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Os aprendizes de feiticeiro

por Pedro Marques Lopes, em 02.01.08

Grande chapelada para este post do Rodrigo. Mas há mais.

O fecho das urgências é um bom exemplo de como a gestão governamental é feita sem qualquer tipo de plano ou ideia para o país e do papel do Estado na comunidade.

Este tipo de decisões parece esquecer uma das principais funções do Estado: a ocupação do território, digamos, adjudicado a uma dada comunidade. Se o Estado decide deixar de providenciar serviços a uma parte da população e os mantém para a outra parte está a declarar que se abstém de ocupar aquela parte do território nacional. Isto é, aliás, patente em zonas raianas em que as pessoas, na ausência de oferta de serviços por parte de Estado português, se dirigem a Espanha para suprirem as suas necessidades.

O que aqui está em causa nada tem a ver com questões de mais ou menos Estado, está sim relacionado com questões de soberania. E, claro está, a soberania tem custos. É o mesmo Estado que não se importa de perder fortunas com a TAP, CP ou a RTP que decide aplicar critérios economicistas na questão do encerramento das urgências.   

 


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Pedro Sales a 02.01.2008 às 18:47

É tudo verdade, mas convém não esquecer que o encerramento de centenas de quilómetros de ramais na CP no interior, porque não eram economicamente rentáveis, teve o mesmo efeito potenciador da desertificação que o encerramento dos SAP´s .
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De nanda a 02.01.2008 às 21:05

Perder fortunas com a TAP ????
Há quanto tempo? Actualize-se! Isso é passado!
E para quem não sabe (ou não quer saber)

" TAP já é a maior exportadora portuguesa
A Transportadora contribuiu com 1.100 milhões de euros em 2006
A TAP é, actualmente, a empresa portuguesa que mais contribui para as exportações portuguesas. Num almoço com jornalistas, o presidente da transportadora, Fernando Pinto, lembrou que «nos últimos anos a TAP tomou uma posição muito importante na economia portuguesa».

«Somos a terceira empresa que mais exporta em Portugal, já que a primeira é a Autoeuropa e a segunda a Quimonda (uma empresa de semicondutores), mas em termos de empresa portuguesa propriamente dita, somos mesmo a primeira», sublinhou. "
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De Alexandre a 02.01.2008 às 22:45

Não é pelo facto do Governo açoriano ter aberto em cada ilha os mais diversos serviços públicos (florestas, agricultura, saúde, economia, etc.) que as ilhas menores se continuam a despovoar... há uma coisa chamada "baixa da natalidade" e outra chamada "fartinhos de viver no desterro" responsáveis pelo fenómeno, alimentando-se uma da outra...

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