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The winner? Yes, but...

por Henrique Burnay, em 19.02.08

O Daniel Oliveira candidatou-se ao prémio e cumpre os requisitos.

E, agora a sério. Diz o post do Daniel:

 

«Fidel Castro renunciou à Presidência do Conselho de Estado de Cuba remetendo a escolha do seu sucessor para a eleição que terá lugar na próxima semana.» Quem se agarrou ao poder durante quase meio século (mais tempo do que o nosso Salazar) deveria saber que quando parte leva consigo tudo o que tratou como se fosse seu por direito. A revolução cubana morreu jovem, há muitas décadas, quando optou por impor uma ditadura aos cubanos. O funeral será brevemente. Poderá vir uma solução à chinesa (capitalismo sem liberdade) ou apenas a tomada do poder pelas quadrilhas de Miami. Como estava, não fica. E não haverá, porque Fidel não deixou que assim fosse quando ainda era possível, uma democratização de Cuba com defesa de direitos sociais e da independência. Para isso é tarde demais.

A revolução cubana fracassou como fracassaram tantas outras. Porque passou a ser propriedade de um homem. Se o seu sucessor for o irmão, fica claro que não se trata de uma metáfora: Fidel julga que Cuba lhe pertence a deixa-a como herança.

 

Só há um probelma neste discurso - que tem a virtude de não ser "ah e tal o bloqueio dos americanos". O Daniel acha que a revolução morreu "quando optou por impor uma ditadura aos cubanos", porque acha que houve um momento em que era possível a revolução resultar. Ah, tanta T-shirt do Che por lavar.

 

PS: Anyway, venham daí esses ossos (outra vez) e vamos a mais uns copos.

 

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comentários

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De Pedro Sá a 20.02.2008 às 09:13

No very beginning claro que era. Se fosse possível transformá-la em democracia. Claro que Fidel sempre é menos mau que Fulgencio Batista, mas...

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