meses impediram o acesso a este jardim público saíram no exacto dia em que se instalaram as bancadas para receber o 'grande' líder. joaompinto

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Subsídio para o livro negro do 31 - poderia ter sido pior

por João Moreira Pinto, em 11.07.10

joaompinto

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Subsídio para o livro negro do 31 - os que não faltaram

por João Moreira Pinto, em 11.07.10

Aos meus amigos Nuno e Rodrigo.

joaompinto

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Notícias de Bruxelas

por João Moreira Pinto, em 05.06.10

1. À revelia do posto de comando, três Vaders juntaram-se ontem em Bruxelas. Bebeu-se cerveja, comeu-se o que se espera ter sido pato. Falou-se de política, falou-se de cirurgia por orifícios naturais, falou-se dos orifícios naturais da política.

 

2. A dívida portuguesa continuará a aumentar, enquanto se acumularem multas de estacionamento em Bruxelas.

 

3. De interessante, só mesmo que Diogo Feio já twitta. joaompinto

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(fonte: Dennis Auburn, via Sabino)

joaompinto

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Madeira II

por João Moreira Pinto, em 21.02.10

Atentem bem ao papel dos militares nas situações de catástrofe. As nossas Forças Armadas treinam para acudir a situações de emergência. É um investimento pouco rentável, mas que na hora em que são precisos permite resposta rápida e eficaz. Pelo que tenho acompanhado nos media, os nossos militares têm actuado de forma exemplar. Isto também é Defesa Nacional. Parabéns! joaompinto

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Madeira

por João Moreira Pinto, em 21.02.10

Ouvi e li muita gente a criticar o dirigente local da Quercus com a mais que previsível declaração nós-bem-avisámos. Posso até considerar que, no meio da tragédia que se instalou na Madeira, as palavras da Quercus podem ter parecido demasiado precoces. Quando milhares procuravam salvar pessoas e restabelecer as comunicações, alguém aparece na televisão a falar de antigas profecias ecológicas, porque alguém lhe foi perguntar por elas. Se hoje é tempo de acudir às emergências, amanhã será tempo de reconstruir. E convém não cometer os erros do passado.

 

Dizia um técnico de geografia na televisão que a Madeira é propensa a dilúvios. Dizia que se não existiram nos últimos anos, não quer dizer que não houvesse em passados mais antigos. Acredito, mas em pleno século XXI temos todas as ferramentas para minimizar o impacto das grandes chuvadas. Repito. Amanhã será tempo de reconstruir. Não cometamos os erros do passado. joaompinto

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Exageros III

por João Moreira Pinto, em 17.02.10

Os abrantes e os socretinos estão muito aborrecidos com Mário Crespo. É assim quando aparece alguém que põe em causa tudo em que acreditámos até àquele momento. Aquele momento em que Sócrates deixou de ser o menino de ouro do partido, para ser o ditador sul-americano de Portugal. 

 

Podem não ter gostado do número de Mário Crespo, mas estender a mão quando nos oferecem uma folha, nem que seja uma fotocópia dum artigo que preferíamos não existir, é o mínimo que se espera de um deputado bem educado. Em directo na televisão, houve um deputado que não o fez. Pior virou costas ao convidado e riu com ar trocista. Vergonhoso! joaompinto

 

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Exageros II

por João Moreira Pinto, em 17.02.10

Sócrates acusa insegurança. Convocou tudo o que é estrutura, para controlar os ímpetos das tropas. Só no dia 20, próximo sábado, duas manifestações de desagravo: uma às 15h00 em Lisboa, outra às 17h00 no Porto. Duas, Sr. Primeiro-Ministro? A A1 vai ficar entupida com tantos autocarros socialistas, para cima e para baixo. joaompinto

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Exageros

por João Moreira Pinto, em 17.02.10

Era mais que evidente que o Simplex tinha a ajuda do governo. Não fiquei surpreendido com a notícia de hoje no CM. Tão pouco me junto ao coro de indignados. Estou certo que isto aconteceria independentemente do partido no governo. É sabido que muitos bloggers são assessores ou amigos de assessores políticos, uns no governo outros na oposição. Como é óbvio, o que sabem no exercício de funções públicas não esquecem quando saem do Parlamento ou do Ministério. Muitas vezes estas informações são usadas no combate político, em blogues e não só. Da mesma forma, dicas priveligiadas fornecidas por um amigo, do governo ou da oposição, é fonte frequente de posts bombásticos.

 

É gente que é paga pelo erário público, dizem. Não me venham com puritanismos. Atire a primeira pedra aquele que nunca usou o seu tempo laboral para ler blogues, escrever neles, ver e-mails de amigos, telefonar à família, etc.. E quanto aos meios públicos: software, hardware, electricidade, rede wireless? Fazem lembrar o caso dum antigo director dum hospital público que um dia quis proibir o carregamento dos telemóveis pessoais dos funcionários. Segundo ele, era usurpação de meios públicos. Não caiamos em exageros. joaompinto

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Olha, olha!

por João Moreira Pinto, em 15.02.10

joaompinto

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Têm a certeza?

por João Moreira Pinto, em 14.02.10

Tenho sido convidado a apoiar a candidatura de Pedro Passos Coelho a líder do PSD. Até posso juntar-me, mas devo avisar que a razão porque quero PPC à frente do PSD pode não ser exactamente a motivação que move os promotores destes grupos. joaompinto

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Afiam-se as facas

por João Moreira Pinto, em 13.02.10

Francisco Assis demarcarca-se das moções de censura ao governo pedidas por Capoulas Santos e por António Costa. Uns querem salvar o líder do PS, outros o PS do líder. Cheira-me que a manif socialista vai se transformar em batalha campal. joaompinto

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Ninguém acredita

por João Moreira Pinto, em 13.02.10

Corre nos telemóveis cor-de-rosa um SMS. Alguém terá tido a ideia luminosa de se manifestar na alameda com uma fonte do mesmo nome. Um momento de apoio a Sócrates e ao governo PS. Catarina Faria, assessora de imprensa do partido, disse que a mensagem já é do conhecimento do PS, mas diz desconhecer a origem. "O PS não tem nada a ver com isso", afirmou. Claro que ninguém acredita. Toda gente sabe que a assessoria de imprensa do PS é assegurada por Armando Vara/Penedos & Filho/Rui Pedro Soares. joaompinto

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Peep show

por João Moreira Pinto, em 13.02.10

 

Esse «jornalismo travestivo» em «buraco de fechadura» de que fala o nosso primeiro ministro tem um nome, não tem?

joaompinto

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São caros os pequenos-almoços em campanha

por João Moreira Pinto, em 13.02.10

«Luis Figo terá recebido 750 mil euros da Portugal Telecom como contrapartida para aparecer num pequeno almoço em Belém, no último dia de campanha de José Sócrates.» O pãozinho e a meia-de-leite estavam assim tão maus? Ou era a companhia que não lhe interessava? joaompinto

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Grandes golpes publicitários

por João Moreira Pinto, em 12.02.10

Pensei que aqueles que diziam que a demissão de Mário Crespo fora forçada pelo próprio como uma operação de marketing para a venda do seu novo livro viriam dizer que a censura ao jornal SOL fora forjada pelo próprio jornal para aumentar as vendas.

No fundo, a teoria de que Rui Pedro Soares interpôs uma providência cautelar, não para 'abafar,' mas para promover as vendas do jornal com as escutas relacionadas com o controlo dos media por parte do Primeiro-Ministro é tão boa como a teoria de que este berrou impropérios sobre o jornalista Mário Crespo num hotel da capital, para que alguém lhe fosse contar, ele escrevesse um artigo a fazer queixinhas, que o Jornal de Notícias rejeitaria, de modo que ele se demitisse, de onde resultaria um livro com o mesmo título do texto censurado.

Esta imaginação é só para alguns. joaompinto

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Ensaio sobre o narcisismo

por João Moreira Pinto, em 12.02.10

Atentem na crónica de hoje do PPM, Digna de um psiquiatra.

José Sócrates declarou na última campanha eleitoral que "está para nascer um primeiro-ministro que tenha feito mais pelo défice do que eu", e a verdade é que o dito défice atinge este ano o valor mais alto de sempre da democracia portuguesa - mas, como cedo avisei, o tema desta crónica não é o primeiro-ministro. joaompinto

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Sobre a concentração

por João Moreira Pinto, em 11.02.10

Correu bem e tal. Foi pena não ter chovido. joaompinto

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Estranha escolha de título do DN

por João Moreira Pinto, em 10.02.10

Granadeiro 'iliba' Sócrates no negócio PT/TVI

Na notícia podemos ler: «Antes disso (comunicação à CMVM) a informação (da compra da TVI) já tinha sido dada a José Sócrates "e ao ministro das Obras Públicas porque seria descortesia saberem pelo site da CMVM", explica Granadeiro.»

E mais à frente: «Já em Novembro o semanário Sol garantiu que, tendo em conta as escutas do processo Face Oculta, "o primeiro-ministro faltou liberadamente à verdade quando disse no parlamento que desconhecia o negócio da compra da TVI pela PT". José Sócrates reagiu na altura dizendo que o jornal o estava a insultar.»

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Dia Europeu da Internet Segura

por João Moreira Pinto, em 09.02.10

 

«Think before you post», é o lema deste ano. Pinto de Sousa might be watching you, acrescentaria eu. joaompinto

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Daria vontade de rir, se não fosse tão dramático.

por João Moreira Pinto, em 07.02.10

 

O País afunda-se a cada dia que passa, a cada análise económica, a cada auditoria externa. Ainda no início desta semana, os comandantes do nosso Titanic queriam abandonar o barco. Não o fizeram, mas, a cada verdade inconveniente da nossa vida interna que vem a lume, são os passageiros que os empurram borda fora. joaompinto

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Pela Igreja e pela Família

por João Moreira Pinto, em 03.02.10

BE propõe encerramento dos hipermercados aos domingos e feriados. joaompinto

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Apertem os coletes

por João Moreira Pinto, em 03.02.10

Sócrates está a fazer tudo por tudo para despoletar uma crise política. Esta manhã ameaçou deitar a toalha ao chão, por causa do impasse à volta da lei das finanças locais. Começou logo após as eleições legislativas, com o diálogo para formação de governo. Foi uma farsa, pois não havia real vontade de uma coligação. As negociações para a aprovação do orçamento de Estado não colaram. Ela seria sempre oferecida de mão beijada, para evitar a demissão do governo. É uma irresponsabilidade no momento de crise que vivemos. Abandonar o bote no meio do pântano começa a fazer escola no PS. joaompinto

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Mas está tudo maluco?

por João Moreira Pinto, em 03.02.10

«PS quer publicar na Internet rendimentos dos cidadãos». O socialismo não pára. Levantamento do sigilo bancário, chips nas matrículas  dos automóveis e, agora, devassa completa da vida privada dos Portugueses. Publicá-la online. Portugal continua a andar para trás. Até 1984. joaompinto

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Ainda sobre as celebrações dos 100 anos da República

por João Moreira Pinto, em 31.01.10

E porque ainda é 31 de Janeiro e porque, afinal de contas, sou um republicano em ambiente maioritariamente monárquico, deixo uma sugestão de leitura. Este belíssimo texto do Luís Pedro Mateus, que já tinha lido ontem e acho que não deve ficar apenas remetido à caixa de comentários do meu post anterior. joaompinto

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Sobre as celebrações dos 100 anos da República

por João Moreira Pinto, em 31.01.10

1. O discurso de José Sócrates foi uma ode ao regime. Preocupante. Uma República enaltecida apenas por o ser. Só ser. Como se a República fosse um objectivo em si mesmo, com 'povo' e 'democracia' passados para segundo plano, em detrimento duma 'fraternidade' e do 'bem comum'. Preocupo-me. José Sócrates está cada vez mais parecido com o seu amigo Chavez. E Portugal cada vez mais parecido com a América Latina

 

2. Afinando por este diapasão, os socialistas facilmente se juntarão à pandilha de Manuel Alegre. Se é que não lhe pediram já para escrever este discurso patético.

 

3. Custa-me admitir, mas Cavaco salvou o dia. Falou de ensino, de desenvolvimento, de humanismo, de liberdade. Não fossem as palavras do Presidente da República e pensava que celebrávamos uma República das bananas. joaompinto

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Seremos mais a acreditar.

por João Moreira Pinto, em 30.01.10

Vitor Constâncio diz que «nós, no Banco de Portugal, não esperávamos (um défice 9,3% do Produto Interno Bruto)» Agora, depois de todas as previsões erradas que lançou até hoje, começo finalmente a acreditar no senhor. Aliás, sugiro que, quando chegar aos valores para 2010, diga que esse mesmo valor é o valor não esperado para o défice de 2010. Assim acerta de certeza. joaompinto

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OE2010

por João Moreira Pinto, em 29.01.10

Os deputados da Assembleia perderam a oportunidade de virar o curso catastrófico das finanças públicas. Pior, perderam a oportunidade de mostrar que a democracia portuguesa não é mais uma jovem imatura. Nem só de maiorias absolutas vive um governo. Os acordos parlamentares deveriam servir para o partido de governo perceber e mostrar que percebeu que existe uma fatia importante do eleitorado que quer medidas diferentes das que ele defende e que é sua função da República zelar também pelos seus interesses.

Teixeira dos Santos tinha o dever de ouvir o apelo do eleitorado de direita que pediu e pede contenção na despesa pública, menos Estado na vida dos cidadãos, mais liberdade na Economia, mérito e trabalho em vez de cunhas e preguiça. CDS e PSD fizeram depender o voto favorável na mudança deste paradigma. O PS não quis mudar.

Ninguém parece querer falar nisso, mas, à esquerda, o mesmo pressuposto se aplica. Aplicar-se-ia, se houvessem soluções credíveis. Não há. Em nome da estabilidade política, a direita absteve-se de votar contra. Trouxeram algumas medidas avulsas em troca que, servem fundamentalmente o interesse de franjas do seu próprio eleitorado. Antes isso. joaompinto

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Recibido por correo electrónico

por João Moreira Pinto, em 19.01.10

A lo mejor, los Españoles tienen razón!... RAZONAMIENTO MUY SIMPLE:

1. Dejad que todos los hombres que se quieran casar con hombres, lo hagan.

2. Dejad que todas las mujeres que se quieran casar con mujeres, lo hagan.

3. Dejad que todos los que quieran abortar, aborten sin limitaciones.

4. En tres generaciones, ya no quedarán socialistas.

MUY SIMPLE, VERDAD?... joaompinto

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Playa d'el Rey

por João Moreira Pinto, em 15.01.10

Um futuro ministro da República sai de casa num soalheiro* dia de Agosto. Usa uns calções rosa e calça os seus chinelos para um belo dia de praia. Ruma a Tavira, aparca o automóvel e apanha o comboio para atravessar a ria que é formosa. Está em Pedras d'el Rei e gosta da ideia. O tom monárquico do local não é irrelevante para o que meses mais tarde viria a acontecer. A capital República teria enfim um desígnio e o TGV seria o veículo do novo sonho. «Lisboa pode transformar-se na praia de Madrid».joaompinto

 

* Corrigido após advertência de um(a) comentador(a) anónimo(a) ('Neo'). Já agora, deixo aqui a confirmação.

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Coerências

por João Moreira Pinto, em 27.12.09

Das cenas mais enternecedoras da época natalícia é ver ateus militantes a desembrulhar presentes, escandalizados que estão com o materialismo da época. Gozam o subsídio de Natal, aproveitam a tolerância de ponto, ouvem as palavras do amado líder, enquanto lhe pedem um Estado laico. Querem as escolas sem cruzes, uma sociedade livre dos estigmas judaico-cristãos e sonham uma sociedade iluminista, racional e cientificamente perfeita. Sonham de olhares fixos no céu e brilhantes, reflexos das decorações de Natal. joaompinto

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Bem lembrado

por João Moreira Pinto, em 27.12.09

Bonito texto do Bernardo. Ide ler. joaompinto

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A Sra Ministra deve ter ido ao SU num destes dias

por João Moreira Pinto, em 27.12.09

Ficou a assustada. «Há uma fatia de profissionais de grande experiência que estão a sair». Diz o Público que, «de acordo com a ministra, esta é uma das consequências das várias mudanças que ocorreram nos últimos anos com a reforma da Administração Pública e a reforma das carreiras médicas.» Se bem me lembro, estas duas reformas são da lavra do seu partido. Correram mal e cada vez será pior.

 

Um exemplo. A urgência continua a servir de porta de entrada privilegiada no Sistema Nacional de Saúde. Esta situação que não interessa ao Ministério da Saúde, seja pela questão monetária, seja pela continuação de cuidados ao doente, é uma fonte importante dos rendimentos dos hospitais do SNS. Na maioria dos casos os hospitais, agora empresarializados, contratam clínicos gerais a baixo-custo, com cursos de duvidosa proveniência e demasiadas vezes incompetentes, o que resulta em muitas visitas para a resolução de um só problema. Lucro para o hospital, défice para o erário público, roubo a todos nós.

 

O SNS como um todo é mal gerido. O Estado perde tempo e recursos em actividade que poderiam facilmente ficar a cargo de empresas privadas. Por outro lado, abstem-se de organizar peças, deixando reinar a anarquia nas unidades locais, onde lucros, eficácia e produtividade confundem-se entre índices de duvidoso interesse. A culpa, já se sabe, é dos médicos e demais profissionais de saúde, que marcham com pouco «ânimo e de falta de motivação». É a própria (culpa) que o diz. joaompinto

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Aceitam-se apostas

por João Moreira Pinto, em 27.12.09

Susana Maiolo saltou uma barreia de segurança para derrubar o Santo Padre que caminhava para celebrar a Paz. Jasper Schuringa saltou vários assentos de um avião para impedir que um terrorista rebentasse com um avião comercial. Vamos ver qual dos dois concorrentes é mais elogiado pela nossa esquerda blogosférica. joaompinto

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Pela culatra III

por João Moreira Pinto, em 13.12.09

Um dos melhores cronistas da actualidade é, a meu ver, Ferreira Fernandes. A crónica de hoje sobre 'as tacadas de Tiger Woods' é exemplificativo do tipo de escrita que aprecio nele: fácil leitura, engraçada, julgamentos acertivos. As suas crónicas diárias no DN eram as únicas actualidades que ia lendo durante os Jogos Olímipcos passados.

Leiam com atenção o que escreveu ontem sobre o Prémio Nobel da Paz, aqui. joaompinto

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Pela culatra II

por João Moreira Pinto, em 11.12.09

 

«No que diz respeito à família, toda a tradição da humanidade sempre se configurou nesse nexo de família em volta de um casal de homem e mulher, aberto a geração de filhos e integrador de gerações. Este núcleo tem sido sempre permanente» (...) «não ponham em causa esta realidade que a humanidade já escolheu há muitos séculos».

D. Manuel Clemente hoje, no dia em que é galardoado com o Prémio Pessoa 2009. Parabéns! joaompinto

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Pela culatra

por João Moreira Pinto, em 11.12.09

Obviamente, não faz qualquer sentido Obama ter sido galardoado com o Nobel da Paz. Ele próprio o deu entender várias vezes e repetiu-o ontem. O domínio da política internacional por um país como os EUA,  - democrático, cristão e liberal - foi e continua a ser fundamental para a paz no mundo. Esse domínio é exercido diplomaticamente quando do outro lado está um país dialogante, mas algumas vezes é necessário o uso da força. O uso da força implica guerra. E algumas guerras são sempre demasiadas guerras. Obama sabe isto. Os ObamaLovers sabem que ele sabe isto, mas, a sua fé inabalável levou-os a acreditar que o prémio exerceria peso suficiente sobre a consciência do presidente americano ao ponto de este abdicar da violência contra os déspotas espalhados por esse mundo. A crença é à primeira vista estúpida, mas ainda assim os fieis peregrinaram à Noruega com cartazes apontados à Oslo City HallA apologia da guerra como forma de espalhar a paz.  Foi esta a mensagem que Obama. Saiu-lhes o tiro pela culatra.  

 

Adenda: A análise do Bernardo que elogiei no último post foi afinal na TVI24 e está resumida num artigo publicado no i. joaompinto

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O preço da verdade

por João Moreira Pinto, em 11.12.09

Para quê votar ao lado dos parceiros europeus ou da NATO, quando podemos ser aliados de grandes potências democratizadoras (ainda que à força) como Coreia do Norte, Myanmar, Somália e Zimbabué? Leiam ali o Bernardo que ele explica. Escandaloso.

 

Adenda: O Bernardo fez uma análise impecável, ontem à noite na SIC-N, sobre o discurso de Obama em Oslo. Não consigo encontrar online, mas merece.joaompinto

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Prestem atenção

por João Moreira Pinto, em 08.12.09

 ao golpe de estado que se está a passar ali ao lado. Destaco, para inicio de conversa, este post do Luís Pedro Mateus:

«Alguns liberais, não todos, gostam de pintar a Democracia Cristã (DC) como um socialismo light… Não percebo porquê, mas talvez seja por alguns acharem que o liberalismo é a única inspiração possível para a direita democrática. Esta crença é facilmente desmistificada tomando, como exemplo, o caso alemão, sueco ou holandês (para não alongar muito a lista).

Achar que a DC se limita às encíclicas “Populorum Progressio” e “Rerum Novarum” é bastante redutor. Assim como é redutor achar-se que se tem de ser crente para se ser democrata-cristão. Não existe incoerência nenhuma. A DC defende o Estado laico, logo, não se vislumbra qualquer obrigatoriedade de se ser crente para se ser democrata-cristão. Alguém que acredite nos 10 mandamentos terá que, obrigatoriamente, ser crente no deus dos judeus e cristãos?» Continuem... joaompinto

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Apelo ao voto!

por João Moreira Pinto, em 22.11.09

Aproveito que a loja está praticamente por minha conta para pedir aos caros leitores que votem nos projectos da Missão Sorriso. Peço mesmo que votem no Projecto de Cuidados Continuados do Hospital Maria Pia, onde trabalho, ainda por cima, com muito gosto. Obrigado. joaompinto

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Questões tácticas III

por João Moreira Pinto, em 22.11.09

Para terminar, percebo que choque muitos esta minha posição sobre a adopção por homossexuais. Sou acérrimo defensor do casamento tal como ele está, tal como ele é, entre duas pessoas de sexos diferentes. Escrevi no blogue pessoal porquê. Lamento que a táctica dos movimentos LGBT seja impingir-nos uma igualdade à força, quando seria mais importante respeitarmo-nos na diferença. Esta táctica impositiva de uma minoria desencadeia a reacção natural de repulsa da maioria. Aumenta o estigma e a discriminação negativa da população. Isto é particularmente visível na questão da adopção por homossexuais. Repito, é quanto perdem. joaompinto

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Questões tácticas II

por João Moreira Pinto, em 22.11.09

Costumo dar um exemplo que curiosamente ofende mais os meus amigos homossexuais que os heterossexuais. É um caso limite, mas que serve para defender que as opções técnicas defendidas no post anterior. Os doentes neurologicamente comprometidos, sobretudo os casos graves de paralisia cerebral, necessitam de cuidados especiais que muitas vezes as instituições que os têm à guarda não têm capacidade técnica nem financeira para os prestar adequadamente. Nestes casos a identificação de  figura materna e paterna é de somenos importância quando comparada com as necessidades de cuidados permanentes que a criança necessita. Se um casal homossexual, um deles enfermeiro ou médico por exemplo, se compromete a cuidar de uma criança com estas características, dando toda a atenção e amor que ela precisa, deve poder adoptá-la. Julgo até que estaria à frente de muitos casais heterossexuais que não tivessem tanta disponibilidade. joaompinto

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Questões tácticas I

por João Moreira Pinto, em 22.11.09

De facto, não faz sentido haver uma lei que proíba os homossexuais unidos de facto de adoptar, para mais quando a mesma lei permite que um homem ou mulher homossexual que declare viver sozinho/a adopte. O assunto não deveria ser político. Quem pode ou não adoptar é um assunto técnico.

Caso a caso os assistentes sociais deveriam ter a liberdade de decidir. Mas atenção, não é decidir casal a casal, mas sim caso a caso, ou o mesmo será dizer, criança a criança. Não nos podemos esquecer que a adopção é um direito da criança, não dos casais que querem adoptar. O centro de todo o processo é o adoptado, a quem o Estado tem o dever de dar um lar. A prioridade é, sem dúvida alguma, um lar constituído por figura paterna e figura materna, de preferência com uma situação familiar e financeira estáveis. No interesse da criança, os casais heterossexuais estão à frente dos casais homossexuais, como deverão estar à frente das famílias monoparentais, porque, entre outras razões, os laços que a criança adoptada cria com um pai e uma mãe adoptivos são mais parecidos com os que criaria com os seus pais biológicos. Da mesma forma os casais financeiramente capazes de sustentar uma família deverão estar à frente dos que dependem financeiramente de outros, os casais saudáveis estão à frente dos casais doentes, os casais pacíficos à frente dos violentos, e por aí fora.

A questão que coloco é se os movimentos LGBT saberiam aceitar este elenco de prioridades. Aceitariam o facto de existirem muitos mais casais heterossexuais à frente na fila do que crianças em condições de adoptar? É que, pelo mau exemplo que deram recentemente na questão da dávida de sangue, parece que rapidamente sobreporiam a sua obsessiva luta pela igualdade ao interesse das crianças. Nesta como noutras questões ditas fracturantes sobrepõem as questões tácticas às questões técnicas. É quanto perdem. joaompinto

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No mundo da fantasia

por João Moreira Pinto, em 06.11.09

Não faltam motivos para as crianças serem hoje mais felizes. A Leopoldina transfigurou-se na versão infantil de Lara Croft. Veste calçõezinhos apertados e uma blusa justinha. A Popota, ainda que numa versão gordura-é-formosura, personifica Madonna, a única cinquentona que se mantém viva no mundo da fantasia dos pais.

  

joaompinto

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Separação de poderes

por João Moreira Pinto, em 06.11.09

Gosto de ouvir o Money Box de Camilo Lourenço. Ele hoje chama a atenção para um facto grave. Perante o chumbo dos contratos de concessão das novas auto-estradas, por «violações graves», o Governo veio dizer que esta decisão «não põe em causa nada», que as obras são para continuar e ameaça com «9 mil empregos em risco». Ora bolas, se alguém meteu água no processo foi o Ministério das Obras Públicas, com a sua forma atabalhoada e obcecada de investir, investir, investir. O sujeito da acção, que executou, e executou mal, é o MOP. Se o TC vem dizer que o Governo fez mal, que tem que corrigir, lá terá que ser. Não há discussão possível.

O Tribunal de Contas é, como o próprio nome o diz, um tribunal. Pertence ao poder judiciário, lugar onde o poder executivo não deveria entrar, muito menos pressionar. Chama-se a isto separação de poderes. joaompinto

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Vacina H1N1 - prioriades

por João Moreira Pinto, em 26.10.09

1. Concordo com o facto de o Presidente da República e o Governo fazerem parte dos grupos prioritários, o mesmo não posso dizer em relação aos deputados. Para além de existirem grupos de risco, nomeadamente as grávidas sem patologia associada, que deveriam ser mais prioritárias, por haver um risco real para a sua saúde e do bebé, existe uma data de profissões bem mais essenciais ao funcionamento do País em caso de catástrofe do que os deputados da Assembleia da República. A decisão foi obviamente política e, pelo que tenho estado aqui a investigar, não foi realizado nenhum estudo técnico que definisse quais as profissionais que realmente não podemos abdicar em situação de crise nacional. E não é por falta de mestres na área.

2. A primeira recusa de vacinação como posição política de que tive conhecimento foi do recém-eleito Michael Seufert que anunciou a intenção de passar a vez a quem realmente precisa no Facebook. Pelos vistos existem mais a tomar essa posição. joaompinto

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Vacina H1N1

por João Moreira Pinto, em 26.10.09

Fico surpreendido com tanta gente culta e desinformada, muitos deles meus colegas e profissão, que acredita mais nas teorias da conspiração recebidas por e-mail do que nas informações transmitidas pela Organização Mundial de Saúde, pela Direcção Geral de Saúde e pela Escola Nacional de Saúde Pública. Somos desconfiados, mas porque raio confiam mais no que vem escrito num e-mail anónimo ou num vídeo de um excêntrico que se diz bioquímico do que em pessoas que estão à frente de institutos públicos, que estudam e se responsabilizam pela informação que transmitem?

Os National Institutes of Health constituem o órgão máximo da investigação médica dos EUA e são a referência mundial na área. Criaram um website para a a gripe e tem uma secção de myths e realities. Leiam e depois aguardem pela vossa vez. joaompinto

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Regresso ao SNS (V)

por João Moreira Pinto, em 11.10.09

Tivemos uma tarde infernal aqui no SU. Dá-me a ideia que tantas eleições mexeram com os neurónios dos portugueses e desataram a atirar as suas crias ao chão, a circular a alta velocidade com as mesmas sem cinto de segurança, a empurrá-las contra paredes e vidros, a deixarem-nas soltas a fazer as asneiradas mais incríveis. Foram 3 eleições num ano. Estamos cansados. Saio em 10 minutos a caminho do doce lar. Até já. joaompinto

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Regresso ao SNS (IV)

por João Moreira Pinto, em 11.10.09

Leitura complementar para o dia de hoje: «Patients are bound to vote for the less invasive, least painful option»Natural Orifice Translumenal Endosurgery para leigos aqui. joaompinto

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Regresso ao SNS (II)

por João Moreira Pinto, em 11.10.09

«Ninguém tem o direito de alhear-se dos problemas da sua terra». Frases como esta fazem-me concordar com aqueles que sugerem o fim do dia de reflexão. Quando o regime reflecte demais, saltam pérolas da boca do seu mais alto representante. O preâmbulo obriga-nos a «abrir caminho para uma sociedade socialista». E nós lá vamos, todos contentes guiados pela mão da República, essa senhora que gotas de entrar nas nossas cabeças e dizer o que podemos ou não podemos fazer, o que podemos ou não podemos pensar, do que nos podemos ou não nos podemos alhear.

Eu já fui votar, ordeiro. joaompinto

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Regresso ao SNS (I)

por João Moreira Pinto, em 11.10.09

Mais um dia de eleições, mais um directo do SNS. Para variar, muda a envolvente: de um ambiente de adultos passamos à urgência pediátrica. A única no Porto graças ao centralismo burocrático do país. E pronto, já estamos a fazer política.

O warm-up continua já a seguir até à abertura da emissão especial às 19h. joaompinto

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Causas realmente 'nóbeis'

por João Moreira Pinto, em 09.10.09

Para quando o prémio Nobel para os inventores da nova abertura fácil das 'Super Bock mini'?

Pode ser pela inovação física, pela atracção química entre os sexos, pela promoção da paz entre os povos e até há quem arranje motivos médicos. joaompinto

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Re: Mors tua vita mea

por João Moreira Pinto, em 08.10.09

Aqui em baixo o Rui escreve: «O que Portas já não disse foi que na altura defendeu a ideia totalmente infundada de reduzir o RSI em 25%. Porquê 25% e não 10% ou, pelo contrário, 40%? Que dados científicos dispõe Portas para defender aquela precisa redução? É 25% porque sim? Receio bem que sim…»

O Rui não deve ter estado atento ao debate. Citando, o TVI24: «líder do CDS-PP garante que o nível de fraude detectado é de 25%, dinheiro que poderia ser usado para subir pensões de miséria a «pensionistas que trabalharam uma vida inteira».»

Ao contrário de Manuela Ferreira Leite, Paulo Portas concretizou as suas soluções para o País. Nesta como noutras áreas, apresentou números e explicou as contas. O PSD não quis ouvir e os resultados são o das últimas legislativas. joaompinto

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Só para dizer

por João Moreira Pinto, em 02.10.09

 que estou ali ao lado a escrever um série de posts sobre genitália.

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Em directo do SNS (XII)

por João Moreira Pinto, em 27.09.09

And I am out. Só me apanham aqui na urgência, hoje, se os copos forem de mais e acabar trazido em maca. joaompinto

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Em directo do SNS (XI)

por João Moreira Pinto, em 27.09.09

Um sopro misterioso fez tombar com grande estrondo o plano duro e o caixote do lixo. Era o anúncio divino do meu último refresh. Michael Seufert foi último deputado eleito, o 4º pelo Porto, o primeiro dos ateus ou agnósticos ou lá-o-que-tu-dizes-ser-Micha. Parabéns! joaompinto

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Em directo do SNS (X)

por João Moreira Pinto, em 27.09.09

Não demorou uma hora desde que se soube que o PS iria continuar no governo e já entrava um doente com dores no rabo. Não vou especificar mais. joaompinto

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Em directo do SNS (IX)

por João Moreira Pinto, em 27.09.09

Estive a actualizar-me. A CDU foi a grande derrotada: menos deputados quando o País cresce à esquerda. O PSD perdeu, porque, como é óbvio, o segundo lugar não lhe serve. O PS perdeu a maioria absoluta. O BE perdeu a corrida ao tão desejado terceiro lugar. O CDS já vai em 20 deputados. Adivinha-se um vencedor. joaompinto

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