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Borlas e isso

por Nuno Costa Santos, em 03.12.07
  Gratuitos
 
Se há fenómeno interessante na comunicação lusa este é o fenómeno dos gratuitos. Numa altura em que as televisões se fecham a conteúdos extra-concursos e novelas e os jornais clássicos entram numa guerra perdida à partida, os gratuitos são um fenómeno a seguir - não apenas pitoresco. Ali no Largo do Rato tenho aberto a janelinha da viatura para os receber  e raptar para o café. Ficam sempre bem entre o croissant com queijo e o galão com adoçante. E - isso - informam o cidadão sobre temas essenciais e curiosidades. Exactamente como os outros, mas à borla. Alguns até trazem - imagine-se o escândalo - reportagem, essa memória maior de todos os jornalismos. Venham mais gratuitos. Com ainda maior rigor, criatividade, notícias exclusivas, cartoons, crónicas, reportagens, entrevistas. E a felicidade perversa e tão tipicamente lusitana de não ter de desembolsar os euritos da praxe.
Semana prevísível
 
A semana foi previsível. Uma deputada do PCP foi expulsa do partido. Apareceu mais um estudo sobre a OTA. Falou-se dos nomes que vão liderar a RTP.  A semana foi previsível: o Benfica jogou benzinho mas não seguiu em frente. O caso Maddie ficou na mesma. O Caso Casa Pia também. Portugal desceu um lugar no indíce de desenvolvimento da ONU. Foi uma semana previsível. Houve pancada nos subúrbios de Paris. Houve confusão na Câmara de Lisboa. Houve CSI Miami na SIC. A semana foi previsível. Esperem, esperem, acaba de cair uma novidade no mail. Abriu uma livraria em território luso: a livraria Trama, que fica na S. Filipe Nery, em Lisboa. A semana foi previsível, mas trouxe um milagre irresponsável na manga.
 
 Ainda a ASAE
 
Um artigo de António Barreto, muito crítico para  com a ASAE; pôs os cidadãos a falar da actuação da entidade.  Por um lado agradeço o gesto a Barreto - eu, que tenho perseguido, de forma embirrenta, aquilo que me parecem ser os excessos desta fiscalizadora rapaziada. Mas, por outro, desagradeço. Porquê? Porque se caiu, por estes dias, no  extremo oposto. Um pouco como acontece quando se faz uma observação mais solta da actuação das policias - da crítica incisiva às forças policiais passa-se rapidadamente para o desancanço cego e sem critério.
Ponhamos as coisas como merecem ser postas: a ASAE só merece ser questionada quando os seus agentes se armam numa espécie de Super Higiénicos, heróis perfeitamente dispensáveis e ridículos. Se os agentes da ASAE forem fiscalizadores sensatos, a cumprir regras sensatas, serão uma das faces visíveis de um país que se quer moderno e civilizado. Agora, se me dão licença, vou comer um croquete à tasca fedorenta dali da frente.
(crónicas para o programa "Visita Guiada", do Rádio Clube)


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De António de Almeida a 03.12.2007 às 10:59

A ASAE cumpre regras, não cria legislação, a partir do próximo ano, nas esplanadas temos de ser servidos em copos de plástico. Ainda recentemente estive numa esplanada das docas, a comer marisco, regado com um "Alvarinho, Palácio da Breijoeira", passe a publicidade. Gesto que não repetirei a partir do próximo ano, gostam de Alvarinho em copo de plástico? Eu não!

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