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hardcore

por Rui Castro, em 30.11.07

Na rádio oiço diversos dirigentes sindicais regozijarem-se com o sucesso da greve geral. Ou porque há escolas encerradas ou porque em alguns hospitais, tirando os serviços mínimos, a greve atingiu os 100%. A incontida alegria, manifestada publicamente, não pode deixar de chocar. São milhares as pessoas afectadas pela não prestação dos referidos serviços públicos, com o adiamento de consultas marcadas há meses ou a necessidade de faltar ao trabalho para ficar em casa com os filhos. Aconselha o bom senso que os sindicatos tenham pudor na forma como apreciam os resultados do protesto, até porque, em bom rigor, os transtornos causados são um meio e não um fim. A satisfação, a serem verdadeiros os motivos invocados para a realização da paralização, ocorre (ou devia ocorrer) com a aceitação por parte do Governo das pretensões dos grevistas e não com o "mero" incómodo causado nas vidas de quem nada tem a ver com o assunto.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De David Silva a 02.12.2007 às 12:47

Meu caro, há algumas coisas que ainda não percebeu.
Vou tentar ajudar. Compreendo o post original - os sindicalistas deveriam ter algum cuidado com o que dizem e como dizem - mas a partir daí, nada mais.

Se os "privilégios" deixaram de fazer sentido (na sua comparação com o privado), porque é que os funcionários públicos estão preocupados? Com a sua experiência, certamente encontrariam lugar no sector privado!
A greve não é contra a perda de privilégios de uma minoria, mas contra a falta de condições de trabalho para uma boa parte da população activa - incluem-se vários profissionais que trabalham para o Estado e não são funcionários públicos (como eu, que sou professor contratado), falta de condições que geralmente leva ao transtorno dos utentes de cada serviço.
Para terminar, o seu argumento é tipicamente português: os funcionários públicos estão melhor que os outros, então acabe-se com essas "regalias". Porque não exige melhorias para o privado? Não sabe que o sector privado segue sempre a tendência do público?!
Se a sua vida pessoal permite ter conhecimento de causa, deveria raciocinar melhor acerca disso.

com toda a consideração,
David Silva

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