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Gosto muito quando os políticos europeus criticam os Estados Unidos por se recusarem a dialogar com certos regimes, invocando que é necessáiro dialogar com o Poder vigente, mesmo não o apreciando. Portanto, dialogar com  Musharraf e não o querer derrubar é mau, é um apoio inaceitável ao regime do Paquistão (eu, por acaso acho que sim, que mais vale falar com os militares, como sugere a Economist); já falar com os tarados de Teerão, é correcto e revela multilateralismo porque simultaneamente se diz: queremos eleições mesmo livres, ouviram?, ai ai.

Falar multilateralmente com facínoras não é a mesma coisa que apoiar facínoras, presume-se. Excepto, evidentemente, quanto aos resultados.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De rui caetano a 30.01.2008 às 16:46

Uma temática muito complicada, mas muito pertinente a abordagem.
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De PR a 30.01.2008 às 17:32

Cá está um belo exemplo da dualidade de critérios. No fundo, os EUA são presos por ter cão e por não ter...
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De Luís Gomes a 30.01.2008 às 19:18

É sem duvida uma temática muito complicada, que o deixa de ser quando se trata dos Estados Unidos da América do Norte.
Eles falam com quem muito bem querem e entendem, transformam monstros em gente de bem, e gente de bem em monstros, é tudo uma questão de interesses económicos e geoestratégicos, alguns dos seus maiores inimigos, no passado foram o oposto.
Que importa que os políticos europeus os critiquem, se depois os apoiam e caminham de mãos dadas na senda das maiores atrocidades, tudo em nome da democracia e para combaterem o eixo do mal.
Esse filme já passou há muito, e há-de continuar a passar em cinema de reprise.
Luís Gomes
santarem

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