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hardcore

por Rui Castro, em 30.11.07

Na rádio oiço diversos dirigentes sindicais regozijarem-se com o sucesso da greve geral. Ou porque há escolas encerradas ou porque em alguns hospitais, tirando os serviços mínimos, a greve atingiu os 100%. A incontida alegria, manifestada publicamente, não pode deixar de chocar. São milhares as pessoas afectadas pela não prestação dos referidos serviços públicos, com o adiamento de consultas marcadas há meses ou a necessidade de faltar ao trabalho para ficar em casa com os filhos. Aconselha o bom senso que os sindicatos tenham pudor na forma como apreciam os resultados do protesto, até porque, em bom rigor, os transtornos causados são um meio e não um fim. A satisfação, a serem verdadeiros os motivos invocados para a realização da paralização, ocorre (ou devia ocorrer) com a aceitação por parte do Governo das pretensões dos grevistas e não com o "mero" incómodo causado nas vidas de quem nada tem a ver com o assunto.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De jal a 01.12.2007 às 01:47

«incómodo causado nas vidas de quem nada tem a ver com o assunto.» esta frase diz tudo sobre o pensamento do autor.
Ele acha que os «outros» não têm que ver com a defesa de direitos e interesses dos trabalhadores da Administração Pública. Aliás, para alguns nem era preciso existir Administração Pública, pois na sua liberal visão do mundo o Serviço Público é coisa de pobre e de sub-desenvolvido.
A realidade é que os «outros» têm tudo a ver com as razões da greve: emprego com direitos, melhores condições de trabalho, melhores salários, melhores serviços públicos.

Já agora: sou funcionário público, fiz greve e não admito que me digam que tenho regalias ou que não trabalho. Essa é a conversa de quem não tem argumentos para esconder as suas reais intenções acerca da suposta reforma da função pública - vender o país a retalho, privatizar tudo e navegar ao sabor do santo mercado e da vontade e interesse do patrão, sempre com os capatazes de serviço prontos para atacar esses malvados dos trabalhadores que só querem estar estendidos ao sol.

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