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alcochete

por Rui Castro, em 15.01.08

Alguns comentadores, opinadores e bloggers têm feito considerações acerca do facto de Ferreira do Amaral ser actualmente o presidente do CA da Lusoponte, levantando dúvidas acerca da sua ética, uma vez que era ministro das obras públicas à data da assinatura do contrato de concessão da exploração das 2 travessias rodoviárias do Tejo. Esquecem-se ou, porventura, ignoram que a assinatura do contrato foi precedida de um concurso internacional, encontrando-se previamente estabelecidas as regras acerca da exclusividade da exploração, antes pois da sua atribuição à Lusoponte, que hoje é tão contestada. Seria, pois, prudente que todos aqueles que se aventuram em lançar suspeitas desabridas e, eventualmente, descabidas sobre Ferreira do Amaral tivessem a prudência (a mesma que o acusam de não ter) de se informar acerca dos reais contornos do negócio.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De isa a 15.01.2008 às 19:25

e quem é que sabe dos reais contornos do negócio sem serem os próprios, os envolvidos? eu cá n sei de nada e assim de repente a história cheira mal... e se fosse outra pessoa se calhar n aceitava o cargo na lusoponte por isso mesmo, há ética e ética...
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De Rui Castro a 15.01.2008 às 19:28

isa,
o negócio foi público e sujeito a concurso prévio, sendo que as regras hoje em vigor estavam, à data, já estabelecidas. como é óbvio, desconheço o animus de quem assinou o contrato, mas parece-me que lançar as suspeitas sobre a honorabilidade do ex-ministro sem quaisquer elementos que sustentem a trafulhice será um bocado demais. quanto mais não seja, por uma questão de decência.
mais, gostava de saber porque razão só agora, passados 12 anos, decidiram levantar a questão.
bjs
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De isa a 16.01.2008 às 00:35

isso de levantar a questão passados 12 anos deve ser da morosidade (da justiça ou de outra porra qualquer). Aqui não há bonzinhos e mauzinhos, caro Rui, aqui não há honestos e patifes, pelo menos divididos por partidos. E a minha observação mantém-se e vai ao encontro do que disse o comentador aqui em baixo: ele n deveria aceitar o cargo na Lusoponte dps da negociata ;-) e ponto final. há ética e ética... e a alguns n seria preciso sequer aconselhar, de consciência fariam isso mesmo, n aceitavam.
(ou plo menos quero querer que esses outros/alguns existem...)
Bjs
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De Dylan T. a 15.01.2008 às 21:04

Não me parece, caro Rui Castro, que seja esse o ângulo para pegar o touro.
A questão não passa tanto por estabelecer uma causalidade directa com a Lusoponte.
Passa sim, por observar se as condições estabelecidas foram generosas para os concorrentes e pouco lisonjeiras, por assim dizer, para o Estado que o Sr. Engº representava.
E se, 'et pour cause', qualquer que fosse um consórcio vencedor, não seria expectável ter em aberto nas suas cogitações a possibilidade de um simpático e reconhecido convite à sua pessoa.
Assim como um cumprimento tácito entre cavalheiros, que não se faz com má intenção nem se recusa por educação, está a ver?

Dylan T.
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De Pedro Gomes a 15.01.2008 às 23:49

A Lusoponte limitou-se a proteger os seus interesses e fez o seu papel; Quem aqui está em cheque é mesmo o ex-ministro, pelo negócio mais do que duvidoso que conduziu. O facto de ir acabar na Lusoponte abona ainda menos a seu favor. E sim, tenho toda a legitimidade de dizer que foi uma negociata suspeita e pouco séria, já que me sai do bolso como contribuinte. Em política, é necessário ser-se sério, e fazer-se por o parecer.Ferreira do Amaral até pode argumentar que não existe relação de causalidade, mas eu acreditaria mais facilmente nele se não tivesse ido parar ao lugar onde está.
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De Pedro Sá a 16.01.2008 às 09:33

Ah sim e quem é que decidiu ? Eu é que não fui.
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De hc a 16.01.2008 às 11:53

O meu vizinho é médico de manhã e cangalheiro à tarde...

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