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hardcore

por Rui Castro, em 30.11.07

Na rádio oiço diversos dirigentes sindicais regozijarem-se com o sucesso da greve geral. Ou porque há escolas encerradas ou porque em alguns hospitais, tirando os serviços mínimos, a greve atingiu os 100%. A incontida alegria, manifestada publicamente, não pode deixar de chocar. São milhares as pessoas afectadas pela não prestação dos referidos serviços públicos, com o adiamento de consultas marcadas há meses ou a necessidade de faltar ao trabalho para ficar em casa com os filhos. Aconselha o bom senso que os sindicatos tenham pudor na forma como apreciam os resultados do protesto, até porque, em bom rigor, os transtornos causados são um meio e não um fim. A satisfação, a serem verdadeiros os motivos invocados para a realização da paralização, ocorre (ou devia ocorrer) com a aceitação por parte do Governo das pretensões dos grevistas e não com o "mero" incómodo causado nas vidas de quem nada tem a ver com o assunto.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Pedro a 30.11.2007 às 18:46

Já agora agradecia um comentário às razões da greve, e a minha ultima afirmação, porque o "com pudor e sem libertinagens" como disse em bom tom de ironia, está muito ligado exactamente ao associativismo com certa força politica. Esse associativismo é que lhe tira a "decência" a meu ver. Estarei a ser assim tão radical? Será o bom senso um valor assim tão conservador? Se sim então realmente devíamos exportar esses valores por essa Europa fora que enfim vive sob jugo dessas faltas nas liberdades.
Mais uma vez volto a frisar que a função pública não é uma maioria. A maioria não tem por hábito as duas greves ao ano. Mas a maioria não expressa a vontade dos trabalhadores, pelo menos não tão bem como estes sindicatos de grandes dimensões nacionais (que também podíamos exportar, já que não são assim tão comuns).
Estou de acordo que se façam as greves, agora não como regra. Principalmente para defender privilégios que a maioria (quero mesmo frisar esta palavra) não dispõe. A democracia e todos os valores sociais em que acreditamos, ainda se regem pela maioria, ou não?
Acredito como já disse, no direito a greve, agora acredito igualmente na responsabilidade, bom senso e racionalidade aquando utilização da mesma, o que não sucede na função pública.

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