Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Fugir ao trabalho

por Sofia Bragança Buchholz, em 09.05.08

 

O que mais me aborrece, quando tenho de trabalhar em casa, é que despendo mais energias na tarefa de fugir ao mesmo, do que a que seria necessária para o realizar.

Vejamos:

Preparo meticulosamente o ambiente à minha volta, rodeio-me dos dossiers e dos livros necessários, sento-me, ligo o portátil e … leio todos os meus blogs favoritos! Aproveito e dou também uma olhadela àqueles que nem gosto por aí além. Depois, levanto-me para ir buscar bolachas; é que, entretanto, já passaram duas horas e o meu estômago começa a ressentir-se. Em vez de duas, como seis, para adiar o timming em que tenho de olhar para a tal papelada. Finalizadas as bolachas (sim, porque acabou por ir à vida o pacote inteiro) decido que tenho de responder àqueles mails urgentíssimos que há mais de dois meses esperam na caixa do correio. Lá vai mais uma hora e meia nisto, intercalada com idas à casa de banho, telefonemas atendidos e feitos, e o stress do objectivo não cumprido a fazer-se acumular.

Quatro horas depois já não consigo estar sentada da cadeira. Dói-me a cabeça, as costas e concentrar-me é impossível. É urgente libertar energias. Decido ir correr. Visto umas calças de fato de treino, calço umas sapatilhas e é ver-me arfar pela marginal fora, num jogging desenfreado.

Chego a casa exausta, suada e esfomeada e pela ordem inversa satisfaço estas três necessidades: lancho demoradamente, tomo um longo banho, e deito-me no sofá onde acabo por adormecer.

Acordo, já lá fora é noite escura, dorida e mal-humorada, em pânico com a minha improdutividade. A posição em que adormeci foi a pior e o trabalho espera-me ainda intacto. Bolas! Preciso de jantar!

Ligo a televisão enquanto como, e distraio-me com os telejornais de todos os canais; são onze da noite quando me sento novamente em frente do computador e abraço finalmente o trabalho porque sei que a meta final – a recompensa – está próxima: ir para a cama, daí a nada (mas, entretanto, aproveito, ainda, para escrever esta crónica).


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

Sem imagem de perfil

De Anónimo a 11.05.2008 às 21:54

Bem sei, bem sei... vim dar uma vista d'olhos ao meu blog recém nascido blogdozezinho.blog.com , já agora e ainda aqui estou, passadas que são 2 horas. E tenho ainda que preparar a minha tenda de chá árabe itenerante para a "saison" que se aproxima. Ou seja, tenho até 4ª feira para me pôr na estrada, a carrinha precisa de um não sei quê, veio agora o reboque -coisa estranha, Domingo à noite- que Portugal é este, mecânicos eficientes e preocupados, depois tenho que passar a inspecção, devia ter preparado toda a decoração e sabem o que decorei? O interior da carrinha! Como está velha, num rebate de carinho e ironia, decorei-a com galões de cortinado colados no plástico do vidro da frente, pendurei no espelho uma gaiola do chinês com pássaros que cantam e tudo, forrei os bancos com panos a condizer, um bouquet de rosas 100% acrílico a um canto do tablier previamente coberto com uma passadeira árabe, e sentei-me lá dentro a rir daquela homenagem a kusturika. Fiz tudo o que me deu na gana, mas trabalhar trabalhar, zero.

E já ando nisto há 3 dias

Ass.: leeloo

Comentar post